'Caso no Júri' empolga público no “Festival de Inverno”

(Foto: Divulgação)

Os termômetros marcam 14° C em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, mas o clima da cidade nunca esteve tão quente, não só pela recepção caloroso da cidade, mas pelo 13° Festival de Inverno, que promete levar o melhor do cenário cultural à população até o dia 21 de julho. O Contracen@rte subiu a serra e foi conferir de perto essa grande festa. O sábado (6) foi marcado plea apresentação da opereta “Caso no Júri”, que misturou música clássica com humor e empolgou o público do Theatro D. Pedro.

Com boas letras, orquestra afinada e bom elenco, o resultado não poderia ter sido diferente. Regidos por Juliano Dutra, os músicos da Orquestra Sinfônica da UFRJ mostraram sintonia e cadência a cada número musical. Marcelo Coutinho acertou em cheio na direção musical e nos presentou com canções divertidas, apesar de um cenário sério. Afinal, tratar de um assunto judicial no palco não é uma tarefa assim tão fácil, mas e “Caso no Júri” faz o dever de casa, e consegue, sem “protesto”, não só divertir, mas hipnotizar a plateia com uma história de adultério.

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A opereta é uma produção do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Caso no Júri" é uma versão brasileira do original inglês "Trial By Jury" (1875), de William S. Gilbert & Arthur Sullivan. Sua estreia e temporada de dez récitas foram realizadas em outubro de 2012, no Salão Histórico do Primeiro Tribunal do Júri. Com cenários simples e figurino humilde, a opereta está longe de ser uma grande produção, mas ao mesmo tempo, não deixa a desejar quando as primeiras notas são ecoadas. 

Apresentada pela primeira vez no Brasil em língua portuguesa, "Caso no Júri"é a primeira das famosas Savoy Operas da dupla Gilbert & Sullivan, conjunto de obras que marcou o nascimento do gênero do musical londrino. A divertida história, adaptada nesta versão para o Rio de Janeiro de 1927, conta a história de um julgamento de um típico malandro carioca, que rompe a promessa de casamento com uma ingênua mocinha de família. A opereta vem sendo regurlamente produzida no mundo inteiro, especialmente em países de lingua inglesa.

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Cantada em português e com duração de 45 minutos, a ação foi transposta de Londres, em 1875, para o Rio de Janeiro de 1927, época em que foi construído o Antigo Palácio da Justiça, que atendia o então Distrito Federal. A opereta foi encenada com grande sucesso de público no ano passado, justamente nesta edificação, que fica no Centro do Rio. Usando a ideia do juri, “Caso no Júri” coloca a discussão típica dos tribunais onde não há uma única razão, mas pontos de vista diferentes, opiniões contraditórias que, numa polifonia de vozes dissonoantes, nos convidam a refletir sobre quem somos e o que pensamos.  

A noiva e o malandro
Comédia de costumes capaz de arrancar gargalhadas do público como na época em que foi escrita, a versão tropicalizada de Trial by Jury põe em cena o julgamento de um vigarista que largou a noiva no altar, uma mocinha de família, que sucumbiu ao seu charme. 

A vítima, nem tão inocente assim, exagera as consequências do abandono e, com boa dose de malícia, exige reparações pelo rompimento do contrato nupcial.

Além de Juliano Dutra e Marcelo Coutinho, assinam a versão brasileira e a direção cênica José Henrique, diretor teatral e docente do Curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação; e Marcellus Ferreira, bailarino assina a direção de movimento.

Os seis solistas Cyrano Sales, Marcela Duarte, Bruno dos Anjos, Fernando Lourenço, Allan Souza e Pedro Costa são alunos de Canto da Escola de Música da UFRJ e o coro, composto por vinte seis integrantes, é formado por alunos da UFRJ (Escola de Música e Curso de Direção Teatral, da Escola de Comunicação) e de outras instituições como a Uni-Rio, a Escola Villa-Lobos e o Conservatório Brasileiro de Música.A música será executada pela Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob a batuta do regente Juliano Dutra.

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