Sandy canta Michael Jackson e música inédita no Vivo Rio

 Sandy apresenta Manuscrito Tour no Rio (Foto: Brenda Scultori/Contracen@rte)

A poucos meses de completar 30 anos, a cantora Sandy Leah diz que está de bem com a vida e com a música. Provas não faltam. A filha do cantor sertanejo Chororó só tem motivos para comemorar. O seu primeiro trabalho solo, “Manuscrito” é sucesso absoluto de vendas e a turnê, que leva o nome do álbum, chega ao fim após três anos na estrada com casas de espetáculo lotadas e um registro em DVD, o “Manuscrito Ao Vivo”, que vendeu 50 mil cópias só na primeira semana de lançamento. Sandy pode até dizer que não está preocupada em fazer show para cem ou 200 mil pessoas, mas uma coisa ela não pode negar, vive uma de suas melhores fases em 22 anos de carreira.

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A cantora, que acaba de lançar o seu mais novo trabalho, o EP “Princípios, Meios e Fins”, está se despedindo da turnê “Manuscrito”. Os fãs cariocas puderam conferir o show pela última vez na noite de domingo (11), no Vivo Rio, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul. O Contracen@rte foi conferir de perto a apresentação e traz todas as informações do que rolou nesse grande show, considerado pelos fãs como o melhor da turnê na Cidade Maravilhosa. Uma coisa é certa: o talento e o carisma da cantora foram evidentes durante todo o show, que ainda foi movido a muita emoção e nostalgia.

Como fã e admirador de boa música, não posso deixar de registrar a qualidade musical do show. A sintonia entre a banda e a cantora era notável durante as quase duas horas de show. Na plateia, fãs fiéis, seguidores de longa data, que sempre fazem questão de lotar as primeiras fileiras e cantar todas as músicas. No palco, o que se via era a imagem de uma mulher doce, graciosa e feliz. Em vários momentos, Sandy se mostrou emocionada e não escondeu ao falar do amor pelos fãs e pela música com os olhos cheios d´água.

“É muito bom poder ouvir vocês cantando as músicas. Eu estou muito emocionada e prometi não chorar. Amo essa cidade e não haveria melhor maneira de encerrar essa turnê. Foram tantas apresentações e vocês sempre se mantiveram presentes, fiéis, e é para vocês que eu canto e faço da música a minha paixão”, disse ela, arrancando aplausos da plateia.

Público fiel
O show segue pelo mesmo (seguro) caminho da última fase da dupla Sandy e Junior. Até porque o público eufórico que tem lotado as apresentações do show Manuscrito - com gritos que abafam por vezes o que Sandy canta e diz em cena - é o mesmo que vibrava com as turnês faraônicas de Sandy & Junior, cujos hits "Quando Você Passa (Turu Turu)" e "Estranho Jeito de Amar" são estrategicamente inseridos no roteiro que alterna covers com 12 das 13 músicas do disco Manuscrito (apenas Mais um Rosto não figura no repertório do show).

Com mais de meia hora de atraso, a cantora subiu ao palco do Vivo Rio com um vestido longo, dourado e cabelos ondulados. Logo na primeira canção, “Pés Cansados”, Sandy arrancou gritos histéricos dos fãs e mostrou porque é considerada um dos grandes nomes da música brasileira. Entre um gole d´água e outra, a cantora sorriu e falou um pouco sobre a sua carreira solo. Em seguida, ela embalou os casais mais apaixonados com a valsa “Ela/Ele”, do seu álbum solo.

(Foto: Brenda Scultori/Contracen@rte)

Aliás, “Pés Cansados” e “Ela/Ele são músicas que sinalizam real evolução na obra de Sandy - crescimento negado somente por quem tem os  ouvidos tapados pelo preconceito contra os artistas que transitam no mercado musical mais populista. O público que lotou a casa de espetáculo cantou o sucesso “Perdida e Salva” e gritou em uníssono “amo você”, durante um dos versos da música, fazendo uma homenagem à cantora. Em “Tão Comum”, a cantora fez a galera dançar, estremecendo as estruturas do Vivo Rio.

O poder dos covers
Mais uma vez, os covers estavam presentes. Beija Eu - pedra fundamental na construção inicial da obra autoral de Marisa Monte, lançada há 20 anos no disco Mais (1991) - se ajusta bem à voz de Sandy, que também surpreende ao cantar Black Horse and the Cherry Tree. A faceta "rebelde" da cantora é colocada à mostra em "Hoje Eu Quero Sair Só". Durante o solo de guitarra do hit de Lenine, a cantora até arrisca um requebrado no palco.

No último show da turnê Manuscrito no Rio, Sandy se emocionou ao cantar a balada “Dias Iguais” com a participação virtual de sua parceira britânica na canção, Nerina Pallot, vista e ouvida através da imagem dos espelhos que compõem o gracioso cenário de Zé Carratu. A emoção soou verdadeira. Nesse número, Sandy põe sua alma em cena. Em seguida, ela fez uma homenagem a Michael Jackson ao interpretar “Bad”. A canção fez parte do repertório do show em que a cantora fez um tributo ao Rei do Pop.

A pedido dos fãs...
Canções do EP “Princípios, Meios e Fins” também estiveram presentes no show deste domingo. Pela primeira vez, Sandy cantou “Eu escolho você”, no palco, a pedido dos fãs. No bis, a cantora se soltou ao som de “Aquela dos 30”, atual música de trabalho, diante de fãs enlouquecidos. Mais uma vez, a cantora pareceu pôr sua alma em cena quando canta ao piano Esconderijo e Tempo, duas músicas que se destacam safra de inéditas do primeiro álbum solo da artista. Ambas são interpretadas ao piano e mostra que além de cantora, a artista cresceu enquanto artista em outras fases musicais, como a de produção.

Parece que ali, sentada e com as mãos ocupadas, a espontaneidade e o conforto voltam a fazer companhia e se fazer presente. Vocalmente, o desempenho continua maestral. O ar intimista do palco, retratado com elementos retrôs de decoração, que têm como contraponto e de equilíbrio elementos modernos como projeções de imagens produzidas e intercaladas com o ‘ao vivo’ da apresentação, ajudam a firmar aquilo que todos já sabem: É, de fato, Sandy já não é mais apenas a filha de Xororó e nem apenas a irmã de Júnior.


(Foto: Brenda Scultori/Contracen@rte)
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