Rio Verão Festival é marcado por homenagens a Chorão

Por Emanuelle Vales

(Foto: Reprodução/Internet)

O Contracen@rte marcou presença na noite de sábado (16) na segunda edição do Rio Verão Festival. O evento, produzido pela Record Rio, atraiu cerca de 25 mil pessoas, segundos os organizadores, à Praça da Apoteose, no Centro do Rio de Janeiro. Numa só noite, artistas de vários estilos se apresentaram e celebraram o fim da estação mais animada do ano. A noite também foi de homenagens. As bandas Capital Inicial e O Rappa dedicaram os show à memória de Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr., que foi encontrado morto no dia 6 de março.

Axé, pagode, MPB e rock coexistiram em sinergia no palco comandado por Rodrigo Faro. Nos intervalos, DJ's da rádio FM O Dia agitavam o público que acompanhou a maratona de 8h de música. Em sua segunda edição, o Rio Verão Festival, em pareria com o movimento "Rio eu amo, eu cuido", trouxe a mensagem de conscientização para os gestos, considerados simples, mas que trazem mais carinho e atenção por parte dos moradores para a cidade. O tema drogas, mais especificamente o Crack, foi alvo e o evento foi premiado pela Cruz Vermelha pela iniciativa.

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Sertanejo eclético
Com um público tímido no início do evento, Rodrigo Faro comandou o decorrer das atrações e a primeira a subir ao palco foi a Aline Muniz. Logo depois, subiu ao palco Michel Teló, que agitou a platéia com os seus hits “Ai se eu te pego” e “Fugidinha” além de agitar a galera com sucessos que vão desde a MPB, com Tim Maia ao eletrônico, de Gangan Style. O público, claro, foi ao delírio e já tomava forma na espera das demais atrações.

A gente vem aqui na cidade do funk e a gente gosta de colocar essa mistura no repertório 'humildemente'", disse o cantor, fazendo alusão a um dos seus sucessos "Humilde Residência", e completou: "É uma honra muito grande estar participando dessa festa ao lado de grandes nomes da música e poder representar o sertanejo nessa festa maravilhosa. É muito bom poder sentir essa energia carioca que arrepia".

O Chiclete com Banana se apresentou em seguida e transformou a Apoteose numa micareta típica de Salvador, trazendo hits que agitaram a galera como "Voa, voa", "Diga que valeu", "100% Você" e "Amor Perfeito", do Rei Roberto Carlos.

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In memorian
Já passava das 22h quando Capital Inicial começou seu show – o momento rock n' roll tomou conta do público – e Dinho aproveitou para fazer a primeira homenagem do dia para Chorão, vocalista do grupo Charlie Brown Jr, encontrado morto no último dia 6.

"Dedico esse show à memória do Chorão", disse ele, seguido de palmas e gritos da plateia. "A gente conheceu o Charlie Brown Jr. há 20 anos, mas eu conhecia mais o Champignon. Mas também tive contato com o filho dele. Eu fiquei chocado quando soube da sua morte. Não importa o que venha descobrir das causas da morte. Foda-se, ele criou uma puta de uma obra. E essa é a homenagem mais linda do mundo", completou.

(Foto: Reprodução/Internet)

O ponto alto do show foi durante a música “Que País É Esse” onde o vocalista se joga para o público e quase leva um tombo ao desequilibrar-se da grade. Mesmo tomado pelo susto ele permaneceu até ser resgatado pelos seguranças em meio ao público. Sucessos como “Natasha”, grande música do grupo e outros sucessos foram cantados, como “Mulher de Fases”, dos Raimundos e "Fátima", consagrada pela voz de Renato Russo na época da banda Aborto Elétrico.

A segunda homenagem ao cantor Chorão fora feita pela banda O Rappa, ponto alto do festival. O público cantava em uníssono hits como "Reza vela" e "Pescador de Ilusões". A platéia não se manteve quieta e a alegria tomava conta do ambiente. "Vamos fazer uma homenagem àquele que vai deixar saudade. A gente se despede com dignidade de um dos maiores nomes da música desse país. Vai com Deus vagabundo!", disse ele, antes de cantar e o sucesso "Zóio de Lua", que ficou conhecida na voz de Chorão. Durante a música, o público se manifestou várias vezes com um coro de "Charlie Brown Jr.".

(Foto: Reprodução/Internet)


Samba de primeira
Para fechar a noite em grande estilo, nada como trazer uma das raízes do carioca: o samba. Assim ficou marcada a passagem do grupo Revelação na Apoteose. Grandes sucessos embalaram tanto os casais quanto os solteiros no fim do evento. Sucessos foram lembrados, como “Deixa Acontecer”e “Zé do Caroço”, além da homenagem feita por Xande de Pilares a Portela e Madureira com o samba "Meu lugar", de Arlindo Cruz, fizeram a noite finalizar em grande estilo para o público eclético e animado do festival.

(Foto: Reprodução/Internet)

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