Estreia de 'Frankenweenie' lota noite do 'Vivo Open Air'; Confira!

Cena de “Frankemweenie” (Foto: Rodrigo Vianna/Divulgação)

A noite de sexta-feira (2) foi, sem dúvida nenhuma, uma das mais cheias do Vivo Open Air, no Jockey Clube Brasileiro, na Gávea, no Rio. O motivo? A estreia da nova animação do diretor Tim Burton, “Frankemweenie”. O longa-metragem da Disney, em stop motion  3D e preto e branco, é uma adaptação do curta de 1984 também de Burton, que acompanha um menino que decide trazer seu cachorro de volta à vida no melhor estilo Frankenstein. Porém, o resultado afeta a rotina pacata da cidade. O roteiro é de John August (Peixe Grande). Para os fãs do cinema que lotaram as arquibancadas, foi uma deliciosa experiência ao ar livre e com imagem e som de alta qualidade.

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Faltando três noites para o fim do evento, os ingressos para as sessões de sábado (3) e domingo (4) já estão esgotadas. Restam apenas para as festas “Sem Loção” e “Toca Rauuul”, que acontecem após a exibição dos filmes. Mas mesmo assim, foi possível encontrar algumas cadeiras (ainda desconfortáveis) vazias. Talvez seja pelo fato de muitas pessoas terem comprado ingresso apenas para as festas. A noite de ontem foi de rock, com a festa “Rocka Rocka”, que embalou os apaixonados por bandas como Metallica, Nirvana, Red Hot Chili Peppers e Charlie Brown Júnior. Apesar do som abafado e dos poucos efeitos de luz, os roqueiros de plantão aprovaram o setlist.

(Foto: Rodrigo Vianna/Divulgação)

A estrutura montada no Jockey ainda impressiona. Com tecnologia suíça, a mega tela de projeção mede 325 metros quadrados e traz um sistema hidráulico capaz de levantá-la em poucos minutos. A tela resiste às condições climáticas adversas, como chuvas e ventos de até 50 quilômetros por hora, e possui dispositivo de segurança especial para desligá-la - caso o vento ultrapasse essa velocidade. O equipamento de projeção, além de ser digital, conta ainda com um potente sistema de som, formado por 28 caixas Dolby Digital Surround.

A edição carioca, que acontece todos os dias (exceto segundas) até  4 de novembro, repete a receita de sucesso do primeiro semestre em São Paulo. O conceito principal é criar um ambiente de entretenimento, informação e cultura. Para isso, junta cinema, shows e festas – tudo isso no ambiente do Jockey Clube do Rio de Janeiro. Filmes clássicos se revezam com pré-estreias e dão a tônica do evento que leva a todos os cantos do planeta o maior telão a céu aberto do mundo.

Cena de "Linear" (Foto: Rodrigo Vianna/Divulgação)

Com seis minutos de duração, o curta “Linear”, do diretor Amir Admoni, premiado no Anima Mundi, arrancou aplausos da plateia. O curta que levou o Prêmio Carlos Saldanha de Melhor Curta-Metragem Brasileiro e ficou em 1° e 3° lugar na categoria Melhor Animação Brasileira, de acordo com o Júri Popular de São Paulo e Rio respectivamente, acompanha a rotina de um pequeno ser que carrega um rolo nas costas encharcado de tinta branca, e assim pinta as faixas de trânsito. Misturar animação com live-action foi uma boa sacada do diretor. Como pequenas parábolas, eles sempre têm uma relação muito íntima com o cotidiano, e inserir animações e elementos fantásticos sobre cenas gravadas originalmente banais, traz uma nova leitura sobre elas, ao mesmo tempo que aproxima ainda mais o assunto tratado da realidade.

Frankstein reinventado
“Frankenweenie” com sua primeira cena estabelece a que veio, em um curta feito por Victor (Charlie Tahan), onde coloca seu cachorro, Sparky como herói que salva a cidade, toda feita em maquete de papelão, de um inimigo maior, mostrando a todos que o cachorro é muito mais que um simples animal de estimação para ele, e sim um amigo, o único amigo.Tim Burton sempre teve seu carimbo e estilo próprio na animação, que pode ser reconhecido por qualquer pessoa ao simplesmente olhar para o visual único do diretor incorporado na tela. Sempre com seu tom gótico, e mexendo com temas como mortos-vivos, cemitérios, monstros e etc.

(Foto: Rodrigo Vianna/Divulgação)

A julgar pelo longa em questão, você consegue identificar no protagonista traços de como possivelmente pode ter sido a infância de Burton, uma criança sozinha, sem amigos humanos, onde encontrava em seu cachorro a companhia para criar sua diversão, brincando de fazer filmes, achando um meio de usar sua mente cheia de criatividade, mas sempre em seu mundinho próprio. E ao perder esse amigo vê seu mundo desmoronado e procura de todo modo traze-lo a vida. Só que mexer com vida e morte sempre tem um preço, e o protagonista junto com a pequena cidade de New Holland, tiveram que lidar com isso.

O longa peca em pequenos detalhes em que a história não se prova forte e corajosa o suficiente para manter o que construiu no seu segundo ato, preferindo concluir a película de maneira mais simples e dentro do padrão. Ai fica a duvida se isso se deve ao fato do longa ser do estúdio Disney, ou se Tim Burton está achando a luz em sua vida. Apesar de ser uma animação, Frankenweenie pode não se encaixar direito no publico infantil, por ser cheio de referencias que provavelmente o publico menor não vai entender, e também pode sofrer com o publico adulto, por ter uma trama simples demais.

De todo modo, o filme agrada pais e filhos. Afinal, não é todo dia que temos um longa de animação que foge da comedia clássica de animações e se arrisca a apresentar um filme nos dias de hoje totalmente em preto e branco e em stop-motion para o grande publico, resta saber se o preconceito por assimilar essa característica a algo “velho” não impeça o publico de visitar o longa.

Sobre o evento
Considerado o maior festival de cinema ao ar livre do mundo, o Vivo Open Air conta com sessões de cinema, com capacidade para até 1300 pessoas, além de shows e festas animadas após a exibição dos filmes. De terça a domingo, o evento apresenta um filme diferente a cada noite. São clássicos, grandes sucessos do cinema, filmes independentes, nacionais, além de curtas, documentários e pré-estreias.

(Foto: Divulgação)

O evento, que já passou pela Suíça, Alemanha, Austrália, África do Sul, Chile, Portugal e Espanha, também tem shows musicais e festas. Nomes conhecidos e novas apostas do cenário musical brasileiro também estão confirmados para a programação musical. Na quarta-feira, foi a vez de Maíra Freitas, que apresentou um show com a participação de Dudu Nobre.  Jesuton, a inglesa descoberta pelo apresentador Luciano Huck, que cantava em pleno Largo da Carioca, Trio Preto, Toca Rauuul, o famoso bloco de carnaval inteiramente dedicado a tocar os sucessos de Raul Seixas, Nova Lapa Jazz, entre outros também já confirmaram presemça.
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