#QuinaCinematográfica: Mulheres reais no cinema fantasia

Por Leonardo Rebello

Cena do filme "Frida" (foto:Reprodução)

Como bem sabemos, o cinema pode incorporar diversas formas artísticas, como: a dança, pintura e a escultura. Seguindo um caminho longo junto à pluralidade de significados. 

Conversa quase científica: Alguns estudos (se pintar o interesse, procure por Genette e Stam) trabalham essa intertextualidade presente no cinema com a prática da transformação de um “hipotexto” (texto original) através da concretização, crítica, recontextualização. Vamos chegar ao ponto certo, no uso de um material “real”. 

E é nesse ponto, nesse ponto real, que vamos trabalhar nossa quina. Resolvi juntar esse real com algo que precisamos falar, sobre as mulheres. Grandes mulheres. Sem o uso de estereótipo, machismo ou qualquer outra atitude, forma de pensamento,que rebaixe, possa agredir ou ferir tal palavra de tamanha importância, palavra MULHER. 

Todo mês teremos uma quina para ver as grandes mulheres que foram retratadas no cinema. Confesso que esses últimos dias foram bem emocionantes, não apenas pelos filmes, mas por grandes histórias, por essas incríveis mulheres. 

Nessa quina, em plena quinta, vamos começar com cinco mulheres que expressaram sua arte, deram voz aos seus pensamentos e direitos, e através de seu papel como tal tornaram-se ícones, revolucionárias. 


Maria Altmann – “A Dama Dourada”
Ao assistir um filme, vivemos a realidade que nos é apresentada, e mesmo que fictícia nos movimentamos como seus personagens, como em um sonho. Em “A Dama Dourada” colocamos isso em prática. A história de Maria Altmann que em 98 (1998) inicia uma ação contra o governo austríaco para reaver os cinco quadros de Gustav Klimt que foram roubados de sua família pelos nazistas durante a guerra.  Maria torna-se um exemplo, os próprios valores que carregou por toda vida.Sendo assim, tal filme entra para a lista dos filmes que retrataram grandes mulheres. 



Frida Kahlo – “Frida”
O filme é baseado no livro de Hayden Herrerea e conta com Julie Taymor para dar vida. O filme retrata a vida da pintora, conceituada e aclamada. Sobre seu casamento – aberto – com Diego Rivera – por Alfred Molina (<3) – também seu parceiro nas artes.  O controverso romance com o político Leon Trostky – Geoffrey Rush – além de diversas mulheres. O filme retrata a intensidade, a mulher a frente de seu tempo e a força de sua luta. Frida construiu seu busto e sua forte imagem, tornou-se um ícone e hoje é rosto para diversas mulheres que lutam por seu espaço - de direito - e igualdade. 



Zuleika Angel Jones – “Zuzu Angel”
Filme que nos leva para a vida de Zuleika Angel Jones e da jornalista Hildegard Angel . Mais conhecida como Zuzu Angel, estilista e mãe do militante Stuart Angel Jones. No final dos anos 60 Stuart é sequestrado e torturado pelos militares - o que os mesmos negaram por muito tempo, os militares. O filme mostra a luta de uma mãe atrás de seu filho, atrás de justiça e sem se calar, enfrenta aqueles que mentiram e mataram seu filho. É um filme forte e admirável por sua história. A luta de Zuzu a levou a inspirar diversas mulheres que tiveram seus filhos levados, algumas com sorte e outras com o peso da injustiça. Zuzu torna-se um ícone de bravura e força, uma mulher contemporânea, brasileira.  



Virginia Wolf – “As Horas”
O filme é baseado no livro de Michael Cunningham ("Uma Casa no Fim do Mundo" outro filme belíssimo baseado em sua obra) . Longe de um filme biográfico, o filme não é nada linear, o que provoca uma inexatidão do tempo e espaço, o que é caracterizado lindamente por três grandes atrizes. Julianne Moore e Meryl Streep vivem duas mulheres influencias por Clarissa  Dalloway, protagonista da obra que deixou Virginia Wolf famosa "Sra.Dalloway". Em paralelo, Nicole Kidman vive a escritora, em seu processo de criação. Vale ressaltar que as interpretações – teatrais- elevaram o filme, a imagem de Virginia e grandiosidade da personagem – Sra.Dolloway – que usa a felicidade para esconder suas tristezas. Virginia foi uma das mais proeminentes figuras do modernismo, ensaísta e editora britânica, levou todos os sentimentos ao mundo, as falas, para toda sociedade.  



Gia Marie Carangi – “Gia” 
Pouco falada, e ainda pouco conhecida, Gia. Um filme descoberto pelo acaso, sobre uma forte mulher que largou seu emprego de garçonete e foi atrás de ser modelo. Sem saber qual seria seu destino, Gia realiza seu primeiro teste com Wilhelmina Cooper (Faye Dunaway), que logo se tornaria responsável pela carreira grandiosa e instantânea de Gia. Temos Angelina Jolie como Gia e um belíssimo filme. Gia foi além dos limites e ao final de sua carreira - consequentemente, vida - devido ao uso de drogas. Gia foi um dos rostos mais belos e foi capa das revistas de moda mais conceituadas, um rosto simples cheio de vida. 



Essa foi nossa quina de quinta, e que todas essas grandes mulheres possam inspirar, em todos os sentidos, diferentes histórias e diversas formas de se viver a vida. 

E os nossos contatos para aquela critica, aquele toque esperto e uma troca de ideia estão sempre por aqui.

redacao@contracenarte.com.br / leonardorebello@outlook.com

Aqueles beijos!
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