Vídeo: Elenco de “A Família Addams” fala da estreia no Rio


Assista no player acima o elenco de "A Família Addams" falando sobre a estreia carioca

Há quase duas semanas em cartaz no Rio de Janeiro, “A Família Addams – O Musical” já é considerado um sucesso de público e crítica entre os cariocas. Ainda em São Paulo, o elenco falou sobre a tão aguardada estreia na Cidade Maravilhosa.  O vídeo foi produzido e cedido carinhosamente pelos nossos parceiros do site Cena Musical. As imagens mostram os atores trechos da cena “Pra quem é Addams”, com os atores Marisa Orth e Daniel Boaventura como o irresistível casal Morticia e Gomez Addams, e uma entrevista com parte do elenco.

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O musical “A Família Addams” foi assistido por mais de 250 mil pessoas desde março de 2012. Depois de São Paulo, é a vez do Rio de Janeiro conferir o musical de maior sucesso no momento. A estreia aconteceu no dia 10 de janeiro de 2013, no Vivo Rio, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul. O musical tem direção de Jerry Zaks, coreografia de Sergio Trujillo e direção musical de Mary-Mitchell Campbell. Mais informações podem ser encontradas em www.afamiliaaddams.com.br.

(Foto: Divulgação) 

Para a atriz Iná de Carvalho, que interpreta a simpática Vovó Addams, o carioca tem uma empatia singular e é tão bem humorado quanto a Família Addams. Com mais de 40 anos de carreira, Iná de Carvalho é uma das mais importantes atrizes de comédia e drama da atualidade. Segundo ela, além do humor e da simpatia, o espirito carioca também é semelhante ao espirito dos Addams.

“Sabemos da empatia que os cariocas têm com a Família Addams, assim como todos os brasileiros, mas a Família Addams é tão engraçada, tão bem humorada quanto são os cariocas. O espírito carioca é muito parecido com o espírito dos cariocas”, disse a atriz.

Na pele do mocinho Lucas Beineke, o jovem ator Beto Sargentelli acredita que o público do Rio de Janeiro é diferente de São Paulo: “Eu estou esperando as melhores coisas possíveis, porque estar em cartaz no Rio de Janeiro é muito legal, e também porque as pessoas vêem diferente o humor. A gente vai redescobrir o musical. Isso é uma delícia, porque já estramos há um ano em cartaz, etão vai ser muito divertido achar coisas que se encaixem com o novo publico”, disse.

Família bizarra e querida
Inspirado na bizarra e querida família criada pelo lendário cartunista Charles Addams, o musical tornou-se uma das mais bem sucedidas produções da Broadway quando estreou em abril de 2010 em Nova York, onde faturou mais de US$ 64 milhões. O Brasil é o primeiro país fora dos Estados Unidos a fazer uma montagem de "A Família Addams". O musical da Broadway tem textos originais de Marshall Brickman e Rick Elice (roteiristas de Jersey Boys, ganhador do prêmio Tony de Melhor Musical), músicas originais de Andrew Lippa, direção e concepção de Phelim McDermott e Julian Crouch e coreografia de Sergio Trujillo.

(Foto: Divulgação)

Fazendo jus ao estilo do seu criador, o cartunista Charles Addams (1912-1988), a versão nacional de “A Família Addams – O Musical” mantém o tipo de humor mais próximo do macabro, do gótico e constante. Durante suas quase três horas de duração é impossível não rir. Com coreografia de Sérgio Trujillo e direção musical de Mary-Mitchell Campbell, “A Família Addams” conta ainda com Laura Lobo como a filha Wandinha e Gustavo Daneluz e Matheus Lustosa aprontam todas na pele do filho mais novo, Feioso. Já Cláudio Galvan é Fester, enquanto Rogério Guedes faz o mordomo Tropeço.

De fato, a partir do macabro, Charles Addams brincou com a "tradicional família americana" e tratou de temas sociais delicados, mas sempre presentes, como a diferença - afinal, o que é normal para uma família tradicional, certamente não é para os Addams e vice-versa. Basta observar uma fala de Mortícia quando interpela a filha Wandinha (Laura Lobo): "O que é normal para uma aranha é uma calamidade para a mosca presa na teia. O que então é normal?". Aliás, a trama central gira em torno do amor da primogênita dos Addams pelo “normal” Lucas, interpretado por Beto Sargentelli. 



