‘Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos’ estreia no Oi Casa Grande

“Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” estreia no Leblon (Foto: Divulgação)

“O espetáculo é feito para elas”, diz Miguel Falabella, diretor e responsável pela versão brasileira do musical “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, que estreia neste fim de semana, no teatro Oi Casa Grande, no Leblon, no Rio de Janeiro. O texto original é de Jeffrey Lane e as letras e músicas, de David Yazbek. O musical fala do universo latino da mulher tupiniquim. “A mulher brasileira toma Valium e sai à noite atrás de um homem. A americana não faz isso”, conta Falabella.

Em entrevista ao jornal O Dia, Falabella disse que o musical é um dos últimos, senão o último que vai fazer este ano, e não por vontade dele. “É lamentável e triste pensar que esse país chegou ao nível de um Paquistão da vida, por crises absurdas”, detona Falabella, que parece também estar com os nervos à flor da pele, especialmente quando fala da estagnação econômica no Brasil. “Se você perguntar para mim, eu te direi que não tenho mais trabalho este ano”, diz Falabella, que escreve e atua no humorístico televisivo ‘Pé na Cova’ e participa do ‘Vídeo Show’.

O musical conta a história de três mulheres com problemas amorosos que se cruzam e revelam toda a complexidade dos relacionamentos da vida feminina. A protagonista Marisa Orth vive a tresloucada Peppa. “Ela é meio trapalhona, coitada, mas tem um jeito de amar desesperado. Quando ela está chorando, o público está rindo, e quando está rindo, a plateia provavelmente estará chorando”, diverte-se Marisa.

Nos palcos, destaque também para Stella Miranda (Lucia). Como contraponto das mulheres está, entre outros, o galã conquistador Juan Alba (Ivan). “Ele não está à beira de um ataque de nervos. É um conquistador e não liga muito para o sentimento das mulheres”, admite Juan.

A peça se passa na Espanha em 1987, mas poderia se passar no Brasil nos dias de hoje. É contemporânea e aborda a história de três mulheres que sofrem com a ausência de um mesmo homem: Lucia (Stella Miranda), uma dona de casa, a atriz Peppa e a advogada Paulina (Erika Ribas).

Mais de 330 horas de ensaio
O musical tem números expressivos: 150 itens de figurino, 19 atores, um táxi em tamanho real em cena, 336 horas de ensaio, 70 pessoas empregadas. Tudo num palco giratório e com mapping (projeção). No espetáculo, os atores se movimentam no palco em coreografias criadas pela diretora de movimento Fernanda Chamma.

(Foto: Divulgação)
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