Segundo dia da Bienal é marcado pelo #acampamento

André Fran no #acampamento (Foto: Rafael Moraes/Divulgação)

O segundo dia da Bienal do Livro Rio, que vai até 8 de setembro, foi marcado pela abertura do #acampamento na bienal, espaço dedicado à cultura jovem e uma das grandes novidades desta 16ª edição. O curador, João Alegria, conta que colocar em pauta assuntos que gerem algum tipo de debate é exatamente a função do #acampamento na bienal. “Acredito que os jovens têm muito a dizer e queremos saber o que eles pensam”, comenta.

A primeira mesa do espaço contou a participação de André Fran, autor do livro “Não conta lá em casa”, baseado na série de televisão homônima atualmente na sexta temporada. O encontro com os jovens foi marcado pela curiosidade a respeito das viagens mostradas no programa, sempre indo até lugares onde existe algum tipo de conflito.
(Foto: Rafael Moraes/Divulgação)

No começo da conversa, André contou ao público como ele e mais três amigos decidiram criar o programa. O autor também respondeu a perguntas sobre países como a Coreia do Norte e a sensação de estar em um local contaminado pela radiação como Chernobyl, na Ucrânia. O livro “Não conta lá em casa” é um exemplo da convergência abordada no #acampamento na bienal. Além de assistir à série, os fãs poderão expandir o conteúdo com uma visão particular de André Frans sobre alguns países e ainda receber dicas do autor para viagens a países hostis.

Ainda no #acampamento, a segunda mesa do dia levantou um tema atual de interesse da maioria da população, o Marco Civil da Internet. Para falar sobre o assunto, o convidado foi o deputado Alessandro Molon, autor do projeto de lei. Na conversa ele explicou os três pontos principais do texto que regulamenta a rede e aborda a proteção de dados dos usuários, liberdade de expressão e neutralidade.

Segundo o parlamentar, a aprovação da lei é de extrema importância, na medida em que vai impedir a venda de dados dos usuários, permitir que cada um tenha o direito de expressar sua opinião nas redes sem que a empresa de mídias sociais seja punida por informações publicadas por terceiros antes de uma decisão judicial e garantir a neutralidade na troca de dados, o que certifica ao usuário a mesma velocidade para acesso a qualquer site.

Economia criativa
Fechando o dia do #acampamento, o Secretário de Cultura do Rio de Janeiro Sergio Sá Leitão tratou da economia criativa voltada a uma nova geração de empreendedores – os jovens. Sérgio deu início à conversa explicando o significado de economia criativa. Segundo ele, o termo pode ser definido como um conjunto de atividades geradoras de valor que agrega à criatividade humana. Os setores que compõem essa economia são atividades culturais e de serviços criativos como, por exemplo, cinema, literatura, design e arquitetura, entre outros. Esse setor tem um papel fundamental na economia, travando verdadeiras batalhas politicas e econômicas.

Ao final, Sérgio Sá enfatizou o protagonismo do Brasil como um dos protagonistas nesse setor, já que o país tem a maior diversidade cultural e, consequentemente, acaba por se tornar um  dos lugares onde existe a maior chance de sucesso na economia criativa. E, assim, o Brasil tem pela frente o desafio de aproveitar e desenvolver seus jovens.
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