"Django" e a mesma fascinação por sangue de Tarantino

Por Manuela Musitano

Cena de "Django" (Foto: Divulgação)

"Django Livre" ("Django Unchained", no original) é o mais novo sucesso de Quentin Tarantino. Como é comum nas salas de cinema brasileiras, o filme chega após suas cinco indicações ao Oscar, carregando além do nome de seu diretor, o peso de mais dois Globos de Ouro. Pode-se dizer que Quentin Tarantino está no mesmo patamar de Pedro Almodóvar, levando espectadores às exibições de filmes por reconhecerem as obras de seus diretores e não apenas pelo elenco ou pelo roteiro.

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Não tem como negar a origem “Tarantínica” de Django Livre, com a presença de Christoph Waltz (muito melhor no premiado papel do Coronel nazista Hans Landa de Bastardos Inglórios), a necessidade do uso excessivo de tinta vermelho-sangue na produção e o tema recorrente de vingança que assola os roteiros de Quentin. Não há nenhuma surpresa extraordinária em Django, não há uma evolução explícita da filmografia de Tarantino. É um filme em que se destacam as interpretações de Jammie Fox e Christoph Waltz, atuando praticamente sozinhos até a primeira metade dos muitos 2h45min de exibição.

(Foto: Divulgação)

Por que os filmes indicados ao Oscar são tão compridos? Deveriam perder pontos no quesito edição. Talvez seja nosso costume em tratar com dinamismo todas as coisas relacionadas à nossa rotina. Mas Django é um filme longo. Bem longo. A pipoca grande acabou quando ainda Leonardo Di Caprio não havia aparecido; o copo grande de Coca-Cola um pouco depois. A vontade de levantar e esticar as costas veio junto com a terceira atualização do Facebook no celular.

Cansativo. Cansativo, mas bom. Bom no sentido de Tarantino. É sempre complicado manter um padrão excepcional. Vale pelo programa, vale pelo filme e vale para se manter in na roda de amigos, mas não vale para comprar o DVD e assistir novamente em casa quando lançarem.

(Foto: Divulgação)

Probabilidade de levar o oscar de melhor filme:
Menos de 25%

Cobertura especial "Oscar 2013"
O carnaval já passou, agora, o mundo inteiro está com os olhos voltados para o “Oscar 2013”, a maior festa do cinema. A cerimônia de entrega das estatuetas mais cobiçadas pelas cineastas será realizada no dia 24 de fevereiro, em Los Angeles (EUA). A expectativa cresce a cada dia e todos fazem as suas apostas. Para o maior prêmio da noite, nove longas disputam na categoria Melhor Filme. Tem espaço para tudo, desde ficção científica a musical. O Contrancen@rte não poderia ficar de fora dessa festa.


 O Contracen@rte montou um time de peso que até o dia 24 vai comentar um dos nove indicados na categoria Melhor Filme. É com grande prazer que recebemos os jornalistas Manuela Musitano e Francisco Carbone, e o publicitário Alessandro Cadarso. Será deles a responsabilidade de comentar sobre os filmes “Argo”, “Lincoln”, “Os Miseráveis”, “A Hora Mais Escura”, “Amor”, “Django Livre”, “Indomável Sonhadora”, “O Lado Bom da Vida” e “As Aventuras de Pi”. Para isso criamos uma página especial que pode ser acessada aqui ou no menu na parte superior do site.

Além das resenhas, o Contracen@rte também vai trazer as últimas informações sobre o Oscar 2013 e tudo que acontecerá nessa grande festa! Infelizmente o Brasil não terá um representante na plateia, mas todos nós já escolhemos os nossos favoritos e vamos torcer juntos. Na noite de entrega das estatuetas, a nossa equipe de arteiros estará de plantão para trazer todas as informações para você. Nossas páginas nas redes sociais (Twitter, Facebook e Instagram) vão trazer cada detalhe minuto a minuto. O tapete vermelho já foi estendido e o nosso convidado especial é você!

 

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