"Amanhecer - Parte 2" encerra saga com tom de decepção

 Cena de "Amanhecer - Parte 2" (Foto: Divulgação)

Após meses de espera, enfim chegou aos cinemas “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”, que encerra a saga do vampiro Edward pelo amor da não mais mortal Bella. Depois de quatro filmes sem fazer nada, a não ser amando e sendo amada, ora pelo vampiro Edward, ora pelo lobisomem Jacob, Bella agora pode se dizer que é uma mulher completa: esposa, mãe e vampira. E é justamente aí que o filme se concentra na maior parte das suas quase duas horas de duração (117 minutos, para ser mais exato). Os fãs certamente vão se deslumbrar pelo desfecho dado pelo diretor Bill Condon, cheio de esfeitos especiais e romantismo, que deu o tom ao longo de toda saga.

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Em “A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2”, a felicidade dos recém-casados Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) é interrompida quando uma série de traições e desgraças ameaça destruir o mundo deles. Ao ver Reneesme, filha de Bella, Jacob tem um imprinting (amor à primeira vista). Bella não aceita esse fato no início, mas depois compreende e eles convivem em harmonia.

Após algum tempo, entretanto, a criança (que se desenvolve rapidamente) é vista por Irina, do clã Denali, que está com raiva dos transmorfos, pois eles mataram Laurent - um integrante do clã de James (Crepúsculo), "amante" que ela teve quando ele foi morar em Denali. Irina fica com raiva e conta aos Volturi sobre Renesmee, iniciando um batalha sangrenta, que dará fim à Saga Crepúsculo.

“Amanhecer – Parte 2” encerra a confissão bilionária de Stephenie Meyer, retomando a necessidade feminina de ser, não apenas amada, mas preenchida por outro, não importa se humano, vampiro ou lobisomem. A primeira parte do filme é toda dedicada à Bella e sua descoberta como vampira. Vampiros não envelhecem, não dormem, não cansam, não sentem frio ou calor. Depois de 18 anos de mediocridade, Bella se torna forte e insaciável - "Como vamos conseguir parar?", questiona depois de descobrir o sexo sobrenatural. Ela nasceu para ser vampira. Fato comprovado logo no inicio, quando ela consegue controlar sua sede por sangue humano.

De donzela em perigo, Kristen Stewart passa a ter uma missão: proteger a filha, Renesmee (Mackenzie Foy), dos malvados Volturi. Para defender a menina, novos personagens são introduzidos, expandindo também o conceito de vampirismo x-men criado por Meyer. Além de visões do futuro e leitura de pensamentos, chegam vampiros elétricos, seres que absorvem sentidos e manipulam visões. Bella, como uma boa mãe e esposa, tem o poder de bloqueio, da proteção do lar. Porém, esse clima não torna o longa mais atrativo, que segue na mesma velocidade dos seus antecessores, tendo como ápice apenas no final, cena a qual faz qualquer um se prender na cadeira do cinema e prende a atenção do expectador. Se esse era o objetivo de Bill Condon, ele conseguiu.

(Foto: Divulgação)

Tentando juntar testemunhas para salvar a vida de Renesmee, o diretor Bill Condon - ao contrário do que fez no filme anterior - caracteriza os brasileiros como índios selvagens, o que rendeu boas gargalhadas dentro da sala do cinema. Diante de tantos efeitos especiais, a produção deixou a desejar nas expressões da pequena  Reneesme ainda bebê. Chega a ser comparado a um efeito amador, ficndo claro o uso de artifícios para dar veracidade ao olhar e sorriso da criança. Esse, sem duvida, é um dos pontos fracos do filme. Que se desenvolve em ritmo lento até a batalha final.

Quando chega o dia do confronto entre os Cullen, amparados pelos lobos (que se aliaram a eles pelo amor que Jacob tem por Renesmee) e por suas testemunhas, contra os Volturi. É o momento de se ajeitar em sua poltrona e ficar de olhos bem abertos. Após descobrir que Ness não é uma criança imortal, Aro (Michael Sheen) deseja destruí-la, por não saber o que pode vir a acontecer num futuro próximo, graças ao rápido e imprevisível desenvolvimento da pequena Cullen. Ao segurar na mão de Alice (Ashley Greene) para ver o futuro, é dada a largada para a batalha final e a ação rola solta na telona. Mortes inesperadas e momentos de tirar o fôlego deixam todos boquiabertos com tais cenas. Dakota Fanning, como sempre, faz uma participação quase insignificante, o que é triste, ao julgar o enorme talento desperdiçado com apenas uma fala.

(Foto: Divulgação)

Diferente do que foi visto em 'A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1', a atuação de Kristen Stewart não foi melhor do que poderíamos esperar. Até nas melhores cenas, ela não conseguiu ser expressiva, dando espaço para que atores secundários na trama roubassem a cena. Com uma trilha sonora impecável e bem editada, Carter Burwell soube como entrelaçar perfeitamente suas músicas às cenas, fechando com chave de ouro ao som de “A Thousand Years (Part Two)”, de Christina Perri. O longa termina como todos os seus antecessores, sem muita história e expressao. Mas com certeza para os fãs, será uma forma de encerrar com maestria aquela que foi a narração da sua adolescência.

Filme pode virar série de TV
Quando chegar ao final, "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2" pode ganhar um remake, como se especulou em junho, ou quem sabe virar série de TV. Em entrevista ao jornal mexicano Diario de Mexico, Robert Pattinson disse que a televisão seria uma opção.


(Foto: Divulgação)

"Tenho certeza de que logo vão fazer uma série de TV de Crepúsculo. Vão recomeçar de novo", disse o ator, sem entrar em detalhes. Questionado se retornaria ao papel do vampiro Edward, provocou mais: "Quem sabe? O único problema é que o vampiro deve ter 17 anos pra sempre, e não acho que eu consigo ter 17 anos pra sempre".
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