Flip 2013: Gilberto Gil empolga público com axé e reggae

 (Foto: Divulgação)

"Pa... pa..." O cantor e compositor baiano Gilberto Gil mal entoou as primeiras sílabas de Palco, uma de suas mais famosas canções, e o público que lotava a tenda do telão e suas adjacências, no Areal do Pontal de Paraty, na noite de quarta-feira (3), completou a frase: "Pa-pa-pa-ia-ia". Um pouco tímida, a plateia de dentro da tenda se soltava aos poucos; o público do lado de fora, no entanto, não demorou a incorporar o clima das ruas das últimas semanas no país todo: depois da segunda música, começou a se manifestar.

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Gil, que se apresentou na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2003, retornou para o show de abertura desta décima primeira edição: inaugurou, assim, a segunda década da Flip. Subiu ao palco depois das falas de Izabel Costa Cermelli (Belita), diretora-geral de criação da Associação Casa Azul e presidente e diretora-geral da Flip, do prefeito de Paraty, Casé Gama Miranda, e de Liz Calder, fundadora da Flip, e após o show do cantor paratiense Luís Perequê, que celebrou 30 anos de carreira.

 Luís Perequê celebrou 30 anos de carreira (Foto: Divulgação)

Antes da terceira canção de seu setlist, o baiano parou o show para conversar com o público e entender em nome de que protestavam. “Tem alguma queixa relevante ou é como as manifestações, tudo difuso?” O que reclamavam era que se aumentasse o volume do som. Pedido atendido: “Domingo no Parque” foi acompanhada mais efusivamente. Ao final da canção, Gil explicou que o som estava diferente porque esse show era mais “simplezinho”.

Relembre como foi Flip 2012 

“É um show sem bateria, sem contrabaixo, só com a percussão leve de Gustavo Di Dalva, meu violão e o violão de meu filho, Bem”. A apresentação intimista daquela noite, disse, tinha também um caráter de experimento.

(Foto: Divulgação)

Homenagens
Seguiram-se canções em homenagem a Dorival Caymmi, Tom Jobim e Jimi Hendrix e, ao final, mais conversa com o público. Gil defendeu que na Copa do Mundo, no próximo ano, as pessoas se organizassem para comprar em prestações ingressos para os jogos. “Se não fizerem, eu vou fazer. Para que os negros vão ao estádio. Porque no Brasil os negros ainda estão a maioria em classes menos favorecidas", disse o ex-ministro da Cultura.

O show de abertura foi apenas a primeira participação de Gil na 11ª. Flip. Nesta quinta-feira, ele integra com a historiadora Marina de Mello e Souza a mesa Culturas locais e globais, às 14h30, e lança sua fotobiografia, assinada com a jornalista Regina Zappa, Gil bem perto, pela editora Nova Fronteira.

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