“Z.É” encerra temporada de sucesso com chave de ouro

Maria Clara Gueiros no palco em "Z.É" (Foto: Rodrigo Vianna/Contracen@rte)

Foi difícil, mas a equipe do Contracen@rte finalmente conseguiu assistir ao espetáculo “Z.É. Zenas Emprovisadas”, em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon, no Rio. A nossa incansável busca por um lugar na plateia de deu ao sucesso de público. Depois de nove anos em cartaz na Cidade Maravilhosa e mais de 150 mil espectadores, a maratona de improvisação chega à sua 22ª e última temporada como um dos espetáculos mais disputados do cenário cultural. “Z.É” é a prova de que é possível fazer comédia de qualidade sem roteiro e piadas de fita K7. Nesse caso, o inesperado é o fator principal.

O espetáculo teve sua estreia em 2003 em um pequeno espaço da cidade e tornou-se sucesso de bilheteria, com sessões lotadas até hoje. A cada semana, dois convidados ilustres se juntam aos anfitriões Fernando Caruso, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga. Na terça-feira (6), foi a vez de Márcio Ballas e Maria Clara Gueiros darem o ar da sua graça, literalmente. Para ele, coube o papel de apresentador, prepararando exercícios de improvisação para os humoristas. Para ela, a tarefa de interpretar ao lado dos colegas de palco. Risada garantida? Para o público, sim.


(Foto: Divulgação)

Vencedor do Prêmio Shell em 2005, Z.É. conta com a participação de um ator e um diretor diferentes a cada apresentação. O público também tem um papel fundamental, sugerindo cenas que serão interpretadas na hora. A maratona de improvisação tem tido impacto inédito no teatro brasileiro, criando um espetáculo único, diferente a cada sessão. Realizando a última temporada no Rio, o grupo tem por objetivo levar a montagem para os mais diversos estados do Brasil.

Com uma hora de duração, o espetáculo é dividido em três blocos: Um esquete de humor - com elenco; Uma aula ao vivo de teatro - o diretor convidado prepara uma aula surpresa e propõe exercícios de improvisação aos atores, comentando objetivos e resultados para a platéia; E jogos de improvisação fixos - o público sugere frases e inventa situações que serão vividas pelos atores, com coordenação do diretor convidado. Os jogos de improvisação são os mesmos, contudo com sugestões e resultados completamente diferentes. Tudo ao vivo e a cores, feito na hora.

Convidados de peso
Márcio Ballas cumpriu bem o seu dever de diretor. Logo de cara ele arrancou risos do público com sua entrada e mostrou a que veio. Em alguns momentos, parecia que ele fazia parte do elenco fixo, e não teve pudor ao pedir dos colegas algumas cenas pra lá de bizarras, como uma conversa entre um bolo, uma garrafa de Coca-Cola e docinhos. A plateia, por sua vez, foi o sétimo ator e teve uma grande importância em vários momentos do show. Até mesmo a nossa equipe, mesmo do camarote, foi ouvida pelo apresentador e sugeriu um tema para um dos exercícios.

(Foto: Rodrigo Vianna/Contracen@rte)

Já Maria Clara Gueiros, bom, antes de tudo quero deixar bem claro que nós do Contracen@rte somos fãs de carteirinha dessa grande atriz e humorista. Porém, confesso que sai um pouco frustrado com a sua apresentação. Não que tenha sido um fiasco, pelo contrário, das poucas vezes que ela participou, arrancou gargalhadas do público e deixou esse arteiro que escreve com falta de ar. Mas a sensação que tive foi de ver uma Maria Clara Gueiros apagada, perdida e um pouco distante das cenas. Talvez pelo nervosismo, talvez pelo desafio. Não era a “Clarinha” que conhecemos.

A cada ato ficava embasbacado com a facilidade na tal improvisação e, sem dúvida, o quadro que mais me chamou a atenção foi o "Coletânea de CDs", que teve o tema gravidez escolhido pela plateia (aliás, era sempre o público que escolhia o tema). Enquanto os integrantes inventavam histórias sobre o assunto, Marcelo Adnet (gênio) escrevia na hora a letra de canções e encarnava com maestria personagens como Ed Motta e Maria Bethânia, em versões não menos grandiosas. É de chorar de rir!

Uma coisa é certa, com um time de atores desse naipe, reforçado por duas feras do humor, é quase impossível o espetáculo não dar certo. É triste saber que a 22ª temporada será a última, e depois será possível rever o espetáculo apenas em DVD ou em vídeos na internet. Mas ainda dá tempo de assistir aos últimos "episódios", que contarão com participações de nomes como Serginho Mallandro, Cláudio Torres Gonzaga, Bruno De Lucca e Marcius Melhem. Ah! E se você já foi, pode ir de novo, pois cada apresentação é diferente da outra, já que, como o próprio nome já diz, trata-se de puro improviso.

(Foto: Rodrigo Vianna/Contracen@rte)

Próximos convidados:
Dia 13/11 - Alexandre Régis e Sergio Mallandro
Dia 20/11 - Cláudio Torres Gonzaga e Bruno De Lucca
Dia 27/11 - Celso Taddei e Marcius Melhem

Serviço:

Z.É. (Zenas Emprovisadas)
Horários: às 19h30 e às 21h30
Endereço: Rua Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon
Ingressos: Plateia - Fila A a L - R$ 60 / M a T - R$ 50; Camarote: R$ 60; Balcão: R$ 30
Pontos de venda: Nas bilheterias do Oi Casa Grande (3af e 4af, das 15h às 20h; 5af e 6af, das 15h às 22h; sábados, das 15h às 22h30; domingos, das 15h às 20h30) ou no site www.ingresso.com
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
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