Morrissey acaba com jejum e traz grandes sucessos

Por Emanuelle Valles

(Morrissey no Rio / Foto: Emanuelle Valles)

Depois de muita espera os fãs de Morrissey, ou para os íntimos MOz, puderam conferir o show da turnê de divulgação do álbum "World Peace Is None of Your Business" na noite do dia 24, no Metropolitam, na Barra da Tijuca. Uma noite memorável para os fãs e entusiastas do icônico frontman da The Smiths. Antes da apresentação já fomos surpreendidos por uma série de músicas e cenas icônicas, que iam de Tina Turner a Ramones, protestos à Margareth Thatcher e cenas do quotidiano. Era já um aquecimento para o que nos aguardava.


O show começa agitado, com “Suedehead”, o primeiro sucesso da carreira solo do artista, seguida por “Alma matters” e "This Charming Man", clássico do Smiths. Sua performance impecável, sua vitalidade e vivacidade aos 56 anos foi à altura de toda a empolgação daqueles que ali estavam. Para aqueles que foram achando que teríamos um revival da banda que fora desfeita há 28 anos, pode ter saído com um pouco de frustração. Porém, a apresentação de grandes sucessos do cantor e compositor foram bem recebidos pela platéia. Choros, gritos e euforia eram notados entre a grande maioria.

(Morrissey no Rio / Foto: Emanuelle Valles)

Sua personalidade crítica apareceu em diversos momentos, como em "Ganglord", onde ao fundo assistíamos a vários vídeos de brutalidade policial, em "Meat Is Murder" onde Morrissey traz para todos a repulsa, tristeza e pavor com os vídeos de abate de animais - Morrissey é vegano e ativista - e ao final veio a pergunta em português para toda aquela barbárie apresentada: "Qual a sua desculpa agora? Carne é assassinato". A ideia de chocar e conscientizar foi bem pensada, pois era nítido o incômodo das pessoas ao visualizar a os vídeos. 

Tivemos a empolgação do público apresentada quando um fã sobe ao palco e tenta abraçar Morrissey. O segurança prontamente retirou o rapaz do palco, utilizando-se de um "mata - leão" e alguns não curtiram muito, vaiando o profissional. Morrissey seguiu incólume seu espetáculo.
Além do ativismo, tivemos o sarcasmo para a monarquia inglesa, com o casal real Kate e William encarnando o “United King-dumb” no telão enquanto rolava “The World Is Full of Crashing Bores” e quando tivemos a imagem da rainha Elisabeth apontando seus dedos do meio enquanto ouvíamos "The Queen Is Dead", outro sucesso da The Smiths, que foi escolhida para encerrar a noite. MOz joga para a platéia sua camisa e a mesma torna-se troféu de uma dezena, que não desgrudavam da peça até que pudessem levar parte do "trapo" que se tornou. Um fim de noite especial e diferente para aqueles que ficaram na disputa. Eu, preferi levar comigo apenas a boa recordação de uma noite super esperada.

Confira o setlist da noite:

Suedehead
Alma Matters
This Charming Man
You Have Killed Me
Speedway
Ganglord
World Peace Is None of Your Business
How Soon Is Now?
Kiss Me a Lot
Istanbul
Mama Lay Softly on the Riverbed
One of Our Own
Earth Is the Loneliest Planet
The Bullfighter Dies
The World Is Full of Crashing Bores
Oboe Concerto
Meat Is Murder
Everyday Is Like Sunday
What She Said
I'm Throwing My Arms Around Paris

Bis
First of the Gang to Die
The Queen Is Dead


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