Guitarrista do Kiss “voa” sobre 8 mil fãs em show no Rio

Por Rodrigo Vianna 

Kiss em apresentação no Rio (Foto: Reprodução/Internet)

Entre explosões, efeitos especiais e muito sangue, os roqueiros do Kiss estremeceram a estrutura do HSBC Arena, na Barra da Tijuca, no Rio, na noite de domingo (18). Gene Simmons (baixo e vocal), Paul Stanley (guitarra e vocal) – os dois remanescentes da formação original, nascida em 1973 – Eric Singer (bateria) e Tommy Thayer (guitarra), ornamentados pela maquiagem e pela pirotecnia de sempre, deram ao público, estimado em 8 mil pessoas, segundo os organizadores, o que ele queria: hits que venderam mais de 100 milhões de álbuns pelo mundo e canções do disco mais recente.

O ápice do show foi quando Paul Stanley cruzou toda a extensão da pista por cima do público. Ele apareceu em um pequeno palco do outro lado da arena, cantando "Love Gun". Enquanto a banda segurava o instrumental, Stanley passou sobre as pessoas deslizando em uma tirolesa, voltando ao palco principal. Antes disso, foi a vez de Simmons interromper um solo de baixo para babar a famosa gosma vermelha que imita sangue. Suspenso por cabos até uma das linhas de canhões de luz, ele continuou exibindo a língua até enfim começar a executar “God of Thunder”.

(Foto: Reprodução/Internet)

O público ovacionou o ídolo e se animou ainda mais quando, na sequência, Paul Stanley iniciou os vocais de “Psycho Circus”. “Black Diamond”, do primeiro disco da banda (“Kiss”, de 1974), encerrou o setlist principal. Durante o show, os fãs da banda puderam conferir um espetáculo com muito sangue, fumaça e pirotecnia. Dentre as exigências feitas à produção da HSBC Arena, o Kiss, que já ganhou 24 discos de ouro, solicitou 60 tanques de gás carbônico sifão, 14 tanques de propano, pelo menos 10 extintores de incêndio, quatro tanques de oxigênio medicinal e meia tonelada de gelo seco.

Não é qualquer banda em atividade no mundo rock que pode se dar ao luxo de abrir um show com uma canção do naipe de "Detroit Rock City". Ou encerrá-lo com algo do nível de "Rock'n'Roll All Nite". Bem, o Kiss pode e, como está na estrada há cerca de 40 anos, sabe perfeitamente que o público está lá para se esbaldar ao som dos velhos hits, que toda boa banda de rock tem que tocar sempre.

(Foto: Reprodução/Internet)

O último disco, Monster, lançado este ano, é o motivo da atual turnê e empresta três músicas ("Wall Of Sound", "Hell or Hallelujah" e "Outta This World" ) para um set list que traz um total de 16 canções, todas com pinta de campeãs. Mesmo com a qualidade do novo trabalho, seria falso dizer que alguma pessoa presente na HSBC Arena interessada nas novas músicas.

Labaredas, labaredas e mais labaredas
A abertura do show se deu pontualmente às 21h com os primeiros acordes de "Detroit Rock City", enquanto a banda descia do teto da Arena, já tocando a todo vapor. Logo em seguida, vieram "Shout It Out Loud", também de 1976, ano de lançamento de dois dos melhores discos do grupo: Destroyer e Rock'n'Roll Over. Daí em diante, com credenciais apresentadas e intenções aprovadas, o Kiss pôde relaxar e aproveitar seu arsenal de pirotecnias.

Lá estavam os estouros e labaredas, o sobe e desce de integrantes até o teto, o momento solo de Tommy Thayer, no qual ele disparou foguetes com sua guitarra, e a bazuca de Eric Singer, que atirou contra os refletores, atingindo uma estrutura cenográfica que se espatifa no palco.

(Foto: Reprodução/Internet)

No bis, “Lick It Up”, “I Was Made for Lovin’ You” e, claro, “Rock and Roll All Nite”, que pôs fim a uma noite previsível, mas suficiente para agradar aos fãs e fazer jus à mitologia do grupo. Com cerca de 40 anos de serviços prestados ao rock, o Kiss pode se orgulhar de trazer ao público um caprichado banquete de hits, algo feito com carinho e esmero, antes de qualquer pensamento em faturar em cima da nostalgia alheia.


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