Cantora francesa Zaz lança ‘Paris’ em nova turnê pelo Brasil

Zaz se apresenta no Brasil com turnê "Paris" (Foto: Divulgação)

A cantora francesa Zaz, de 34 anos, volta ao Brasil neste mês para lançar seu terceiro disco, Paris, uma bela homenagem à cidade luz, que traz duos com Charles Aznavour, Thomas Dutronc e Nikki Yanofsky, e ainda a colaboração do lendário produtor Quincy Jones. Além das novas composições, Zaz apresentará sucessos como Je Veux, música que caiu no gosto do público em 2010, lançando-a mundialmente.

Assim como no ano passado, a turnê da cantora marca a semana da Francofonia no Brasil, com shows em cinco cidades: em Porto Alegre, no Auditório Araújo Vianna, nesta quinta-feira (19); no Rio de janeiro, no Circo Voador, dia 20; em São Paulo, no Auditório Ibirapuera, dia 22, durante a abertura do Circuito São Paulo de Cultura, e no Bourbon Street Club, dias 24 (esgotado) e 25; em Curitiba no Teatro Ópera de Arame, dia 27; e em Belo Horizonte, no Music Hall, dia 28.

O jovem cantor e compositor suíço Bastian Baker, prêmio revelação em 2012 no seu país, abre as apresentações da francesa Zaz, realizando sua primeira incursão pelo país com o show de seu segundo álbum Too Old To Die Young.  No show no Auditório Ibirapuera, Zaz se apresenta com as cantoras Tulipa Ruiz e Céu.

Em 2006, decidida a ser cantora, Zaz saiu de Bordeaux rumo a  Paris, onde  cantou  em cabarés e nas ruas de Montmartre por um ano,  até que o anúncio de uma gravadora mudou sua vida. Nele, o compositor Kerredine Soltani procurava uma jovem para interpretar canções de  Jazz, e Zaz  se enquadrava perfeitamente  no perfil. No mesmo período, conheceu o cantor francês Raphaël Haroche, que seduzido pela sua voz, escreveu três das  onze  canções  do  seu primeiro álbum.

(Foto: Divulgação)

Puxada pela canção Je Veux, Zaz  caiu  no  gosto   do   público, mas não da   crítica,   que condenou o fato  dela  denunciar a sociedade de  consumo em suas  músicas, mas  ao  mesmo tempo  viu seu álbum no  topo  das vendas. Uma contradição imperdoável na visão dos críticos. Mas nada que ofuscasse o brilho da diva, considerada  uma das  promessas da  nouvelle  chanson pela  RFI Music. 

Ao longo dos últimos quatro anos, Zaz tem sido uma das artistas que mais comercializou discos em todo o mundo. Seus dois primeiros álbuns venderam mais de três milhões de cópias em mais de 50 países, indo do Chile ao Egito, da Alemanha à China. No último ano, a cantora cumpriu uma intensa agenda  de  shows  com o  disco Recto  Verso (2013), esgotando ingressos em apresentações pelo mundo. No Brasil, Zaz lotou plateias por onde passou.  Agora, a artista volta  à estrada com  seu disco  em homenagem à cidade  da luz, Paris sera  toujours Paris, que conta com a colaboração de duas lendas vivas da música mundial Charles Aznavour e Quincy Jones.

"Zaz tem um apelo natural e pode cantar qualquer coisa que agite sua alma. Ela vai o mais longe que puder, e depois ainda mais. Dona de uma carreira única, numa sequência com reputação internacional, ZAZ é a primeira cantora francesa a ser extremamente popular", opina Charles Aznavour, que assina a canção J'aime Paris au mois de Mai, em duo com a cantora no novo álbum.

Zaz não fez segredo de sua ambição em convidar Quincy Jones para produzir algumas das faixas em seu terceiro álbum. Contra todas as probabilidades, o compositor e produtor responsável por Thriller, de Michael Jackson, não só aceitou, como declarou que Zaz possui uma das melhores vozes que já ouviu, e que ela consegue aproveitar o poder da música para trazer aclamação e credibilidade. "Ela tem raízes azuis reais em sua voz que você poderia jurar que vieram em linha reta fora do gueto!", declara Jones.

Neste terceiro álbum, Zaz foi, pela primeira vez em sua carreira, acompanhada por uma big band. "Você pode sentir a energia única de cada músico, que faz você querer deixar fluir", diz ela. "O jazz é um gênero musical que exige grande precisão; você tem que executar com sutileza em meio a todos esses instrumentos, mas, ao mesmo tempo, senti que tinha uma incrível liberdade de estender meus vocais, para uma interpretação ainda mais criativa", completa.

É interessante que, para preservar a espontaneidade dessa experiência, Zaz evitou interpretações das versões originais e do contexto específico em que as canções foram escritas na época. Em vez disso, a cantora abordou todo o projeto como se fosse um álbum de composições originais. Neste caldeirão coletivo de ideias, Zaz reformulou dez músicas deliciosas, o escopo do que reflete a grande variedade de gostos musicais que infundiram a voz da cantora com tão incrível auto-expressão desde que ela começou.

Repertório
A primeira faixa do disco enfatiza a ligação entre a Paris do passado e a de hoje, uma vibração que Zaz vive intensamente. Cantada por Maurice Chevalier durante a ocupação de 1939, Paris sera toujours Paris é uma música que traz o espírito da cidade. Mesmo durante as horas mais escuras de sua história, Paris sempre foi uma cidade de luz para quem coloca a fé em seus sonhos, um lugar onde tudo parece possível. Sous le ciel de Paris, hino à Piaf, foi transformado, 60 anos depois, em um tango popular. La Romance de Paris não teria desagradado seu compositor Charles Trenet. Na releitura de ZAZ, a canção virou uma encantadora dança cigana.

Grande fã de Take 6, sexteto americano gospel à capela, Zaz aposta no estilo na faixa A Paris, cantada por Yves Montand, depois da guerra. Usando apenas vozes, esse eterno clássico ganha tratamento vintage, mas com um som moderno e acústico contemporâneo. O mesmo acontece em Paris Canaille, uma canção escrita pelo controverso Léo Ferré, cujo versos originais, censurados na década de sessenta, foram resgatados nessa releitura da cantora, que no disco faz dueto com Thomas Dutronc.

Em uma primeira audição, é difícil descobrir quais faixas deste álbum são releituras de clássicos franceses, ou a nova composição co-escrita por Zaz, na qual ela revela a “sua” Paris,  no seu estilo chanson francês. Em Dans Mon Paris, Zaz foi inspirada por um curso de culinária francesa, em que usa utensílios rítmicos, como peneiras, panelas e colheres de chá, para dar a essa música o tratamento de tapete vermelho. Na nova versão de Paris, l'après-midi, um clássico de jazz instrumental composta por John Lewis em 1955, para o qual nunca ninguém se atreveu a criar ou adicionar letras ou vocais ... até Zaz!
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