Crítica: "O Som ao Redor"

Por Alessandro Cadarso

Cena de "O som ao Redor" (Foto: Divulgação)

Olá amigos, confesso que só fui assistir ao filme mediante aos inúmeros prêmios e comentários positivos ao redor do mundo. "O Som ao Redor" é filme realista, focado na classe média Recifense, com sua hipocrisia latente, seus medos e angústias, suas relações com homens e objetos.

Baseado no novo esquema de segurança que uma rua da Zona Sul de Recife recebe, moradores passam a pagar por esse serviço extra, algo como a já conhecida milícia carioca. O filme se passa em Recife, mas poderia ser perfeitamente qualquer cidade grande de nosso país. Do relacionamento entre patrão e empregado, do incômodo cachorro que não para de latir, até playboy que rouba carros por diversão e antigo “senhor de engenho” que ainda quer viver de seu poder, "O som ao Redor" consegue ser bastante expressivo nos sentimentos e vivencia de uma classe que só faz crescer junto com seus problemas.

Cena de "O som ao Redor" (Foto: Divulgação)

O Som que dá título ao filme é fruto de uma trilha sonora da vida, de ruídos de eletrodomésticos a músicas em nossos headfones. Existe muito mais barulho ao nosso redor que podemos imaginar.

O modo como a realidade é exposta é tão forte que o longa soa similar a um documentário. Ou seja, é um filme diferente dos tradicionais, e por isso, pode agradar mais aos críticos do que aos e aos espectadores em geral...

Dito isso, me pergunto se gostei do filme. Não.

Sobre o colaborador
Alessandro Cadarso é publicitário e especialista em Gestão. Amante da sétima arte costuma debater os filmes que assiste com os amigos, regado a boas bebidas e grandes comidas. A partir de agora, estará presente no Contracen@arte.
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