Major Lazer, Skrillex e Dillon fazem esquenta pré-Lollapalooza, no RJ

Por Ingrid Nepomuceno


Skrillex foi a grande atração da noite (Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Antes de desembarcarem em São Paulo, para o festival Lollapalooza 2015, os DJ's Skrillex, Major Lazer e Dillon Francis fizeram um "esquenta" na noite de quinta-feira (25), na Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro. O DJ Tucho teve a responsabilidade de abrir a noite. Tocando sem se arriscar muito, ele apostou nos clássicos que a galera ama. Com um repertório incluindo também músicas em alta atualmente, foi um ótimo warm up pra noite, com direito a uma super roda de batalha de dança que rolou num cantinho da Leopoldina. Era em torno de 22h e a galera já estava animadíssima.

A Estação Leopoldina estava um pouco mais cheia quando os DJs da ZZs entraram e mudaram um pouco a vibe da pista. Caíram pra um hip hop com uma pegada um pouco mais lenta. O público continuava lá, mas não tão animado. Eles levaram uma surpresa: B Negão. O cantor de rap e hip hop, ex Planet Hemp, surgiu no palco e cantou quatro músicas.


(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Com uma pausa um pouco maior pra montagem de palco da primeira grande atração da noite, os vagões começaram a bombar. Diferente do divulgado pela produção do evento, eram apenas dois funcionando. E os DJs das quatro festas prometidas como as responsáveis por um vagão cada, se dividiram até 5h da manhã entre os dois. O clima lá dentro (além de bem quente) era incrível! O público dançava em cima dos bancos, se pendurava em todos os lugares possíveis do vagão e pulava. Muito. O trem balançava na plataforma.

Dillon Francis 
Um esvaziamento repentino dos vagões e de toda a área ao redor anunciava o começo do show de Dillon Francis. Do alto da mesa, ele anuncia “That’s me, bitches!”. Com uma estrutura de som e iluminação excelentes, um telão psicodélico e um bocado de músicas boas mas claramente desconhecidas pelo público, o DJ e produtor norte americano surpreendeu. Mas, apesar disso, depois dos primeiros trinta minutos uma parte do público já se deslocava para os vagões. 


(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

No repertório, nenhum hit de outros artistas. “Get Low”, parceria com o consagrado DJ Snake que bombou nas pistas cariocas no verão, foi a música escolhida para fechar a apresentação. A galera foi ao delírio mas, ao reproduzir só metade dela e acabar o show meio que de repente, o DJ perdeu pontos. Sem nem se despedir, Dillon deixou o palco ao súbito apagar das luzes e fim da música.

Major Lazer
Com uma média de quinze minutos de intervalo e seguindo muito bem o horário planejado, o Major Lazer subiu ao palco pra fazer um show daqueles! Logo no começo, Diplo –DJ, produtor e idealizador do projeto de eletrônica- caminhou sobre o público dentro de uma bola inflável gigante, as dançarinas subiram na mesa do DJ e o público estava simplesmente em êxtase. Cada música era um momento especial, um acontecimento. 


(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Faixas do álbum “Free the Universe” lançado em 2013, como “Watch Out For This”, “Jet Blue Jet” e “Bubble Butt” obviamente não podiam ficar de fora. Um momento de destaque foi quando o novo single “Lean on” tocou. A música conta com a participação da cantora dinamarquesa MØ e é single do novo álbum do Major, “Peace Is the Mission”, com previsão de lançamento para junho de 2015. E teve muito funk! Diplo é um entusiasta do ritmo carioca e, sempre que passa por aqui, faz questão de se atualizar sobre os sucessos do momento e de tocar nos shows. Isso já é um histórico. Dessa vez ele se encontrou em São Paulo com o atual fenômeno do funk paulista, MC Bin Laden, pra trabalhar em uma música. Major Lazer se despediu em meio a muitos aplausos. Foi um show super enérgico, que prendeu o público até o final e deixou todo mundo empolgado pra atração principal da noite.

Skrillex, a grande atração da noite
Uma correria desesperada era o prenúncio de que Skrillex tinha finalmente subido ao palco. Exatamente 2h53 da manhã, ele aparece vestindo preto e já começa detonando no grave. Agora, o som estava mais alto, as luzes - em maior quantidade - piscavam mais rápido e os jatos de fumaça no palco saíam cada vez mais fortes. Com todo o status de atração principal, ele deu o que o público queria: um show vigoroso, forte, potente. Ovacionado a todo momento, o norte americano agradeceu por estar no Brasil e frisou que era sua primeira vez no Rio. Entre um gole de champanhe - que bebia direto da garrafa - e outro, fez o público vibrar com seus sucessos. 

Uma câmera estava posicionada bem atrás dele, com um ângulo perfeito que pegava toda a Leopoldina. No telão, imagens da platéia eram alternadas com imagens psicodélicas. Muito mais psicodélicas que as do Dillon Francis. 


(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Skrillex tem uma carreira sólida. Em 2012 ganhou dois grammys pelo EP “Scary Monsters and Nice Sprites” e pelo single de mesmo nome. Podemos considerá-lo responsável pela popularização do dubstep, pela massificação do estilo. Aliás, a música “First of the Year” do EP “More Monsters and Nice Sprites”, que é o EP seguinte ao “Scary Monsters and Nice Sprites” foi muito usada no show. Remixada, servindo de base pra outras e uma só vez tocada na versão original. Apesar do som ser extremamente pesado e agressivo, era limpo, e isso tornava a experiência muito melhor. 


(Foto: Carlos Mafort/Contracenarte)

Não consigo selecionar um auge, foram muitos momentos de clímax. A espera por Skrillex valeu muito a pena! O show acabou com um remix de “Cinema”, música do DJ francês Benny Benassi de 2011, com direito a chuva de papel picado e mais um espetáculo de luzes e som. Skrillex se despediu pela última vez - ele já tinha dito que ia embora algumas vezes - pulando de cima da mesa de equipamentos enquanto a palavra cinema era reproduzida em looping. Muitíssimo aclamado, ele deixou o palco.
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Obrigado pela sua opinião!
Contracene, seja o Artista!