'Lustrosa, a Cantora Misteriosa' diverte com música e humor

(Foto: Divulgação)

Apesar de uma produção simples e texto confuso, o espetáculo infantil “Lustrosa, a Cantora Misteriosa” consegue divertir e trazer de volta a infância perdida com os novos tempos. O musical teve uma apresentação especial no domingo (7), no Theatro D. Pedro, em Petrópolis. A apresentação fez parte da programação do 13º Festival de Inverno de Petrópolis, e o Contracen@rte subiu a serra para acompanhar de perto esse grande evento. Com músicas e piadas convincentes, “Lustrosa, a Cantora Misteriosa” agradou pais e filhos.

O musical infantil “Lustrosa Cantora Misteriosa”, uma criação da Cia Livro Aberto que une bonecos a atores. Sylvia Orthof, a famosa escritora de livros para crianças, é fundadora dessa companhia, que desde 1985 dá vida aos textos dela e de outros autores brasileiros: “É um musical infantil, juvenil e ‘adultil’”, brinca o diretor Fred Justen. Referência explícita ao Festival de Inverno, cujas atrações musicais são prioritárias, a peça é um achado.

(Foto: Divulgação)

 Na história, Lustrosa é uma cantora de ópera arrogante, rica e mandona. Na casa da cantora, há uma orquestra, um teclado e um piano de cauda, todos muito obedientes, que fazem de tudo para agradar a prima dona do Teatro Municipal. Até aí, tudo bem. O problema é que o texto começa com um drama, o da cantora arrogante, passou pelo mistério do gato que se veste de coelho – ainda inexplicado -, seguiu por um roubo até chegar ao verdadeiro mistério. Tal complexidade pode se tornar um problema quando o público é abaixo dos 12 anos.

“Muito rica, mandona e arrogante Lustrosa é uma misteriosa cantora do Municipal que vive com sua Orquestra e um Piano de Cauda, Deodato, um gato acoelhado e Carusinho, um mordomo muito atrapalhado que trabalha o dia inteiro pra manter tudo arrumado, tudo bem lustrado. Mas Madame Lustrosa tem um segredo. E no meio de muita confusão e risadas vamos descobrindo qual é o mistério desse circo musical.”

(Foto: Divulgação)
Canto pode melhorar
Os atores Fernando Vianna, Luciane Fortunatto, Renato de Resende e Renata Garcia dividem a cena com bonecos e seguem a primorosa direção de Fred Justen. Porém, se a interpretação é indiscutível, não posso dizer o mesmo da parte vocal. O canto deixou a desejar, e nem mesmo os microfones voltados para o palco foram o suficiente para ajudar na entonação. O problema não é ser afinado, mas sim estar dentro do ritmo e da melodia certa. Em tempos de musicais, um pequeno deslize como este pode ser fatal.

A direção musical fica por conta de Renato de Resende que compôs belíssimas canções com a poesia de Sylvia Orthof. Renato criou uma estrutura recheada de canções que se mesclam com grandes óperas. Os personagens – do gato letrado ao mordomo – parodiam seu convívio com a madame incluindo assim as populares cirandas, sambas e até o baião. Mas há um mistério nessa cantora de ópera, e um temido segredo será revelado no decorrer da peça.  Um crime inesperado muda todo o rumo da história. Quem será o principal suspeito?

(Foto: Divulgação)

O Festival
Petrópolis, a Cidade Imperial, é o centro das atrações desde sexta-feira (5), quando começou o “13 º Festival de Inverno de Petrópolis”. Até o dia 21, a Dell’Arte Soluções Culturais - pioneira na implantação de festivais no Rio - promove um verdadeiro mergulho na música clássica, com mais de 49 eventos, trazendo ainda shows, balés, ópera, corais e teatro, além de jovens e promissores talentos. Durante 17 dias, o público poderá desfrutar o melhor das culturas nacional e internacional.

A presidente da Dell’Arte, Myrian Dauelsberg, destaca a relevante função do festival que inclui Petrópolis no trajeto de importantes artistas acostumados a se apresentar nas grandes metrópoles e em outros países. O Festival ajuda a fomentar o turismo da região gerando grande movimento de visitantes nos hotéis, pousadas e restaurantes: “A programação deste ano foi organizada para o público sair de um espaço e ir para outro de acordo com a topografia da cidade e poder assistir a todos os espetáculos”, disse.

O Festival ocupará diversos locais da cidade, como Museu Imperial, Palácio de Cristal, Theatro D. Pedro, Palácio Rio Negro, Hotel Solar do Império e novos espaços, como a Câmara Municipal de Petrópolis (Palácio Amarelo) e a Casa Cláudio de Souza entre outros. Presenças de atrações nacionais e internacionais garantem 17 dias de entretenimento do mais alto nível.
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Boa Tarde, Contracen@rte!
    Li a postagem sobre o Espetáculo "Lustrosa..." e achei ótimo, pois todos os comentários, críticas e sugestões sobre o trabalho da Cia. são bem vindos! Ajuda a melhorar o trabalho individual e coletivo. Gostaria de fazer somente algumas correções, que julgo ser importante, sobre o que foi escrito. 1) A atriz Luciane Fortunatto que é mencionada como integrante do espetáculo e que aparece em todas as fotos de divulgação não faz mais parte do elenco do espetáculo (quase 1 ano), a mesma foi substituída pela atriz Cristiane Carvalho, que foi quem brilhantemente deu vida a "Lustrosa" nesta apresentação do Festival de Inverno que você assistiu. 2) Outro Ponto que gostaria de mencionar é que a Cia. Teatro Livro Aberto, como foi escrito foi fundada pela Sylvia Orthof e por este motivo só monta texto desta autora, não faz montagem de textos de outros autores brasileiros, e procura também manter o caráter mambembe da autora, marca registrada da Cia. 3)Eu discordo com a parte de que o texto é confuso e uso a mesma parte que foi usada como exemplo, a parte em que o gato aparece vestido de coelho - Esta pergunta é feita ao gato assim que ele aparece em cena e é o próprio Deodato quem responde "Só tinha roupa de coelho na casa, não tinha de gato", ou melhor, tinha uma de cachorro também "Mas gato não se dá bem com cachorros". Todo o resto achei bem pertinente. Obrigada.
    Simone

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