Musical “Milton Nascimento” volta em janeiro, na Gávea

  (Foto: Divulgação)

O musical “Milton Nascimento – Nada Será como Antes” encerrou a sua temporada de sucesso no último domingo (18), no Theatro Net Rio, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, mas a pausa é por pouco tempo. O diretor Charles Möeller informou através do seu perfil no Twitter que o espetáculo volta em janeiro de 2013, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, também na Zona Sul. Depois, será a vez de São Paulo receber o musical que emocionou milhares de pessoas. Fiquem ligados!

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                      “Milton Nascimento”: sinfonia para os ouvidos

Mais uma vez, a dupla Charles Möeller e Claudio Botelho nos presenteia com uma obra mágica, de qualidade, emocionando até mesmos os corações mais frios. A ideia do musical veio durante uma pesquisa à vasta lista de clássicos que Milton Nascimento produziu ao longo dos últimos 50 anos. Ao longo de 90 minutos, 14 músicos (todos os cantores também tocam algum instrumento) oferecem uma galeria de canções que emocionam a plateia. É impossível não acompanhar, uma verdadeira sinfonia para os ouvidos.

O musical deu início à parceria da Möeller & Botelho com a GEO Eventos, empresa da Globo Comunicação Participações SA. A dupla desenvolveu, ao longo dos últimos anos, uma relação de admiração mútua com Milton, que já esteve presente na plateia em outros espetáculos da dupla. “Talvez o caminho mais fácil fosse fazer uma biografia. Preferimos uma travessia: mostrar a obra, que é o que importa, e não o autor’, contou Botelho, que define o novo espetáculo como uma revista musical sem texto, onde cada canção ou pout-pourri ressurgem em cenas, diálogos e situações dramáticas.

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Tudo no musical parece ter sido pensado nos últimos detalhes. Desde a escolha do repertório até a criação do cenário. Com temas pastoris pintados no interior do ambiente na cenografia de Rogério Falcão, auxiliado pelo tom multicor dos figurinos de Möeller, a estrutura neoclássica do cenário traduz uma fazenda, o interior, a roça. No palco o tempo todo, o grupo de atores e músicos dá voz a temas fundamentais da música de homenageado, como amor, amizade, criação artística, negritude, brasilidade e solidão. Todos os atores tocam e se revezam em vários instrumentos e os músicos também cantam. ‘Não há uma divisão entre orquestra e atores: todos são uma única voz a serviço de brilhante obra musical de Milton Nascimento’, explicou Claudio.

Modelo de sucesso
“Nada será como antes” segue o mesmo modelo do bem sucedido “Beatles num Céu de Diamantes, que a dupla Claudio Botelho e Charles Möeller estreou há seis anos, inaugurando estilo de encenar repertório musical. Dividida nas quatro estações do ano, a montagem reúne na primavera canções de uma certa evasão poética. Cada um na plateia, assim, elege as canções que lhe são mais importantes e define o ápice da produção e o tamanho do seu desfecho. Essas categorias climáticas servem, à perfeição, para abranger os momentos da música de Milton Nascimento e da poética de seus parceiros – Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Lô Borges, Márcio Borges.

“Bola de Meia, Bola de Gude”, “Aqui é o País do Futebol” compõem o Verão, “A Cigarra”, “Um Girassol da Cor do seu Cabelo” e “Nuvem Cigana” dão colorido à Primavera. Clássicos que atravessaram gerações, como “Cais”, “Caçador de Mim”, “Encontros e Despedidas” e “Faca Amolada”, moldam o Outono e continuam pelo Inverno, com “Nada Será como Antes” e “O que foi Feito Deverá”. Não faltam, claro, “Coração de Estudante”, “Nos bailes da vida”, “Capoeira Camara” e “Maria, Maria”.

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Mas o maior destaque de “Nada será como antes” está na força musical, seja na direção de Claudio Botelho, nos excelentes arranjos e orquestração de Délia Fischer, nos ótimos arranjos vocais de Jules Vandystad e nos atores-músicos. Estrela Blanco, Jonas Hammar, Jules Vandystadt, Pedro Aune, Pedro Sol, Sergio Dalcin, Tatih Kohler e Whatson Cardozo, em conjunto e individualmente, apresentam bons números musicais, mas Claudio Lins, Cassia Raquel, Délia Fischer, Lui Coimbra, Marya Bravo e Wladimir Pinheiro lideram o grupo porque, além de técnica, dão lugar para a emoção que as canções pedem.

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Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Muito bom, Janeiro estou voltando ao Rio, certo que vou.

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