'Profissão de Risco' é um longa metragem para esquecer

Por Rafaela Sales

Cena do filme (foto: Reprodução / Internet)
  • Ano de lançamento: 2014
  • País: Estados Unidos, Bahamas
  • Língua: Inglês
  • Título original: “The Bag Man”
  • Diretor: David Grovic

Uma missão simples: buscar e entregar uma mala ao dono, sem verificar o conteúdo. É dessa premissa que parte “Profissão de Risco”, primeiro filme do diretor David Grovic. Baseado no livro “The Cat: A Tale of Female Redemption”, de Marie-Louise von Franz, a trama é estrelada por John Cusack e Robert De Niro.

Em um jatinho de luxo, o mafioso Dragna (Robert De Niro) designa ao assassino de aluguel Jack (John Cusack) um serviço um pouco suspeito: levar uma mala até um motel sujo de beira de estrada. A única condição imposta pelo magnata é que a mala não seja aberta em momento algum. Apesar da desconfiança gerada pelo pedido, Jack concorda em realizar a tarefa. Acompanhado de um dos capangas do chefe, o assassino parte em direção ao local de encontro.

Ao enumerar o que acontece a partir daí, poderíamos estar falando de qualquer besteirol americano de segundo escalão: personagens bizarros, diálogos rasos e situações no mínimo improváveis. O caminho do protagonista se cruza com o de uma prostituta de 1,80m que se veste de Mulher Maravilha, um cadeirante vingativo dono do motel e um invocado anão russo.

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Quiçá seja a inexperiência do diretor, ou a falta de competência do roteirista. Os erros são tantos que é difícil apontar um culpado. A proposta inicial se baseava na construção de uma espécie de filme noir contemporâneo, mas, o que é oferecido ao espectador nada mais é do que um suspense recheado de clichês.  A fotografia é previsível, a pretensão em criar um noir fez com que o filme explorasse tons escuros, cenas nebulosas e cores quentes vibrantes. Nada demais. A trilha sonora também não se destaca.


É triste ver um grande nome do cinema como Robert De Niro envolvido em um projeto tão pouco ambicioso. O personagem vivido pelo ator é um estereótipo genérico de psicopata, totalmente caricato. Armado de uma peruca exagerada e óculos enormes, o mafioso de De Niro tende mais à comédia do que ao suspense. Cusack, por outro lado, entrega o que já é esperado: John Cusack. Nada espetacular, o ator não vai muito além do que veio apresentando em seus últimos trabalhos. A brasileira Rebecca Da Costa tem uma atuação morna, sem grandes ressalvas.

Fraco do começo ao fim, “Profissão de Risco” é um filme para se esquecer. Grovic constrói uma trama rasa, que não cativa nem o mais crédulo dos espectadores. Não somos inocentes a ponto de esperar um De Niro à la Taxi Driver mas, tão pouco somos alienados para nos contentar com o mafioso burlesco que vemos na tela.

Assista no player abaixo o trailer do filme:




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