Maurício Salgueiro traz '40 anos de Urbis' ao Palácio Capanema

Por Ana Pies

Mauricio Salgueiro dá os últimos retoques nas obras (Foto: Divulgação)

Mauricio Salgueiro, um expoente em arte cinética brasileira, abre as portas do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, para mostrar ao público carioca, mais uma vez, sua série de esculturas em uma exposição retrospectiva. O artista apresenta a exposição "40 anos de Urbis", de segunda a sexta-feira, até o dia 5 de dezembro, no Centro.

O trabalho exposto é uma interpretação reflexiva da sociedade moderna e a relação cidade/máquina que existia na época em que as obras foram produzidas – período entre 1960 e 2000.  Suas esculturas tem um caráter tecnológico e interativo então tem a qualidade de ser uma experiência de envolvimento com a arte e o contexto  pelo qual ela foi feita.

Mauricio Salgueiro, um dos primeiros escultores  da América Latina a usar som e movimento dentro de sua arte expõe obras da série “Urbis”: “Vazamentos”, “Escultura Luminosa” e “Ordinário, marche”. E apesar de serem construídas e pensadas em uma época passada, o expectador percebe a qualidade atemporal no que o artista promove, dando espaço para que o público renove sua percepção a cidade e a relação que os cidadãos tem com suas máquinas e com a própria sociedade contemporânea.

(Foto: Divulgação)

Com curadoria de seu filho, Maurício Saules Salgueiro, o artista brasileiro tem muito sucesso quanto a sua exposição.

Sobre o artista
Nascido em Vitória (ES), Maurício Salgueiro é, ao lado de Abrahan Palatnik e Waldemar Cordeiro, um desbravador da arte tecnológica no Brasil. Em 1964, realizou sua primeira escultura sonora (ruídos urbanos), exposta na Galeria Macunaíma, no Rio de Janeiro, bem como as primeiras esculturas luminosas, nas quais emprega lâmpadas fluorescentes, que figuraram, no ano seguinte, nas bienais de Paris e São Paulo. Desde então, de forma persistente, segue desenvolvendo pesquisas no âmbito tecnológico, que o situam como figura singular no conjunto da arte contemporânea brasileira.

Hoje, aos 85 anos, Maurício ainda produz com o mesmo entusiasmo de quando começou, em 1964. Nesta comemoração, apresenta os registros das vivências nas cidades. “Sou um habitante atento das ‘URBIS: o que vai à pé, o que anda nas ruas, o que vive a ‘fonte’ que é a cidade com suas fantasias, suas luzes, suas cores, sua poluição, o inesperado. A melodia dos gestos, , seu ritmo, os enigmáticos botões, o ‘disse me disse’. A cidade como resíduo. Imagens fragmentadas, distorcidas, vazando vida, noticia. Cada obra é comandada por um botão que, acionado, oferece um tempo de movimento”, explica Maurício, de forma poética, sua maneira de viver a arte. 

Serviço:

"40 ANOS DE URBIS”

Onde: Palácio Capanema – Rua da Imprensa; Centro.
Quando: até dia 5 de dezembro de 2014 | Segunda a sexta, das 10 as 18hrs
Quanto: Entrada franca

Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Obrigado pela sua opinião!
Contracene, seja o Artista!