Crítica: 'Truque de Mestre 2' diverte e dá ótimo salto para franquia

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Cena de "Truque de Mestre: O 2º Ato" (Foto: Reprodução)

O "Truque de Mestre", de 2013, foi daqueles filmes que ficou na média de tudo. Relativamente mal recebido pela crítica, mais ou menos apreciado pelo público e sucesso de bilheteria moderado. Embora ainda seja difícil prever a aceitação do público a essa inesperada continuação, este "2º Ato" é uma boa e bem-vinda surpresa e consegue superar o original, no mínimo em diversão.

Partindo de onde o último parou, o filme retoma a história rocambolesca dos mágicos/ladrões de forma até digna. Sem entrar em detalhes para evitar spoilers, o roteiro consegue amarrar as pontas e preparar o terreno para os milhares de "plot twist" que vão acontecer até o final. Assim como no "1º Ato", neste novo capítulo o público é novamente demandado a um nível de abstração gigantesco para aceitar os conceitos malucos por trás da trama.

Mas a partir do momento que aceitamos, e entendemos o caráter de entretenimento despretensioso, o filme funciona muito bem. O roteiro tem seus problemas, voltando a apelar para muitas reviravoltas e explicações excessivas, mas o diretor Jon M. Chu e o montador Stan Salfas conseguem atenuar eventuais defeitos, trazendo dinamismo e ritmo alucinantes para o projeto. Destaque especial para a criativa sequência do roubo do chip, em que acontece uma integração perfeita entre decupagem, montagem e atuações.

(Foto: Reprodução)

O elenco, por sua vez, continua a ser a melhor parte desta franquia. Começando pelo casting genial de Daniel Radcliffe como um charlatão que despreza mágica, numa sacada espetacular dos produtores de elenco. Os demais também não decepcionam, afinal como dar errado com um grupo tão grande de talentos com Morgan Freeman, Michael Caine, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson e Lizzy Caplan? Estes dois últimos, aliás, são os grandes destaques. Enquanto Harrelson surpreende por conta do papel duplo que assume (além, claro, da sua divertidíssima persona habitual), Lizzy Caplan rouba a cena mesmo com a difícil missão de substituir a personagem de Isla Fisher que já havia sido estabelecida no filme anterior.

Em suma, "Truque de Mestre: O 2º Ato" é uma produção muito divertida e cheia de energia que consegue dar um salto de qualidade em relação a anterior. Pode não ser um primor de roteiro, nem inspirar muitas reflexões, mas faz o básico para entregar um entretenimento honesto que pelo menos não desrespeita a inteligência do espectador. Que venha o 3º Ato!

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com
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