Retrospectiva 2014: Veja o que foi destaque na Música

Por Marie Linhares



2014 foi um ano bastante rico em matéria de música, principalmente pela quantidade de álbuns que foram lançados nesses 12 meses, pelos novos artistas que surgiram e é claro, pelas surpresas musicais de quem tem mais tempo nos nossos iPods por aí. Fiz uma lista de álbuns que ficaram no meu iPod esse ano, mas que também marcaram estrelinhas aos olhos da crítica e nos charts ao redor do mundo. Esse ano foi bastante particular, porque a tarefa ficou mais difícil devido ao grande volume de produções de qualidade, mas acabou que consegui selecionar 25 álbuns maravilhosos. Não achei justo divider por categorias porque ao meu ver, música vai muito além de classificações e nossas escolhas musicais também.

E para você? Qual foi o maior destaque de 2014? Deixe o seu comentário.

As grandes estreias, as perdas, os micos, os grandes fatos que marcaram a cultura em 2014. Durante os dias 2, 3 e 4 de Janeiro, o Contracenarte fará um retrospectiva e mostrará o que foi destaque no Teatro, no Cinema e na Música. O público poderá relembrar as maiores estreias e reviver cada momento. Por dia, vamos trazer os dez maiores fatos do ano, com imagens, vídeos e um pequeno resumo. Romance, comédia, musicais, drama e terror. Nada escapou das mãos dos nossos arteiros, que trouxeram informações direto do backtage. Pegue a sua pipoca, e divirta-se!

A seguir, relembre os 10 maiores destaques na Música em 2014:

1. Young The Giant – Mind Over Matter
Os vocais de Sameer Gadhia são tão peculiares quanto seu nome. A banda de Irvine, California faz um indie com uma pegada super animada, com algumas faixas que te remetem à um classico filme americano de romance, talvez. Mind Over Matter chega em 2014 depois de 3 anos sem novos lançamentos da banda, que é conhecida por seu single Cough Syrup e, agora, pelo belíssimo trabalho em 2014. O novo disco traz elementos já conhecidos (como os falsetes de Sameer e os backs agudos), mas também surpreende os fãs com alguns traços eletrônicos, trazendo uma mistura de linguagens e quebrando com os paradigmas de “banda jovem de garagem”. Os californianos tem data marcada para vir ao Brasil ano que vem: eles se apresentam no segundo dia do festival Lollapalooza Brasil, 29 de março.



2. Katy B – Little Red
A lindíssima inglesa Katy B vem mostrando que se tornou uma grande mulher, apesar do título do disco ainda se remeter ao contrário. A ruiva londrina mostra um crescimento musical estratosférico, com upbeats misturados à seus vocais cada vez mais marcantes. Com parcerias de Jessie Ware e Sampha, Katy nos faz dançar como nunca; o disco ainda tem uma atmosfera club em todas as suas faixas, repleto de synths e drops. Uma belíssima aposta da Rinse na ruiva mais arrebatadora da cena eletrônica inglesa.



3. RuPaul – Born Naked
A drag queen mais famosa e bem sucedida de Hollywood resolve mostrar seus dotes vocais em um album repleto de elementos da cena gay americana. Seu reality show, “RuPaul’s Drag Race”, é um dos melhores do gênero, ganhou uma legião de fãs ao redor do mundo e já está na quinta temporada! A figura é conhecida por suas performances e seu visual impecável, o que não muda quando ela entra no terreno da música. Shantay, you stay!



4. ScHoolBoy Q – Oxymoron
O rapper americano que se destacou como revelação em 2013 vem com um disco “porradão” pra se marcar na indústria. Com um flow próprio bastante peculiar, ele conta com participações como Tyler, The Creator do grupo OFWGKTA, Jay Rock e o fabuloso Kendrick Lamar. Algumas faixas também contam com a voz fofa de sua filha Joy Hanley, que ele também menciona em diversas músicas. Rap na sua mais pura forma contemporânea, com influências de 50 Cent, Jay-Z e Notorius B.I.G.



5. Pharrell Williams – G I R L
O produtor musical mais talentoso da atualidade hiphop, Pharrell Williams lançou novo album solo depois de 4 anos de hiatus e conseguiu surpreender novamente em uma das searas de seu multitalento. Ex-The Neptunes e ex-N.E.R.D., já fez parcerias com Justin Timberlake, Snoop Dogg, Charlie Wilson, Jay-Z, Pusha T e assina a produção musical de discos e faixas de grandes figuras da indústria. Seus outros trabalhos solo tem sucessos que com certeza marcaram alguma fase da sua vida, pode apostar. G I R L conta com o sucesso “Happy”, que faz parte do filme “Meu Malvado Favorito 2”, que ganhou o mundo no topo das paradas.



6. MØ – No Mythologies To Follow
A norueguesa, que passou pelo Brasil em 2013, traz um alcance vocal surpreendente no seu debut album. Já havia emplacado alguns singles antes e se mostrou incrivelmente versatil musicalmente. No Mythologies conta com muitos elementos pop, mas também traz ares nórdicos para uma nova cena que vai surgindo.



7. Metronomy – Love Letters
A banda dispensa apresentações, já que conta com muitos anos de sucesso na cena alternativa. Nesse disco, a banda inglesa mostra suas influências de jazz e soul, com muitos trompetes e baixos marcantes por todo o disco. Alguns arranjos minimalistas também chegam a aparecer nesse trabalho aclamadíssimo pela crítica e que passou em turnê no mês passado pelo Brasil, no Rio e em SP, com DJ set do baixista Olugbenga. Hype, não?



8. Chet Faker – Built On Glass
Barbudo, dotado de vocais soturnos dissonantes e super assediado pelas mulheres, Chet Faker veio pra fazer – muito – barulho. “Built On Glass” é quase um mantra de diversos elementos eletro-acústicos bem ascendente na música contemporânea, com uma sensualidade jamais tão bem traduzida. Inicialmente um artista de downtempo, Chet acabou ganhando espaço em diversas cenas diferentes e logo em seguida nas charts mais mainstream. Pegue seu copo de café, seus cigarros e cate seu amor pro seu lado antes de dar o play.



9. Iggy Azalea – The New Classic
Alvo de diversas polemicas ao redor da questão da apropriação cultural atualmente, o fato é que a rapper australiana produziu um dos discos mais ouvidos de 2014 - ou pelo menos o single mais tocado nas pistas. Iggy contou com ninguém menos do que Diplo na produção musical desse trabalho e com parcerias de T.I., Charli XCX, Mavado e Rita Ora. Não é a toa que ela canta “I’m so fancy, you already know…”



10. Lykke Li – I Never Learn
Melancólico, introspectivo, chuvoso, nublado e triste. Esses são os adjetivos do mais novo álbum da sueca Lykke Li, que admitiu recentemente em entrevista que compôs as melhores músicas da sua carreira imersa em um contínuo porre de whisky cowboy e recém-saída de uma fossa profunda após uma decepção amorosa. Basta dar o play pra ouvir o produto do maior amadurecimento musical (e pessoal) da cantora, que mesmo soturna continua ganhando cada vez mais espaço no mainstream.


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