Retrospectiva: Cinema Nacional 2015

Por Leonardo Rebello

Cena do filme "Entre Abelhas" (foto: Divulgação)
O ano de 2015 foi um ótimo ano para o cinema. Seguindo as promessas de 2014, o cinema brasileiro manteve o páreo e levou o público para as salas de cinema, não só as salas, mas como críticos estrangeiros e atores às premiações internacionais. Devagar, mas no caminho.
Apresentamos nossa retrospectiva para relembrar os melhores filmes nacionais e internacionais do ano, e olha que foram muitos. 

#QuinaNacional: Os 5 mais do cinema brasileiro. 

1.Entre Abelhas 
"Entre Abelhas" é um filme diferenciado, uma comédia dramática que passeia muito bem entre a linha do humor e do drama. Um filme poderoso por ser porta-voz de assuntos tão delicados, dando ênfase à depressão (sem falar em depressão) através de linguagens maravilhosas.

Na história, Bruno (Fábio Porchat), é um editor de imagens recém-divorciado de sua mulher (Giovanna Lancellotti). Após o divórcio e diferentes complicações, ele deixa de ver as pessoas, tropeçando no ar, esbarrando no que não vê, percebendo que as pessoas ao seu redor estão ficando invisíveis. A descoberta desse mistério vem com a ajuda de sua mãe (Irene Ravache) e de seu amigo (Marcos Veras). Vale o confere!



2. Casa Grande
"Casa Grande" é uma GRANDE surpresa. Um filme real, que aborda um Brasil que raras as vezes podemos ver no cinema. Segue a linha do "Quer Horas ela Volta", um cinema mais próximo da realidade, tendo "drama social" como grande próximo gênero do cinema.
Temos o casal vivido por Marcello Novaes e Suzana Pires em ótima sintonia, e Thales Cavalcanti, que vive Jean, nosso protagonista com boa estréia na produção.

A história é a vida de Jean, um adolescente rico que faz de tudo para escapar da superproteção dos pais, secretamente falidos. Enquanto a casa cai, os empregados têm que enfrentar suas inevitáveis demissões, e Jean tem que confrontar as contradições da casa grande.



3. Que horas ela volta
"Que horas ela volta" é um filme em destaque, uma crítica. Tal filme dividiu o público e levantou temas pouco vistos no cinema brasileiro.

A pernambucana Val se mudou para São Paulo procurando melhores condições de vida para sua filha. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino vai prestar vestibular, Jéssica lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica dentro da casa. O que leva nossa protagonista Val a achar um novo modo de seguir com sua vida.


4. Chatô- O Rei do Brasil
Cercado de polêmicas chega "Chatô - O Rei do Brasil". O filme repassa momentos fundamentais da história e vida do jornalista e magnata Chateaubriand (Assis Chateaubriand). O filme tem seu enredo direcionado pelas mulheres e o triângulo amoroso vivido entre a socialite Vivi Sampaio (Andréa Beltrão), Getúlio Vargas (Paulo Betti) e Chatô (Marco Rica).

O ponto dramático do filme se dá em torno do "suposto julgamento do século", quando o próprio Chatô participa de um programa televisivo onde dá voz as figuras que foram decisivas em sua história.





5 California
Seguindo o sucesso do documentário sobre seu pai ("Person", o cineasta Luiz Sérgio Person), Marina Person estreia como diretora de uma gostosa ficção, o drama "Califórnia". O filme é embalado por ótimas atuações de Caio Blat, Paulo Miklos e Virginia Cavendish e a estreante protagonista Clara Gallo.

O filme é ambientado nos anos 1980. Estela (Clara Gallo) é uma jovem que vive os típicos conflitos da idade, identidade e amor. Seu tio (Caio Blat) vive seu ícone, um jornalista que vive nos Estados Unidos, um jornalista musical, vale ressaltar. A jovem leva sua vida através de seus sonhos, e seu maior sonho é visitá-lo na Califórnia, durante as férias. Mas todos seus sonhos vão por água abaixo após descobrir que seu tio tem retorno marcado para o Brasil, e que o mesmo volta com mais problemas do que bagagem.

Nossa retrospectiva não poderia deixar de fora essas duas outras produções brasileiras, que muito expressaram sobre sentimentos, duas apostas para abrir os olhos. Falo de "Auseência" e "O último Cinema Drive-in". 

E ó, preparem-se, se em 2015 o cinema foi grande assim, imagina no próximo ano. Vamos incluir o futuro do cinema brasileiro em nossos desejos e seguir acompanhando filmes.

Até 2016! Amores e Felicidades!




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