Festival do Rio 2017 #8: 'Invisível', do Festival de Veneza para o Rio

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

13) Invisível (Invisible, Argentine, 2017), direção: Pablo Giorgelli
(Foto: Divulgação)
"Invisível" é uma obra de observação. Muito antes de trama ou "grandes temas", a intenção de Pablo Giorgelli é observar sua jovem personagem. Desta forma, ao invés de assistirmos, na realidade presenciamos sua vida. O tom quase documental dá um toque extra de realidade: o diretor não chama atenção pra si mesmo, a montagem é sóbria e praticamente só existem sons diegéticos. A beleza do filme se encontra na habilidade de nos aproximar da protagonista mesmo a revelando por um buraco de fechadura. Não sabemos muito sobre ela, o que em certos momentos se torna um problema no roteiro, mas a observação cautelosa mostra o suficiente para nos deixar interessados e esperançosos. Não que esperança seja um tema muito recorrente em "Invisível". O final deixa uma dúvida nos atos da Ely de Mora Arenillas: seria medo ou amor? No seu choro, tristeza ou a tal esperança? Sinceramente não sei. Nem sequer saberia dizer se tal dúvida foi intencional. Mas só por suscitá-la, o filme já merece sua cota de aplausos. Nota: 4/5 (Muito Bom)

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com
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