Delicada, ‘Meu Nome é Ernesto’ emociona; Veja fotos e vídeo!

Por Pablo Pêgas

Os personagens Ernesto e Marta em cena em "Meu nome é Ernesto" (Foto: Divulgação)

Como é essa peça? - ansioso como sou, perguntei a atriz e amiga, Jessika Menkel, antes de assistir, e ela, claro, mandou eu esperar pra ver. Depois de assistir, eu mesmo busquei a reposta: É como se abríssemos uma janela e espiássemos um dia pacato na vida de Ernesto e Marta. Somos os passarinhos que Ernesto observa no binóculo sentado na sua cadeira de balanço.

O espetáculo está em cartaz no SESC Casa da Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, até dia 21 de setembro, às sextas e sábados, às 21h, e domingo, às 19h. O ingresso custa R$40 e R$20 (meia).
 (Foto: Divulgação)

Estamos sentados e rapidamente entregues a doçura do casal. Não ousamos nos mexer e nem abandonar nosso privilegiado lugar, permanecemos quietos e atentos a tudo que se passa dentro da casa, toda a confusão de memória e todo o amor que aparece através das implicâncias de quem se está apaixonado. Rimos e por fim choramos, é bem assim que acontece. É delicada a forma com que a peça retrata a terceira idade.

 (Foto: Divulgação)

É frágil, porem cômica a vida de quem já vive na desesperança e na solidão. Ernesto e Marta nos divertem ao debocharem um dos outros, das dores no corpo, dos defeitos um do outro e da própria morte que já bate a porta. Eles nos acolhem, nos afetam, pegam nas nossas mãos e nos carregam pelas suas confusas histórias de vida. Por fim, terminamos com uma pergunta que não cala: o que foi real? Tudo relativamente tudo em comparação ao nada que sabemos sobre esses dois.

 (Foto: Divulgação)

Vale a pena conferir o trabalho incrível de toda a equipe e se surpreender com a madura atuação dos jovens atores Jessika Menkel e Arthur Ienzura. A caracterização e o trabalho de corpo nos ajudam a visualizar o contexto, mas só a voz dos personagens já nos leva ao lugar onde deveríamos estar. É muito bom quando a caracterização é peça chave, mas quando descartada, ainda se enxerga a a maestria de um ator bem treinado. Sem duvidas, o elenco mereceu e merece os aplausos de pé.

O texto é divertido e singelo, chega calmo e nos invade a alma até sorrimos de se estar carinhosamente preenchido. O cenário lembra casa de vó, naquele jeito aconchegante e coberto de boas lembranças. Tudo na peça é belo e simples, e por isso, nos chega tão puramente que simplesmente nos faz emocionar.

Confira no player abaixo uma mensagem deixada por Marta e o Ernesto para os leitores do Contracenarte:

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