Festival do Rio 2018 #6: 'A pé ele não vai longe' de Gus Van Sant

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

11) A pé ele não vai longe (Don't worry, he won't get far on foot, EUA, 2018), direção: Gus Van Sant
(Foto: Divulgação)
Joaquin Phoenix é um desses atores tão magnéticos que apenas assisti-lo já é bom o suficiente. Sua performance, física e vocal, beira a perfeição, percorrendo todos os estágios da construção do personagem. Este que, por acaso, é o cartunista John Callahan, um artista com história trágica, mas também muito inspiradora. Gus Van Sant tem a delicadeza e honestidade de contar sua trajetória com foco na superação, sem omitir seus maiores defeitos. 
Sentimos a dor do protagonista através da montagem que salta e volta no tempo, criando paralelos eficientes entre momentos distintos de sua vida. O texto se concentra bem nas figuras humanas, mostrando quem eram cada uma daquelas pessoas, o que as levou até ali e como foram importantes para Callahan e sua recuperação. O destaque entre os coadjuvantes é obviamente Jonah Hill, que surge em cena numa composição diferente do habitual e tem uma entrega bastante satisfatória. O contato entre os dois personagens é a principal interação do filme, até maior que o próprio interesse romântico. Através das conversas de compreensão e troca mútua, Gus Van Sant atinge um lugar muito bonito e humano, ao mesmo tempo que cria uma narrativa deliciosa de assistir. Nota: 4/5 (Muito Bom) 

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com
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