Autoras falam de mudanças geográficas no Café Literário

(Foto: Divulgação/Fernanda Dias)

Em seu segundo dia de programação na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, o Café Literário promoveu um bate-papo com três mulheres que possuem em comum, além da literatura, as mudanças geográficas: Olga Grjasnowa nasceu na Rússia e mudou-se para a Alemanha, Carmen Stephan viveu alguns anos no Brasil como correspondente e a chilena Carola Saavedra mora no Rio de Janeiro desde os três anos de idade, além de ter passado alguns anos na Europa.

As autoras falaram sobre as influências desta mobilidade em suas obras publicadas. “Em princípio, tudo o que escrevemos tem algo de autobiográfico. Geralmente, estas características estão distribuídas em todos os personagens e estas mudanças em minha vida têm participação no que escrevo”, conta a jovem Olga.

(Foto: Divulgação/Fernanda Dias)

 Para a escritora e jornalista Carola Saavedra, a escolha por escrever livros em língua portuguesa e a influência dela em suas obras vêm da sua identificação com o idioma. “Me perguntam por que não escrevo em espanhol, e eu digo que minha língua materna é o português. Fui alfabetizada aqui no Brasil e me expresso neste idioma”, diz.

Sabedoria, encontros e invenções ficcionais
Ao fim da tarde, no mesmo Café Literário, aconteceu a mesa “Sabedoria, riso, seriedade”, com as escritoras Andrea del Fuego e Marcia Tiburi. Mediada por Clarisse Fukelmann, o papo descontraído ressaltou como esses três elementos são temas essenciais para a filosofia e literatura.  As autoras – duas das mais importantes da nova geração da literatura brasileira – falaram sobre o processo criativo e defenderam que dosando riso e seriedade é possível alcançar a sabedoria.

Carmen Stephan e Carola Saavedra (Foto: Divulgação/Fernanda Dias)


Encerrando o Café Literário desta sexta, a fronteira entre o real e o fictício e os caminhos entre a vida e a invenção foram os temas debatido entre os escritores Claudia Lage e Zuenir Ventura, no Café Literário. Tendo como base seu último romance, “Sagrada família”, assumidamente baseado em suas memórias, Zuenir, um dos autores que mais estiveram presentes na programação cultural na história da Bienal, deu uma verdadeira aula sobre processo criativo e foi ovacionado pelo público. O papo, descontraído e recheado de boas referências, foi mediado por Suzana Vargas.

Já no Mulher e Ponto a mesa “Encontros e Desencontros” colocou frente a frente o psicanalista Alberto Goldin e a juíza Andrea Pachá.  Sob mediação de Bianca Ramoneda, os autores trocaram experiências sobre as expectativas em relações amorosas. Enquanto Goldin falou dos sintomas da busca pela felicidade baseada em uma suposta perfeição dos relacionamentos, Pachá citou exemplos para defender uma infantilização da sociedade e mostrar que, em muitos casos, os relacionamentos chegam ao fim porque os casais não sabem o que esperar do casamento.
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