Creed deixa hits de fora em show para 4.5 mil fãs no Rio

Por Rodrigo Vianna 

Scott Stapp em apresentação no Rio (Foto: Néstor J. Beremblum / Divulgação T4F)

Após anos de espera, os fãs do Creed puderam finalmente conferir o primeiro show da banda norte-americana no Brasil. Liderado pelo vocalista Scott Stapp, o Creed atraiu 4.5 mil pessoas na última sexta-feira (23), no Citibank Hall, na Barra da Tijuca, no Rio. Com setlist previsível e regado a antigos sucessos, a banda, formada ainda por Mark Tremonti (guitarra), Scott Phillips (bateria) e Brian Marshall (baixo), deixou grandes hits como “Overcome”, “Rain” e "Don't Stop Dancing" de fora, causando uma certa frustração entre os fãs.

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Além da Cidade Maravilhosa, o quarteto se apresenta ainda em São Paulo (Credicard Hall), em Porto Alegre (Pepsi On Stage); e em Belo Horizonte (Chevrolet Hall). A realização é da Time For Fun. Em 17 anos de carreira, o quarteto norte-americano possui mais de 35 milhões de álbuns vendidos e já recebeu, entre diversos prêmios, um Grammy de Melhor Canção de Rock, por “With Arms Wide Open” (2001). Outros hits do repertório do grupo são “My Sacrifice”, “Higher”, “One Last Breath” e “One”.


(Foto: Néstor J. Beremblum / Divulgação T4F)

A turnê internacional que chegou ao Brasil teve início em outubro e passará, também pela primeira vez, pela Indonésia, Filipinas, Peru, Chile e Argentina, percorrendo um total de 12 cidades até o final de novembro. O Creed desembarcou no Rio de Janeiro mais de um ano após Scott Stapp cancelar a sua turnê solo no Brasil por motivo de saúde. Na época, os organizadores chegaram a informar que o vocalista marcaria novas datas, o que nunca aconteceu.

Ícone do pós-grunge, o Creed  foi formado em 1995 na cidade de Tallahassee, pelos amigos Scott Stapp  e Mark Tremonti. O grupo anunciou um hiato em 2004. Mas em abril de 2009, no entanto, o site oficial do Creed foi re-lançado, e um vídeo com nome "coming soon 2009" foi colocada na página inicial, confirmando o retorno da banda. Com o 9º lugar na lista dos artistas que mais venderam discos nas ultimas décadas da Billboard, o Creed está entre as maiores bandas de rock das últimas décadas.

Novos antigos sucessos
Com um atraso de dez minutos, o Creed subiu ao palco por volta das 22h10 ao som de “Are You Ready”, do segundo álbum, “Human Clay”. Em seguida, foi a vez do quarteto estremecer a estrutura da casa de espetáculo com “Torn”, do primeiro álbum, “My Own Prison”. Nessa altura, já dava para sentir que o show não seria movido a novos sucessos. Do álbum mais recente, “Full Circle”, de 2009, apenas “A Thousand Faces” foi tocada. Os fãs até pediram “Overcome”, mas foi em vão.

E foi assim, embalado pelos antigos sucessos (ou nem tão sucessos assim), que o Creed seguiu com o seu show, um pouco morno, diga-se de passagem, mas fiel ao seu estilo impecável, evidente na voz marcante de Stapp.  Em “Wrong Way” e “What if”, o vocalista, visivelmente acima do peso, molhou as suas madeixas e jogou água no público, levando os fãs ao delírio. No palco, o que vimos foi um Scott Stapp já quase quarentão, mas sem perder seus gestos performáticos e pinta de galã.

“Olá Rio! É muito bom estar aqui. Obrigado [...] Eu amo vocês. Muito Obrigado. O meu coração está com vocês”, disse Stappp antes de “My Own Prison”.

Apesar de simples, o show impressiona. Todos são músicos impecáveis e Scott Stapp provou que tem talento de sobra. Para quem não é tão fã, o Creed mostrou que é uma banda muito mais pesada do que se imagina. Outro ponto positivo do show foi a participação do público. Apesar de não lotar a casa de espetáculos, os fãs cantaram todas as músicas em uníssono e levou suas mãos ao alto durante “Bullets”. “Say I”, também das antigas, veio em seguida deixando em evidência a potencia da voz de Stapp.

O Creed preferiu não se arriscar e apresentou um setlist homogêneo, com todas as músicas parecidas umas com as outras. “Faceless Man” foi uma das músicas mais cantadas pelos fãs. Entre uma pausa e outra para um gole d´água, Scott Stapp conversava com o público e se mostrou emocionado com a receptividade brasileira, o que não é novidade para ninguém. O show seguiu com “One” e “Higher”. Nesse momento, uma falha técnica no som causou interferência no microfone, mas nada que atrapalhasse a apresentação.

(Foto: Néstor J. Beremblum / Divulgação T4F)

Homenagens
O bis foi o momento dos não tão fãs do Creed, aqueles que só conhecem as músicas que viraram hits e embalaram programas de videoclipes e novelas. Começou com “With Arms Wide Open”. Foi quando os fãs fizeram uma homenagem aos ídolos, levantando cartazes que traziam o nome da música. Foi uma demonstração de carinho simples e tímida, mas o suficiente para a banda perceber e retribuir com um “Muito obrigado”.

Em seguida, o Creed promoveu o que foi para mim o melhor momento do show. Durante “One Last Breath” o público cantou praticamente a canção inteira à capela. Scot Stapp aproveitou a sintonia dos fãs, passou o microfone, se ajoelhou e desfrutou daquele momento, com direito a repeteco. Para fechar com chave de ouro, na ausência de tantos hits, o mais famoso não poderia faltar. “My Sacrifice” encerrou a primeira apresentação na banda no Brasil em grande estilo. Apesar do clima morno, o Creed fez um grande show, saindo consagrado e com promessa de retorno em breve.

(Foto: Néstor J. Beremblum / Divulgação T4F)

Confira o setlist do show no Rio de Janeiro:

Are You Ready
Torn
Wrong Way
What If
Unforgiven
My Own Prison
Thousand Faces
Bullets
Say I
Faceless Man
What`s This Life For
One
Higher

Bis

With Arms Wide Open
One Last Breath
My Sacrifice
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