‘Chacrinha - O Musical' conta a trajetória do Velho Guerreiro

Stepan Nercessian e Mariana Gallindo como Charinha e Elke Maravilha (Foto: Divulgação)

Um dos espetáculos mais aguardados do ano, “Chacrinha – O Musical” estreia na próxima sexta-feira (14), no Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro. Com texto de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, o espetáculo marca a primeira direção teatral de Andrucha Waddington e o fim da trilogia “Uma Aventura Brasileira”, iniciada por 'Elis, A musical' e 'Se eu fosse você, O Musical'. Com orçamento de R$ 12 milhões, a montagem é assinada pela Aventura Entretenimento, maior produtora de musicais do país.

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Maior comunicador do rádio e da TV brasileira, Abelardo Barbosa costumava dizer que "Na televisão nada se cria, tudo se copia". Paradoxalmente, não teve ninguém até hoje que conseguiu copiar a espontaneidade do Velho Guerreiro. Comandante de extravagantes concursos de calouros, responsável por revelar grandes nomes da música nacional e inventor de bordões infames, o apresentador agora é homenageado no teatro.

As Chacretes (Foto: Divulgação)

O espetáculo acompanha a trajetória do apresentador desde sua infância em Surubim, Pernambuco, até o auge da carreira na TV Globo, comandando o programa de auditório "Cassino do Chacrinha", com espaço para as rebolativas chacretes, os trocadilhos infames, buzinadas e troféu abacaxi. Dois atores dão vida ao protagonista: Stepan Nercessian interpreta o Chacrinha consagrado no rádio e na TV, enquanto Leo Bahia incorpora o jovem Abelardo Barbosa. Aos 60 anos, Nercessian volta aos palcos depois de mais de 10 anos sem trabalhar no teatro.

"Eu sempre disse que só voltaria se fosse para participar de um projeto muito especial. É uma atividade que requer muita dedicação, esforço e disciplina. Falei desde o início que não sou um imitador. Vou criar o meu personagem através da emoção que ele me provocar", explica Stepan. 

Elenco
Revelação no espetáculo 'The Book of Mormon', Leo Bahia, de 23 anos, foi escolhido durante as audições que reuniram mais de 400 atores. "O Chacrinha permanece vivo, mesmo para a geração que não acompanhou sua carreira. Ele representa grande parte da história da televisão brasileira", avalia Leo. Completam o elenco 22 atores-cantores-bailarinos, que vão dar vida a familiares do Velho Guerreiro e personalidades que fizeram parte da vida do apresentador como Boni (Saulo Rodrigues) e Elke Maravilha (Mariana Gallindo).

O diretor Andrucha Waddington faz sua estreia na atividade teatral depois de quase três décadas de carreira dedicada à produção cinematográfica. "O importante para mim neste trabalho é fazer um musical que saia da caixa, seja algo novo. Só assim conseguiremos honrar o espírito do Chacrinha. Vou dirigir como se fosse um filme, que é a atividade com a qual estou acostumado. Mas ambos os trabalhos partem do mesmo ponto fundamental, que é a dramaturgia", explica.

Uma Aventura Brasileira
'Chacrinha, o musical' é a terceira produção da trilogia “Uma Aventura Brasileira”, que reúne espetáculos 100% nacionais. Depois de 'Elis, A musical' (com direção de Dennis Carvalho) e 'Se eu Fosse Você, o musical' (com supervisão geral de Daniel Filho), o jornalista Pedro Bial e o cineasta Andrucha Waddington foram convidados para levarem novas ideias ao gênero musical.

A primeira trilogia Uma Aventura Brasileira contribuiu para o crescimento dos musicais nacionais genuínos, depois do sucesso alcançado por adaptações de clássicos da Broadway no país. "Estamos fazendo história no teatro musical. No Brasil, há uma capacidade criativa gigante. O que falta no país é uma boa gestão. E a Aventura, assim como outras grandes empresas, tem procurado implementar a gestão de alto nível. Se Chacrinha fosse vivo, ele continuaria a estar à frente do tempo dele. Então, temos o privilégio, o prazer e a honra de colocar esse espetáculo de pé em um momento em que os musicais brasileiros estão tão fortalecidos", celebra Luiz Calainho, empresário, sócio da Aventura Entretenimento.

A trama
O jornalista Pedro Bial foi responsável pelo primeiro tratamento do texto, a partir de extensa pesquisa de Carla Siqueira. A trama é dividida em dois atos, com espaço para episódios biográficos e momentos líricos e fantasiosos. A infância difícil com a falência do pai, o ingresso no rádio e revolução que ele promoveu na televisão brasileira são temas presentes, assim como momentos em que são revelados sua bipolaridade, autoritarismo e obsessão pelos números de audiência.

