Emicida explode Circo Voador com a energia do Rap

Emicida no Circo Voador - Foto: Marie Linhares/Contracenarte

Depois de um ano recheado de apresentações históricas, Emicida retorna ao Rio de Janeiro para o lançamento de seu primeiro CD oficial, chamado "O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui", com sucessos como "Zoião", trilha sonora da novela "Sangue Bom", da Rede Globo e a polêmica "Trepadeira", com a participação do sambista renomado Wilson das Neves.


A noite começou com o show de abertura de Rael, ex-"Rael da Rima", que cantou músicas de seu álbum "Ainda Bem Que Eu Segui as Batidas do Meu Coração" e relembrou algumas rimas antigas que fizeram o público cantar junto, falou sobre política, diferenças sociais e foi muito bem recebido pelos cariocas. O rapper mostrou sua satisfação de voltar ao Rio de Janeiro e, no meio de um coro à cappella puxado pela platéia, encerrou o show com "Ela Me Faz" em um clima de romantismo.


Rael no Circo Voador - Foto: Marie Linhares/Contracenarte

Precedido de um aquecimento com direito à hits antológicos do rap comandado pelo beatmaker DJ Nyack, Emicida subiu ao palco em meio aos gritos do público que o esperava ansiosamente. O show, que dessa vez se apresentou no formato banda + DJ, confirmou a versatilidade do músico que, sem perder a essência, trouxe samba, rap, funk e soul pro palco do Circo Voador em uma noite só. O rapper mostrou um amadurecimento no seu repertório e uma performance impecável, agradecendo à todo momento pelo carinho de todos os presentes.

Com um cenário composto por manuscritos de seu poema "Milionário do Sonho", concebido em parceria com Elisa Lucinda - que o acompanhou recitando o poema na íntegra - e vestido de "vermelho-xangô", o artista contou a participação de pesos pesados da música como Tulipa Ruiz, Wilson das Neves, Quinteto em Branco e Preto, Rael e seu irmão Evandro "Fióti", que emocionou à todos ao entrar no palco para cantar uma das últimas músicas da noite.

Emicida, seu irmão, Evandro (centro) e Rael (dir.) - Foto: Marie Linhares/Contracenarte


Trazendo à tona temas recorrentes da realidade brasileira, Emicida representou em cima do palco todo o grito do povo cansado de preconceito, corrupção e crueldade. "Gueto", "Levanta e Anda" e "Ubuntu Fristili" foram as faixas que vieram chamando a atenção de todos para estes problemas. Em contraste, trouxe um clima de nostalgia relembrando à cappella alguns sucesso do funk carioca e letras de suas mixtapes anteriores, lançadas pelo selo Laboratório Fantasma.

Emicida e Tulipa Ruiz - Foto: Marie Linhares/Contracenarte

Mais uma vez, Emicida deixou o publico carioca com um gosto de "quero mais". Terminou o bis com um coro gritando seu nome e, após a apresentação de mais de 2h de duração, saiu para tirar foto e trocar palavras com os fãs que se mostraram muito satisfeitos. 

Abaixo, algumas imagens desse show que entrou pra história do Circo Voador e pra história da música brasileira:

 Emicida (esq.) e banda - Foto: Marie Linhares/Contracenarte



Emicida e Quinteto em Branco & Preto - Foto: Marie Linhares/Contracenarte
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