'Os Ilusionistas' surpreende com números já conhecidos

Por Rodrigo Vianna


O número de levitação foi um dos mais aplaudidos (Foto: Divulgação)

Cortar a moça ao meio, levitação e transformação. Em algum momento da vida você já deve ter visto isto em um show de mágica. Em “Os Ilusionistas” (The Illusionists), que estreou na quarta-feira (19), no Teatro Bradesco, no Village Mall, no Rio de Janeiro, não foi diferente. No palco, sete dos maiores ilusionistas do mundo realizaram um verdadeiro espetáculo a la Vegas. Apesar dos números já conhecidos da maioria do público, o time conseguiu surpreender e arrancar fortes aplausos. Não foi difícil. Com produção impecável, música ao vivo e empolgante, cenários grandiosos e carisma, a trupe mostrou que não há limites para a mágica.
Considerado como o “maior espetáculo de mágica do mundo”, “Os Ilusionistas” chegou ao Brasil pela primeira vez depois de uma temporada de apresentações com todos os ingressos esgotados em um dos mais famosos teatros do mundo – o Sydney Opera House, na Austrália. O espetáculo fica em cartaz na Cidade Maravilhosa até o dia 30 de junho. Além do Rio, Porto Alegre também recebeu o show de mágica no Teatro do Sesi, nos dias 12 a 16 de junho. Assistir a “Os Ilusionistas” é transformar qualquer noção que se possa ter de um show de mágica.

Considerado pela crítica internacional uma festa de magia, espetacular e inovador, o espetáculo tem um elenco escolhido a dedo – Dan Sperry, Brett Daniels, Kevin James, Mark Kalin, Jinger Leigh, André Basso e Joaquin Kotkin – todos considerados experts na arte do ilusionismo, capazes de criar um espetáculo único, com números jamais vistos antes. Ignorando a ideia do ilusionismo como um trabalho individual, esses artistas se reúnem no palco com um elenco de apoio que chega a 20 pessoas, para juntos executarem uma mistura poderosa e inebriante de atos inacreditáveis.

Este grupo de artistas consagrados mundialmente aproveita o carisma dos grandes ilusionistas do passado – nomes como Harry Houdini – para lançar uma nova estética, atualizada e contemporânea, cujo conjunto cria um espetáculo de teatro jamais visto antes.

Espetáculo de “roer as unhas”
Para o público, “Os Ilusionistas” é um espetáculo de “roer as unhas e ranger os dentes”, com os mais surpreendentes atos de levitação, leitura da mente e desintegrações surpreendentes, entre muitos outros. Com os mágicos em alta no mundo – de Harry Potter até a inclusão de números de magia em programas populares como “América’s Got Talent”, o mundo da ilusão tem capturado a imaginação do público. Seguindo essa tendência, “Os Ilusionistas” apresentará uma rara oportunidade para o público de todas as idades ver os grandes mestres da ilusão em uma produção sofisticada e criativa.

A banda fica estrategicamente posicionada à frente do palco. Logo no início, os sete mágicos surgem no palco ao lado dos bailarinos e dão uma pequena amostra do que está por vir. Muito bem coreografado e com figurinos que lembram uma banda de rock, o visual do show chama a atenção. Para alguns pode parecer brega, mas para outros, lúdico. Em um dos números, o italiano André Basso, conhecido como “O Escapista”, é algemado e preso pelos pés, de cabeça para baixo, dentro de um tanque cheio d´água. Não é só o mágico que perde o fôlego. Nesse momento, a plateia acompanha em silêncio o italiano se soltar do aparato.

(Foto: Divulgação)

Os 7 ilusionistas
Dan Sperry é conhecido pelo codinome The Anti Conjurer (O anti mago). Uma mistura de David Copperfield com Marilyn Mason, recebeu o Word Magic Awards como o mágico mais original do mundo. Influenciado por Copperfield, que assistiu no palco ainda criança, realizou seu primeiro show aos 10 anos, e aos 17 já tinha reconhecimento internacional, tendo aparecido em vários programas de TV, no Magic Castle em Hollywood e tendo sido o mais jovem ilusionista convidado para o The World’s Greatest Magic Show em Las Vegas. Com um show que mistura o ilusionismo com um humor macabro e bizarro – muito sangue, laminas de barbear, serras circulares, apetrechos de vodu, já excursionou por todo o mundo e participou do America´s Got Talent em 2010.

Conhecido como The Grand Illusionist (O Grande Ilusionista), Brett Daniels mistura a ilusão a uma grande teatralidade, o que fez dele o vencedor por duas vezes consecutivas (2008 e 2009) do prêmio de artista do ano nos troféus “Magicians of The Year”, entregues anualmente em Las Vegas, o Mágico do Ano nos EUA em 2003 e o Melhor Show do Milênio em 2000, prêmio dividido com Siegfried & Roy, do Cirque du Soleil. Realizando turnês internacionais a cada ano, Daniels é dono de seu próprio show e seu sucesso no oriente levou-o a estrelar um programa na China transmitido ao vivo para um público de 1,3 bilhão de pessoas.

Mark Kalin, conhecido como The Gentleman (O Cavalheiro), é um dos mais influentes nomes surgido no cenário das artes mágicas nos EUA na última década. Forma uma dupla com Jinger Leigh, conhecida como The Enchantress (A Encantadora), que começou sua carreira dançando em shows de artistas como Os Beach Boys e Tony Bennett. Em 1998 ganharam o título de Mágicos do Ano da Academia de Artes Mágicas dos EUA.

O italiano Andrew Basso, conhecido como The Escapologist (O escapista), é a versão moderna de um dos maiores ícones da história das artes mágicas – Harry Houdini. Ele começou sua carreira como mágico, estudando na McBride’s Magic & Mystery School, mas quando conheceu a história de Houdini, decidiu dar um novo rumo a sua carreira. Suas emocionantes escapadas podem acontecer debaixo d’água, a 50 metros do solo ou em qualquer lugar que a imaginação permita.

Joaquim Kotkin, que leva o codinome de The Surrealist (O Surrealista), é mexicano e é reconhecido como um dos 20 melhores artistas do gênero em todo o mundo. Começou sua carreira aos sete anos fazendo shows para outras crianças e aos 17, dirigido por Guillermo Arriaga, roteirista de filmes de sucesso como “Amores Brutos”, “Babel” e “21 Gramas”. Sua personalidade inquieta e sua figura surrealista chama sempre a atenção, o que o transformou no mais famoso mágico de seu país, além de ser constantemente convidado para apresentações na Europa, Colômbia, Argentina, Venezuela e Estados Unidos.

Kevin James, ou The Inventor (O Inventor), é mais um que começou cedo no mundo da magia – também aos 10 anos. Nos EUA esteve em todas as principais redes de televisão e muitos canais a cabo. Já fez shows no Crazy Horse, em Paris, uma apresentação fechada para a família real de Mônaco, os principais cassinos de Las Vegas, só para citar alguns. No seu programa original criou muitas coisas que foram executadas nos shows de outros mágicos famosos como Doug Henning, Wilson Marcos e David Copperfield. Tem seu próprio show com um elenco de 30 artistas. Seus números são investigados e estudados nos quatro cantos e muitos tentam aprender.

(Foto: Divulgação)
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