(Foto: Divulgação)

"Responder a pergunta: 'por que Chacrinha?' é difícil. Temos que perguntar: 'Como Chacrinha?' . 'Como o Abelardo inventou o Chacrinha?' ,'Como esse sujeito inaugurou no Brasil e no mundo a comunicação de massas?', 'Como esse cara inventou o primeiro palhaço da televisão?', 'De onde ele tirou isso?'. A gente se pergunta e vai atrás das respostas durante o espetáculo", descreve Bial.

O dramaturgo Rodrigo Nogueira frisa o lado teatral que sempre marcou a carreira do apresentador. "Acho que o Chacrinha é uma das pessoas mais teatrais que eu já conheci. Ele conseguiu levar a profanação para a televisão, um ambiente que até então era careta e regido por fórmulas. O que a gente quer fazer é pegar toda essa liberdade e excentricidade e jogá-las de volta ao teatro. O público vai ter a oportunidade de viver a experiência que tinha quando assistia aos seus programas", detalha Rodrigo.

(Foto: Divulgação)

A trilha sonora é composta por mais de 60 canções (com medleys) consagradas na história da música nacional. Muitos desses sucessos fizeram parte do repertório do Cassino do Chacrinha e dos artistas que o comunicador ajudou a consagrar, como ‘O meu sangue ferve por você’ (Sidnei Magal), ‘O amor e o poder’ (eternizada por Rosana), ‘Tente outra vez’ (Raul Seixas), ‘Televisão’ (Titãs) e ‘Fogo e Paixão’ (Wando). "Vamos reunir músicas desde o fim dos anos 30 até meados dos 80, apresentadas nos últimos programas. Entre os musicais em que trabalhei, este é o que reúne canções com comunicação mais imediata da plateia. São obras bem populares, mas que os espectadores terão oportunidade de escutar de uma outra forma. Muitas são consideradas bregas, mas são belíssimas", conta a diretora musical Delia Fischer.

Os atores serão acompanhados por uma banda de nove músicos. Também fazem parte da equipe criativa o diretor de movimento Alonso Barros (Diretor e coreógrafo de 'Se eu fosse você, o musical', em cartaz em São Paulo), Gringo Cardia (Direção de arte e cenografia), Carlos Esteves (Desenho de som), Claudia Kopke (Figurinista), Paulo César Medeiros (Desenho de luz) e Marcela Altberg (Produção de elenco). 

(Foto: Divulgação)

Ficha técnica
Texto – Pedro Bial e Rodrigo Nogueira
Direção – Andrucha Waddington
Direção de movimento – Alonso Barros
Direção Musical e Arranjos – Delia Fischer
Direção de arte e cenografia: Gringo Cardia
Figurino – Claudia Kopke
Design de som – Carlos Esteves
Desenho de luz – Paulo César Medeiros 
Casting – Marcela Altberg
Realização – Aventura Entretenimento

Elenco – Stepan Nercessian, Leo Bahia, Stephanie Serrat, Erika Riba, Mariana Gallindo, Saulo Rodrigues, Mateus Ribeiro, Livia Dabarian, Luíza Lapa, Leilane Teles, Paula Sandroni, Paulo de Melo, Chris Penna, Laura Carolinah, Milton Filho, Diego Campagnolli, Renan Mattos, Gabriel Leone, Tadeu Freitas, Patrick Amstalden, Pedro Henrique Lopes e Beto Vandesteen. 

Serviço: 

“Chacrinha - O Musical”

Temporada: 14/11/2014 a 1º/03/2015
Local: Teatro João Caetano, Praça Tiradentes, s/nº, Centro, Rio de Janeiro.
Dias e horários: 5ª, às 19h; 6ª, às 20h; sábado, às 16h e às 20h e domingo, às 19h. 
Funcionamento da bilheteria: De terça a domingo, das 14h às 18h ou até a hora do espetáculo (caso a compra seja para o espetáculo do dia seguinte, a bilheteria, em dias de espetáculo, só vende até as 18h do dia anterior)
Telefone: (21) 2332-9257
Preço: 5ª e 6ª: R$ 50 (balcão simples), R$ 80 (balcão nobre) e R$ 100 (plateia). Sáb. e dom.: R$ 50 (balcão simples), R$ 100 (balcão nobre) e R$ 120 (plateia).
Capacidade: 1.143 pessoas
Duração: 2h15 (com intervalo)
Classificação etária: 12 anos
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