#QuinaCinematográfica: Lição de Casa

Por Leonardo Rebello


Foto: Arte Colagem de "Eugenia Loli"


Lembro-me dos desafios em sala, das redações até às nove horas antes do recreio e de como era gostoso sentar e conversar sobre a vida pessoal de um professor. Não há nada melhor do que esbarrar com um grande professor na vida, e para nossa sorte temos essa oportunidade para sempre. Afinal, nunca saberemos o suficiente e sempre haverá mais espaço para a educação. 

A terceira quina de outubro vem inspirada e pronta para lhe dar uma lição. Seja dentro ou fora dos muros da escola, respeito é preciso estar no coração. Educação, línguas e até aquela matemática II que nunca entenderemos – ou melhor, nunca entenderei – são ensinamentos que carregamos pelo resto da vida. E nesse clima nostálgico da escola que parabenizamos os professores, nossos eternos heróis. E como não poderíamos deixar o cinema de lado, nossa quina cinematográfica traz cinco professores para inspirar nosso espírito de luta para um futuro melhor para a educação. 





Michelle Pfeifer em “Mentes Perigosas” (1995)

Cena do filme "Mentes Perigosas" (foto:Reprodução)

Michelle Pfeifer vive os desafios em uma classe de jovens e adultos problemáticos e aparentemente incorrigíveis Disputando com o tráfico e com a situação social de determinados alunos, a professora precisa vencer determinados anseios e fazer o máximo para prender seus alunos em sala. Um dos filmes mais importantes da temática, pois além de retratar diversos e diferentes problemas sociais, o filme estabelece uma relação muito próxima entre assuntos como respeito e coragem.





Andrea Beltrão em “Verônica” (2010)

Cena do Filme "Verônica" (foto:Reprodução)

Verônica, professora vivida por Andrea Beltrão. Enfrenta os desafios do estado e um azar do acaso. Já cansada do  mal funcionamento da rede escolar do estado, Verônica está esgotada após vinte anos de serviço.Um dia ao deixar a escola percebe que um de seus alunos – Leonardo – ainda aguarda seus pais. A professora então leva o menino até sua casa que fica em uma das comunidades do estado e ao chegar se depara com os pais do menino. Mortos. Descobre então que os mesmos bandidos que mataram os pais do pequeno Leonardo estão atrás do menino. Ela assume o dever de proteger o menino e escondê-lo. O filme retrata o tráfico de drogas, a rotina das escolas do estado e homicídios. Uma lição para vida.





François Bégaudeau em Entre os “Muros da Escola” (2008)

Cena do Filme "Muros da Escola" (foto:Reprodução)

O filme mais abordado nas salas de aula  com a temática. A história de um professor francês vivido por François Bégaudeau em uma escola de ensino médio na periferia parisiense. Lugar onde há a mistura étnica e social. O filme é um relato da realidade escolar, onde cada aula leva para o telespectador uma lição para vida. As aulas são tão intensas que é capaz de sentir o clima e desejar assistir as aulas. 



Hilary Swank em “Escritores da Liberdade” (2007)

Cena do Filme "Escritores da Liberdade" (foto:Reprodução)

Cheia de coragem entra em cena essa professora cheia de frases marcantes, entre elas, uma das frases que usa para que seus alunos fiquem estimulados a escrever e ler “Os livros não são para ficar na biblioteca, são para os alunos usarem”. A luta não se restringe aos alunos, a pressão do corpo docente da escola leva a professora ao limite. Reforçando o sentimento de desafio. Dedicada, Erin acredita que através da leitura seus alunos podem alcançar voos altos. Arriscando seu casamento, sua relação com amigos e familiares e seus próprios limites. Erin lida com problemas sociais e culturais ligados ao ensino nos estados unidos, e os transforma em um excelente aprendizado. Vale ressaltar a belíssima direção de Richard La Gravenese. Um dos melhores filmes de 2009, baseado em fatos reais. 



Robin Willians em “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989)

Cena do Filme "Sociedade dos Poetas Mortos" (foto: Reprodução)

Destruindo os excessos literários apresenta-se o professor John Keating (Robin Willians). Acreditando que prefácios e críticas literárias são grandes balelas desnecessárias, enfatiza aos seus alunos o contato com a própria obra, deixando de lado teorias e mais explicações. John torna-se o professor mais notado dentro de uma instituição para rapazes nadando contra o corpo docente existente, assim “Sociedade dos Poetas Mortos” marca o cinema e constrói um sentimento de liberdade, inspirando toda uma juventude amedrontada por conceitos e teorias paradoxais. O filme é de extrema sensibilidade, um clássico moderno obrigatório. 


E não deixe de conferir outros filmes da mesma temática que apresentam professores maravilhosos. Segue lista!

“O Clube do Imperador”-2002
“Matilda”-1996
“O Milagre de Anne Sullivan”-1962
“Harry Potter”-2001
“Escola do Rock”-2003
“Eleição”-1999
“Adorável Professor”-1995
“Meu Mestre, Minha Vida”-1989
“O Grande Debate”-2007

Nos vemos na próxima quina?! E não se esqueça, se você tem alguma sugestão, filme ou dicão para a Quina entre em contato conosco. Podemos trocar uma figurinha sobre cinema e até mesmo ver seu filme predileto por aqui. 

Ó, nossos contatos são esses aqui, dá um confere:
redação@contracenarte.com.br  /  leonardorebello@outlook.com
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