Sérgio Dalcin se prepara para estrelar seu primeiro infantil e diz que 'Peter Pan – O Musical' é um desafio

Por Rodrigo Vianna

Sérgio Dalcin como Peter Pan (Foto: Divulgação)

Do campo para a Terra do Nunca. Prestes a estrelar o seu primeiro espetáculo infantil, o ator e cantor Sérgio Dalcin tem enfrentado uma verdadeira maratona de ensaios nas últimas duas semanas para viver Peter Pan nos palcos. Muito simpático, Sérgio recebeu o Contracen@rte na quinta-feira (1º) e falou sobre os bastidores de “Peter Pan – O Musical”, que terá única apresentação neste domingo (4), no Vivo Rio, no Rio de Janeiro. Para o ator, dar vida ao famoso menino que nunca cresce é um desafio.

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“Foram apenas duas semanas de preparação. A novidade não me assusta tanto, mas é um desafio. Aqui eu tenho dois solos e um dueto, e no ‘Milton Nascimento’ eu estava presente em 46 canções, então não dá para comparar muito. Além disso, tem o fato de eu ‘voar’ no palco. Eu nunca fiquei pendurado e tão distante do chão. Também tive que aprender uma coreografia de luta e tem a própria coisa da dança. A música do final, por exemplo, é bem complexa, então é tudo novo para mim”, disse.

E para dar vida ao herói, Sérgio teve que vencer outra batalha, o medo de altura. O ator revelou que descobriu durante os ensaios que não gosta muito de ver as coisas de cima. Para fazer o Peter Pan “voar”, o ator será içado a 5 metros de altura, com a ajuda de dois cabos de aço: “Vão ter momentos que ficarei suspenso por 15 minutos. Sempre bate um frio na barriga, mas acho que é uma coisa por eu não estar acostumado. Se me içarem 30 vezes, eu acho que fica mais tranquilo.”

Surperprodução
Com produção da Lúmini Arts e trilha original composta por Jay Vaquer, “Peter Pan – O Musical”, chega ao Vivo Rio com efeitos especiais incríveis que vão te transportar. A clássica história de JM Barrie narra as aventuras do destemido menino que vive em uma ilha onde ninguém precisa crescer ou envelhecer. Por lá habitam piratas, índios, sereias, a pequena fada Sininho e também o terrível Capitão Gancho, que promete se vingar por uma de suas mãos ter sido comida pelo crocodilo Tic Tac.

Os irmãos Wendy, João e Miguel aprendem a voar com Peter e vivem diversas aventuras na perigosa ilha. Lá, eles conhecem os "meninos perdidos". São garotos que foram parar na Terra do Nunca depois que suas babás se descuidaram. "Peter Pan, o Musical", é uma experiência mágica e divertida que encanta "crianças" de todas as idades, dos 2 aos 112 anos. Superprodução com 37 artistas-performers, atores, cantores, bailarinos, acrobatas. Muita aventura, humor, música e dança.

O cantor ator
Para fazer bonito durante as 1h20 de espetáculo, Sérgio Dalcin tem dado duro nos ensaios e se dedicado ao seu personagem. O ator e cantor confessou que uma de suas primeiras preocupações antes de aceitar o convite era com as músicas. Sérgio disse que estava em sua cidade-natal, Bela Vista do Paraíso, no Paraná, quando recebeu uma ligação da sua amiga e assessora  Mariana Coelho falando que o gerente do espaço Lúmini Arts havia o convidado para dar vida a Peter Pan.

“O espaço Lúmini é super bacana, porque abre as portas para pessoas carentes, e tem um espaço legal que ajuda pessoas com aulas de dança, circo, capoeira e música. Então eu recebi as músicas do Jay Vaquer, ouvi e na hora bateu aquela empatia com as músicas, porque para mim é fundamental, porque eu vou ter que cantar as canções e por isso não demorou muito para da a resposta”, contou.

Para Sérgio, a música é uma paixão (Foto: Divulgação)

Sérgio buscou no filme “Peter Pan” (2003) parte da sua inspiração para criar o personagem, porém, ele ressalta que se deixa levar pela emoção: “Eu sou bem dedicado e responsável nesse sentido. Eu assisti ao filme e só. Eu prefiro deixar vir uma coisa de dentro mesmo e pensar num contexto todo. É deixar brotar essa emoção, eu me deixo colocar na pele. Tenho uma facilidade de chora, até por eu ser uma pessoa de muita sensibilidade na vida”, disse.

Música, uma paixão
Aos 30 anos, Sérgio Dalcin tem um grande sonho: se consolidar em sua carreira solo como cantor sertanejo. Criado no campo e habituado à música sertaneja – grande parte com influência do tio que sempre fazia rodas de viola na pequena cidade de 15 mil habitantes -, Sérgio diz com orgulho que a música está sempre guardada em seu peito. Com quatro musicais no currículo, o ator e cantor encontrou no gênero uma forma de unir suas duas paixões: a música e o teatro. Porém, ele não esconde a pretensão de se lançar numa carreira solo. É só uma questão de tempo!

(Foto: Divulgação)

“Eu venho da música desde os dez anos de idade, desde que eu me lembre como gente já cantava por influências do meu tio. Sempre tinha o almoço de domingo onde rolavam as rodas de viola. Eu cantava música caipira, e um dia falei para o meu pai que eu queria fazer aula de violão. Eu tenho essa coisa com a música acima de qualquer coisa. Sempre foi o meu desejo, e quando eu via os cantores, sempre dizia que queria ser como eles.”

Apesar do sucesso nos palcos e no cinema – Sérgio Dalcin interpretou Petrus, no longa “Somos tão jovens” (2013) -, o ator confessou que teatro nunca esteve em seus planos: “É muito doido. Primeiro porque eu nunca pensei em ser ator. Segundo porque eu tinha um certo preconceito com musicais. Mas os trabalhos me provaram o que eu realmente amava fazer, mas a música sempre esteve guardada comigo. Acho que nada acontece por acaso. Deus colocou o musical na minha vida para entender.”

Presente e gratidão
Emocionado, Sérgio Dalcin disse que o espetáculo foi um presente na sua vida. Ele confessou que tem um pouco do Peter Pan em sua vida, já que ele foi criado no campo, e participou de brincadeiras que, segundo ele, se perderam na infância hoje em dia: “Eu vivo Peter Pan eternamente. Eu estou com 30 anos e faço coisas diariamente que uma criança de 13 anos não faz. Sempre vi a vida de uma forma engraçada, e sempre busquei tirar o maior proveito disso. Eu sou um palhaço mesmo”, confessou.

(Foto: Divulgação) 

Os olhos de Sérgio Dalcin se encheram d´água ao falar o que “Peter Pan” representa em sua vida: “Presente. Uma gratidão por tudo que eu sempre acreditei e a forma de trabalhar tudo com amor, sem passar por cima de ninguém, respeitar e ter amor no trabalho, vontade de melhorar sempre e ver tudo isso se concretizando, é uma realização. Devo muito à minha família, aos meus amigos e à Mariana que esteve sempre ao meu lado, e ao meu trabalho. É uma emoção descritível”, disse.
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