Contracenarte 5 anos: 5 filmes que completam 5 anos em 2017

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)


(Crédito foto: PA IMAGES / IAN WEST / PA WIRE)
Hoje o Contracenarte comemora 5 anos de vida! Meia década de muita dedicação ao mercado das artes, cultura e entretenimento. Como todo ano, na semana de nosso aniversário, preparamos uma série de posts especiais para marcar a data. A 7º arte, assunto que tanto gostamos, obviamente nunca pode ficar de fora! Ano passado fizemos um apanhado dos principais lançamentos desde a criação do site, postagem que vocês podem conferir Aqui. Para evitar uma repetição, agora em 2017, decidimos relembrar cinco filmes que, assim como o Contracenarte, comemoram 5 anos de existência. Então venham com a gente para uma rápida viagem a 2012, pra resgatar as obras mais importantes que marcaram aquele ano na indústria cinematográfica.

1) Django Livre (dir: Quentin Tarantino)
(Foto: Divulgação)
De Tarantino para fãs de Tarantino. Essa é máxima de "Django Livre", penúltimo filme do diretor americano que une praticamente tudo que se tornou característico de sua carreira. Violência gráfica, humor sarcástico, éticas duvidosas, diálogos instigantes e excelentes vilões, está tudo presente. Resultado: público casual enojado e famílias tradicionais ofendidas, mas fãs extremamente felizes. Sem falar nos próprios Quentin e Christoph Waltz, que receberam suas segundas estatuetas por esta colaboração.

2) Moonrise Kingdom (dir: Wes Anderson)
(Foto: Divulgação)
Wes Anderson é outro diretor que carrega consigo um público muito particular. No caminho contrário de seu compatriota Tarantino, mas não menos genial, Anderson aposta nas cores, na ingenuidade e na sutileza. Antes de estourar com o premiadíssimo "O Grande Hotel Budapeste", "Moonrise Kingdom" já dava sinais que o talento e percepção do cineasta continuavam em alta. 2012 foi um ano de grandes filmes, mas dificilmente dá pra encontrar algum outro tão bonito e gostoso de assistir.

3) Argo (dir: Ben Affleck)
(Foto: Divulgação)
Muitas vezes os vencedores do Oscar de Melhor Filme viram alvo daquelas acusações: "No futuro ninguém vai lembrar desse filme". "Argo" não conseguiu fugir desta sina na época de sua consagração. Hoje, cinco anos depois, o terceiro filme dirigido por Ben Affleck continua memorável ou já foi esquecido? Acho que vai muito da opinião pessoal de cada um. Pra mim, ainda é uma obra tensa, cativante e muito boa de se ver. Obra-prima? Talvez não. Mas é inegável que vem direto na cabeça só de pensar no ano de 2012. "Esquecível", está bem longe de ser.

4) O Mestre (dir: Paul Thomas Anderson)
(Foto: Divulgação)
A filmografia de Paul Thomas Anderson tem uma habilidade muito particular de me fazer sentir mal. Seus melhores filmes são justamente aqueles que trazem estranhamento, dor interna e faz os órgãos se revirarem. "O Mestre" não decepciona neste sentido, uma obra difícil e densa que faz justiça à carreira impecável do seu realizador. Além disso, por conta da tragédia que se sucedeu, se torna impossível ver o filme sem pensar na perda que foi a morte de Philip Seymour Hoffman, responsável aqui por uma performance não menos que espetacular.

5) Holy Motors (dir: Leos Carax)
(Foto: Divulgação)
"Holy Motors" talvez seja um dos piores casos de marketing que eu já vi no cinema. No Brasil pelo menos, não era raro ver a campanha girando em torno da figura de Eva Mendes, atriz americana que faz uma ponta no filme. Equívoco enorme: este não é o "novo filme de Eva Mendes". "Holy Motors", indicado para a Palma de Ouro de 2012, é um experimento narrativo e estético do diretor Leos Carax, muito longe de tudo que os americanos conhecem como cinema. Eva Mendes era um ornamento, assim como sua personagem. Quem tiver oportunidade, procure o filme e dê uma chance. Só vá de cabeça aberta, conselho de amigo.

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com
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