Avril Lavigne mostra seu lado ‘menina má’ em show no Rio

Por Rodrigo Vianna


Avril Lavigne faz gesto obsceno em show no Rio (Foto: AgNews)

“Nós dois sabemos que você gosta de mim porque eu sou tão má”. Esse trecho de “Bad Girl” resume o tom do show da cantora canadense Avril Lavigne, na noite de sexta-feira (2), no Citibank Hall, no Rio de Janeiro. Pela terceira vez no Brasil, a cantora volta com tom mais rock e menos pop, atendendo a pedidos de fãs, que sentiam falta da Avril dos tempos de “Sk8ter Boy” e “Complicated”. De fato foi. Avril mostrou a que veio, e empolgou o público que lotou a casa de espetáculos com canções do seu último álbum, “Avril Lavigne”, e sucessos que marcaram sua carreira.

Se alguém ainda tinha dúvidas do tom do show, era só olhar para o visual da cantora, que não economizou nos adereços, subindo ao palco com orelhas de gato, na polêmica “Hello Kitty”, que apesar do tom colorido e fofo, não tem nada de inocente, e chifres de diabinha em “Bad Girl”, onde ela faz uma parceria com o cantor Marilyn Manson. Num dos momentos do show, a cantora chegou a fazer um gesto obsceno com as mãos mostrando que tem atitude e levou os fãs ao delírio com os seus “Te amo”, que eram entoados a cada intervalo de uma música para outra.

(Foto: AgNews)

Avril Lavigne se apresentou no Rio após passar por São Paulo, onde se apresentou na quarta-feira (30). A cantora segue com sua turnê pelo Brasil, e se apresenta neste sábado (3) em Belo Horizonte, e domingo (4), em Brasília. A primeira vez de Avril no Brasil foi em 2005 com a segunda parte da turnê “The Bonez Tour”, divulgando o álbum “Under My Skin”. Ela já tinha conquistado milhares de fãs com o álbum de estreia, “Let Go”, de 2003, cujo carro-chefe era o single “Sk8er Boi”, seguida de outras faixas como “Complicated” e “I`m With You”, que estavam presentes no setlist do show de ontem.

Mas dessa vez foi diferente. Algumas músicas escolhidas pelos fãs brasileiros de Avril Lavigne, pelo Twitter, vão estar nos shows que a cantora no país neste ano. "Perguntei, em cada cidade, quais os fãs mais queriam. Vou tocar pelo menos uma de cada. Escolhi o Brasil para fazer isso pois os fãs daí são os mais ativos e dedicados do mundo. Comentam, conversam, perguntam. Quis fazer algo em troca", disse ela ao site de notícias G1, em entrevista por telefone.

(Foto: AgNews)

Avril não é boba. Prestes a completar 30 anos e casada há quase um ano com o vocalista do Nickelback, Chad Kroeger, ela sabe como agradar fãs como os do Brasil. Recentemente, uma pesquisa do Massachusetts Institute of Technology (MIT) indicou que Avril é a jovem cantora canadense mais famosa no mundo, à frente de outros astros como Justin Bieber e Alanis Morissette. Avril mudou, e os seus fãs também. Apesar de não estar diante de 30 mil pessoas, como na última vez que esteve no Brasil, a cantora fez questão de atender os fãs com repertório pesado.

O que se viu no palco durante uma hora e meia de show estava longe de ser aquela menina que dava um passeio no shopping no clipe de "Complicated" e cantava no capô do carro em "Sk8ter boi". Às 22h15 ela subiu ao palco ao som de “Hello Kitty” interagindo mais com os fãs, diferente de São Paulo, onde a cantora fez uma apresentação tímida e de poucas palavras, a não ser pelo “te amo”, também entoado. Talvez tenha sido essa a única palavra que aprendeu em português. Mas também, quem se importa. Foi o suficiente para deixar os fãs loucos, pulando e gritando.

(Foto: AgNews)

Novos e antigos sucessos
O show foi dividido em três partes e misturou faixas mais recentes aos hits pop do seu primeiro álbum, “Let go” (2002), quando ela tinha apenas 17 anos e usava um visual skatista. Mas ela cresceu, e parece que o casamento a deixou mais vaidosa. Avril faz trocas de roupa, mexe no cabelo e surge mais roqueira. A segunda parte trouxe baladas românticas, como "Give you what you like", produzida e composta pelo seu marido. Nesse momento, ela surge com um vestido preto. Os fãs acompanham em uníssono aquela que promete ser o novo single da cantora canadense.

Já a terceira parte do show foi dedicada aos seus hits e trechos de seus clipes foram exibidos no telão. "Complicated" e "My happy ending" foram cantadas histericamente pelos fãs. Durante "He wasn’t", Avril repetiu a cena que fez no show de 2011: pediu que os fãs ficassem quietos, fazendo "shhhh" com o indicador na boca. Claro, o público não conseguiu manter o silêncio. A cada show, Avril Lavigne se renova e também renova o seu repertório. Roqueira, pop ou punk, Avril Lavigne mostrou que não importa o estilo, ela será sempre a “bad girl” preferida dos fãs.

(Foto: AgNews)

Princesa do Pop Punk
Avril Lavigne é denominada por alguns críticos a denominam como Princesa do Pop Punk. Iniciou sua carreira musical ao assinar contrato em dezembro de 2001, após uma apresentação feita pela cantora em uma feira e exposição de gado, quando despertou o interesse do produtor L. A. Reid, que trabalhava na já extinta Arista Records. Até 2011, os seus então quatro álbuns de estúdio, Let Go, Under My Skin, The Best Damn Thing e Goodbye Lullaby, já haviam vendido juntos mais de 35 milhões de cópias e 50 milhões de singles em todo o mundo, além de mais de 500 mil álbuns e 700 mil downloads pagos somente no Brasil, sendo uma das recordistas de vendas digitais no país, de acordo com a ABPD.

Lavigne também é uma das jovens mais ricas do mundo, segundo a lista da revista Forbes, com uma renda de mais de 12 milhões de dólares por ano. Além de cantora e compositora, Avril Lavigne também está envolvida nas áreas de moda e perfumaria, lançando a fragrância Black Star, criada sob licença da Procter & Gamble, e uma linha de roupas, Abbey Dawn, lançada em julho de 2008 nos Estados Unidos pela loja Kohls. Também fez participações em três filmes, Going the Distance, Fast Food Nation e The Flock, além de ter composto a faixa-tema do filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, "Alice". 
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