Judas Priest faz apresentação memorável em show no Rio

Por Ismael Carvalho

Judas Priest se apresentou no Rio com casa lotada (Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Numa semana em pleno clima de feriadão, o Rio de Janeiro recebeu na noite de quinta-feira (23), no Vivo Rio, três "monstros sagrados" do Heavy Metal, com as apresentações do guitarrista brasileiro Robertinho de Recife e sua banda MetalMania, os alemães do Accept e os britânicos do Judas Priest. Casa cheia e com muita animação e sorrisos nos rostos, os headbangers vibraram ao som das bandas que desde a primeira à última nota das apresentações, mandaram ver levantando todo o público presente.

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Robertinho de Recife e MetalMania
Muito aguardado, o show de abertura marcou o retorno aos palcos do guitarrista Robertinho de Recife apresentando a nova formação do MetalMania, agora com uma nova proposta sonora marcada por intervenções com efeitos de voz "robótica" , num estilo um tanto "cyber-metal", não só nas novas composições como também nas canções clássicas do álbum original da primeira formação do MetalMania, lançado há 29 anos atrás.

(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Com um novo álbum sendo lançado agora, "Back For More", título aliás muito apropriado,a nova formação da banda é composta por Robertinho de Recife nas guitarras, Raphael Sampaio (bateria), Júnior Mauro (baixo), o filho de Robertinho, Fhorggio (efeitos e DJ) e Tibor Fittel nos teclados.

Um show excelente que empolgou e aqueceu a galera presente com um setlist muito legal que incluiu clássicos da carreira do guitarrista, como "Metalmania (bate o pé, bate mão)", "Como Um Animal", a versão de "Wild Thing" - "Gata", além de novas composições,  "Poliposition", "The Third Angel" e "Back For More", entre outras. Um dos pontos altos da apresentação foi a medley que Robertinho apresentou tocando trechos de canções de Ozzy Osbourne, Black Sabbath, Iron Maiden e Deep Purple, onde o músico executou solos empolgantes mostrando todo o seu virtuosismo nas seis cordas. 

(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Foram 30 minutinhos cravados no relógio que valeram muito a pena e deixaram a galera com aquele gostinho de "quero mais". Grande retorno do mestre Robertinho de Recife e que venham mais e mais shows!

Accept
Após um rápido intervalo, o Accept subiu ao palco dando início ao segundo espetáculo da noite e também ao segundo show da tour "Blind Rage", iniciada no dia 19 de abril no México, promovendo seu mais novo álbum de mesmo nome, "Blind Rage".

(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

A  banda é composta por Wolf Hoffman, guitarra, Peter Baltes, baixo, Mark Tornillo nos vocais e estreando seus novos integrantes, Uwe Lulis na guitarra (ex-Grave Digger) e o baterista Christopher Williams, que substituíram os ex-integrantes Herman Frank e Stefan Schwarzmann respectivamente. Uma banda extremamente afiada, o Accept já iniciou sua empolgante apresentação tocando numa sequência de tirar o fôlego, "Stampede", do novo álbum, "Stalingrad" e a clássica "Restless and Wild" presente no quarto registro da banda, de 1982. Seguiram-se "Losers and Winners", "Final Journey", "Princess of the Dawn", "Pandemic" e a sensacional "Fast as a Shark" com sua famosa introdução com uma antiga canção folclórica alemã antes do peso e rapidez da canção, uma das mais pesadas, inclusive, do repertório da banda.

(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Outro momento épico com "Metal Heart" que contém um trechinho de "Für Elise" de Beethoven, cantada em uníssono pelo público e o solo individual do fundador da banda, o guitarrista Wolf Hoffman. Muito legal ver todo o público, composto por várias gerações desde crianças à sessentões, curtindo e cantando juntos esse clássico oitentista do Accept. Na sequência tivemos "Teotonic Terror" e para fechar a apresentação com chave de ouro, a clássica "Balls to the Wall", uma das canções mais famosas da banda.

Judas Priest
E chegou o momento mais esperado da noite com a apresentação dos "Metal Gods" do Judas Priest. Após um trechinho de "War Pigs" do Sabbath tocar no P.A., Rob Halford nos vocais, Glenn Tipton e Richie Faulkner nas guitarras, Scott Travis na bateria e Ian Hill no baixo, iniciaram sua apresentação com "Battle Cry", "Dragonaut" e "Metal Gods", empolgando a galera e com um telão gigante maneiríssimo onde surgiam imagens animadas e capas dos discos da banda conforme as músicas iam sendo tocadas.

(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Seguiram-se "Devil's Child", "Victim of Changes", "Halls of Valhalla", "Love Bites" e "March of the Damned". O guitarrista Richie Faulkner sorria e distribuía palhetas mostrando estar cada vez mais à vontade e bem integrado ao grupo desde sua estreia no Priest no dia 25 de Maio de 2011 no programa de TV American Idol.

Faulkner, um guitarrista mais jovem, moderno e virtuoso substituiu o guitarrista original KK Downing, que se retirou do mundo da música após mais de trinta anos no grupo, e vem provando cada vez mais ter sido uma escolha bem acertada. Rob Halford agradeceu ao público pela paciência e lamentou não terem voltado antes ao Rio. Em seguida emendaram com "Turbo Lover" e "Redeemer of Souls" para delírio dos fãs.

(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Na sequência a sensacional e clássica "Beyond the Realms of Death", "Jawbreaker", a icônica "Breaking the Law" e a entrada triunfal no palco de Halford montado em sua motocicleta para "Hell Bent for Leather". Nesse momento o Priest deixa o palco e retorna momentos depois para o primeiro bis com "The Hellion/Electric Eye", "You've Got Another Thing Comin'" e "Painkiller". 

O grupo mais uma vez sai do palco, com excessão de Glen Tipton que distribui palhetas de guitarra e pergunta ao público se querem mais uma e em instantes o Judas Priest termina sua apresentação com a excelente "Living After Midnight". Ao som de "We Are the Champions" do Queen nas caixas, os headbangers vão retornando às suas casas com a sensação de dever cumprido e alegria em mais uma noite memorável de heavy metal na Cidade Maravilhosa!
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