'Pippin' ganhará versão de Cláudio Botelho e Charles Möeller

Cena de "Pippin" na Broadway (Foto: Reprodução/Internet)

Conhecidos por grandes musicais como “A Noviça Rebelde”, “Hair”, “O Mágico de Oz” e “Como vencer na vida sem fazer força”, a imbatível dupla Cláudio Botelho e Charles Moeller revelaram, em entrevista ao blog “Teatro de Revista”, da Veja Rio, que compraram os direitos do musical “Pippin”. A dupla revelou o nome do espetáculo após o diretor Charles Möeller postar em seu perfil no Facebook, no último dia 18, uma mensagem enigmática. Nela, ele contava que havia comprado os direitos de um espetáculo.

A mensagem dizia o seguinte: “Acabamos de adquirir os direitos de um dos musicais que mais amo de todos os tempos. (…) Eu e Cláudio estamos no céu”. Pronto, isso foi o suficiente para deixar todos os amantes de musicais inquietos e curiosos. Afinal, do que se tratava. Que espetáculo é esse que seria tão bom capaz de despertar essa felicidade no diretor? Em poucos minutos, a área de comentários lotou de apostas e previsões. Além, é claro, de muitos pedidos. Pois bem, a dupla conversou com o blog “Teatro de Revista” e falou sobre a montagem.

(Foto: Reprodução/Internet)

“O musical se chama Pippin. É de 1972, com música e letra do genial Stephen Schwartz, o mesmo de Godspell  (1971) e Wicked (2003). Pippin é primo-irmão de The Fantasticks, de Candide e de tantos outros dessa época, inclusive do próprio Godspell, que usam a metalinguagem de atores de uma trupe encenando uma peça dentro da peça, com direito a um narrador, mestre de cerimônias. Se pensarmos assim, Cabaret e Chicago também têm essa linguagem”, disse Moeller.

A história de Pippin
Ainda de acordo com o diretor, a peça começa com uma trupe de atores vestidos com roupas de épocas distintas, como se representassem fantasmas de teatros de todos os tempos, e com um mestre de cerimônias. Eles contarão a história de um príncipe chamado Pippin. Ele não é um jovem comum, é inquieto, quer mais do que a vida de príncipe herdeiro tem pra oferecer, quer uma vida extraordinária. Ele tem uma relação absolutamente distante do pai, Charles, mesmo sendo ele o primeiro na linha de sucessão.

(Foto: Reprodução/Internet)

“Os dois mal se comunicam, porque o rei está sempre às voltas com as guerras, soldados, corte, nobres e cortesãs. Sua madrasta, percebendo o desconforto de comunicação entre eles, falsamente se aproxima de Pippin, pois ela tem um filho, o segundo na linha de sucessão, um canalha e ambicioso como a mãe. Acho lindo, um protagonista existencialista, pois ele tem tudo, mas está à procura do significado real da vida”, completou o diretor ao blog.

Previsão de estreia
Cláudio Botelho revelou que havia assistido apenas à versão em vídeo da montagem original: “A montagem que nós vimos, e que suponho que todo amante dos musicais viu, é a versão em vídeo da montagem original, com Ben Vereen no papel do apresentador, William Katt como Pippin, e Chita Rivera como a Madrasta”, disse, que falou ainda sobre a previsão de estreia: “Como acabamos de fechar este contrato de licença dos direitos, não temos previsão ainda. Mas acontecerá até o final de 2014”.

(Foto: Reprodução/Internet)

Porém, até lá, o público pode esperar por grandes musicais que estão no forno, como “Kiss me Kate” e “Dancin’ Days”: “Ainda não sabemos qual será o primeiro, mas um ou outro ganhará a cena ainda em 2013. Dancin’ Days será escrito pelo Nelson Motta, com músicas da era da disco music, tanto brasileiras como estrangeiras. Como o texto não está pronto, ainda não estamos debruçados sobre este projeto de modo mais aprofundado”, completou Botelho.

*Com informações do blog "Teatro de Revista"
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