A evolução da família
Com personagens tão carismáticos, que consideram dias chuvosos ideais para um passeio, o musical dá um passo adiante na evolução da família. Isso quer dizer que Wandinha cresceu, tornou-se uma adolescente e agora está namorando um rapaz muito certinho, cujos pais, Alice (Paula Capovilla, que interpretou Evita recentemente) e Mal (Wellington Nogueira, do Doutores da Alegria), são o ponto culminante da caretice.

Disposta a levar o relacionamento adiante, Wandinha organiza um jantar para que as famílias possam se conhecer. O encontro entre pessoas tão diferentes resulta em um humor amalucado. É neste ponto que o musical brinca com preconceitos e traz uma mensagem mais conciliadora. A montagem brasileira é semelhante à da Broadway, mas, claro, sempre há espaço para algumas brincadeiras locais. E elas, de fato, se espalham pela montagem, reforçando o humor.

Em um determinado momento, por exemplo, Gomez e Mortícia se lembram da última peça a que assistiram, Morte e Vida Severina. "Rimos muito", diverte-se Mortícia. Em outro momento, Vovó, que é uma velhinha bem descolada, diz uma frase da moda: "Ah, se eu te pego...", em alusão à música “Ai se eu te pego”, do cantor Michel Teló. Vovó, aliás, é tão amalucada que Gomez e Mortícia não sabem de qual dos dois ela é mãe. É esse tipo de humor - inteligente, contundente, malandro - que faltava aos musicais nacionais.

Daniel Boaventura e seu 11º musical
Em seu 11º musical, Daniel Boaventura esbanja talento, criatividade e se torna, de fato, o destaque do espetáculo. Ele sabe dar o tom do humor e torna o texto mais fácil. Sim, o ator baiano nos oferece mais um grande personagem. Seu Gomez esbanja uma malícia típica latina, especialmente ao declarar o eterno amor pela mulher. Já Mortícia representa um desafio para Marisa Orth. Acostumada a papéis extravagantes, a atriz se vê forçada a baixar o tom, segurar as mãos e usar muito a expressão do rosto.

(Foto: Divulgação)

A comédia musical traz diversas canções e nelas se destacam Daniel Boaventura e Laura Lobo, ambos são experientes no gênero e talentosos. Daniel começou no musical “Os cafajestes” e esteve ainda em “My Fair Lady”, “Chicago”, “A Bela e A Fera” - para citar alguns. Laura, aos dez anos, já fazia “Les Miserables” e esteve em “O Mágico de Oz”, “O Despertar da Primavera” e “Cats”, entre outros. Essa dupla arrasa em cena e tem bastante participação no espetáculo. A versatilidade de Laura pode ser vista em canções como “Bom Caminho”.

Uma boa adaptação das piadas para o português, humor amalucado e inteligente, além da capacidade estar atento para piadas atuais. Esse é o segredo de “A Família Addams” para o humor funcionar tão bem. A temática é bem atual, abordando as diferenças num mundo onde cada um tem mais seu jeito de ser. O cenário é um show a parte. Além de macabro e com uma iluminação belíssima, lembram exatamente ao castelo da série e do desenho. As músicas são divertidas e fáceis de aprender, assim como a coreografia.

(Foto: Divulgação)

A Família Addams sempre tocou em várias questões sociais importantes, dentre eles, o conceito de uma família "diferente" do padrão que estamos acostumados. E aqui não é diferente. Capaz de agradar pais e filhos, “A Família Addams - O Musical” é obrigatório para quem cresceu com essa família, assim como também é obrigatório para quem procura por uma boa diversão em família. Vale a pena assistir a esse espetáculo e relembrar a família mais esquisita que já tivemos o "desprazer" de conhecer. A versão brasileira é assinada por Claudio Botelho.

Serviço

A Família Addams


Local: Vivo Rio - Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo.
Telefone de informações: 2272 2901
Dias e Horários: Quintas e Sextas (21h); Sábados (6h30 e 21h); Domingos (15h30 e 20h).
Horário de abertura: Quintas e sextas-feiras, 19h; Sábados, às 14h30 e 19h45; Domingos, às 13h30 e 18h45.
Capacidade: 1876 lugares.
Estacionamento com manobrista.
Classificação etária indicativa: Livre. Menores de 12 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais).
Ingressos: De R$ 50 a R$ 230
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