Jesuton mostra no 'Vivo Open Air' porque é fenômeno; Confira!

Jesuton no palco do Vivo Open Air (Foto: Rodrigo Vianna/Contracen@rte)


A noite de domingo (28) foi de pré-estreia e boa música no Vivo Open Air, no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Com arquibancada praticamente lotada, o público pôde conferir a exibição da animação nacional “Uma História de Amor e Fúria”, dirigido por Luiz Bolognesi, e que traz Rodrigo Santoro, Selton Melo e Camila Pitanga no time de dubladores, e em seguida um show impressionante de Jesuton, a britânica de 27 anos que foi descoberta nas ruas do Rio de Janeiro e virou um fenômeno em menos de 10 meses. Antes, os cinéfilos de plantão conferiram, ainda, o curta “O Céu no Andar de Baixo”, do diretor Leonardo Cata Preta.

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Apesar de não ter sido a minha primeira visita ao Vivo Open Air, a estrutura montada no Jockey ainda me impressionou. Com tecnologia suíça, a mega tela de projeção mede 325 metros quadrados e traz um sistema hidráulico capaz de levantá-la em poucos minutos. A tela resiste às condições climáticas adversas, como chuvas e ventos de até 50 quilômetros por hora, e possui dispositivo de segurança especial para desligá-la - caso o vento ultrapasse essa velocidade. O equipamento de projeção, além de ser digital, conta ainda com um potente sistema de som, formado por 28 caixas Dolby Digital Surround.

(Foto: Rodrigo Vianna/Contracen@rte)
A edição carioca, que acontece todos os dias (exceto segundas) até  4 de novembro, repete a receita de sucesso do primeiro semestre em São Paulo. O conceito principal é criar um ambiente de entretenimento, informação e cultura. Para isso, junta cinema, shows e festas – tudo isso no ambiente do Jockey Clube do Rio de Janeiro. Filmes clássicos se revezam com pré-estreias e dão a tônica do evento que leva a todos os cantos do planeta o maior telão a céu aberto do mundo.

A apresentação do curta “O Céu no Andar de Baixo” foi uma boa surpresa. Com produção também nacional, a animação,produzida em Minas Gerais entre dezembro de 2008 e novembro de 2010, retrata a rotina de Francisco, de 12 anos, em fotografias que ele tira do céu. Um dia, ele vê algo diferente, que muda sua rotina. Dirigido por Leonardo Cata Preta após dois anos de produção, o filme foi um dos finalistas no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, como melhor curta-metragem de animação. A realização do projeto se deu ao longo de dois anos, a partir da concepção do roteiro, e foi produzido com técnicas digitais de animação 2D. Os recursos de produção são oriundos do edital Filme em Minas, Biênio 2009/2010.

Cena de "Uma História de Amor e Fúria" (Foto: Rodrigo Vianna/Contracen@rte)

Em seguida foi a vez do longa principal da noite. “Uma História de Amor e Fúria” é um filme de animação que retrata o amor entre um herói imortal e Janaína, a mulher por quem é apaixonado há 600 anos. Como pano de fundo do romance, o longa ressalta quatro fases da história do Brasil: a colonização, a escravidão, o Regime Militar e o futuro, em 2096, quando haverá guerra pela água. Destinado ao público jovem e adulto com traço e linguagem de HQ, o filme traz Selton Mello e Camila Pitanga dublando os protagonistas.

O filme me chamou atenção logo de cara, por ser feito em animação tradicional, na era em que tudo é 3D e computadorizado a iniciativa de criar um projeto assim, já é interessante por si só, ainda mais quando se busca atingir o público adulto, já que a animação não é nada voltada para crianças, tratando de temas como, guerras, lutas sangrentas e sexualidade. Os méritos do filme ficam ainda maiores quando tem o foco de sua história em nossas raízes, no passado do povo brasileiro e que tem como diretriz de sua proposta uma ideia que é apresentada na fala do protagonista logo no início: Viver sem conhecer o passado, é viver no escuro. Um ótimo trabalho e que acho que serve de inspiração para todos que trabalham de alguma forma nessa área, para mostrar que também podem ser feitos filmes desse estilo no Brasil.

(Foto: Rodrigo Vianna/Contracen@rte) 

Jesuton fecha a noite em clima de jazz 
Já no palco, Jesuton mostrou porque é considerada um fenômeno da música. A cantora exibiu toda a potência da voz e colocou o público para dançar. A menina que cresceu ouvindo blues e rock’n’roll cantou músicas em inglês e em português. O ponto alto foi durante a apresentação de “Someone Like You”, da cantora Adele.  Formada em Ciências Humanas pela Oxford University, Jesuton sempre gostou de cantar, mas encarava a música como atividade secundária até no período em que morou em Cuzco, no Peru, onde se apresentava em bares para turistas. Mas foi no Rio que tudo aconteceu.

(Foto: Rodrigo Vianna/Contracen@rte) 

Para ela, cantar em português ainda é um desafio. Embora entenda o idioma, ela faz uma mistura com o espanhol, influência do marido, o chef argentino Javier. "Ainda é muito difícil acertar a pronúncia. Quatro meses é muito pouco para aprender outra língua. Sou muito crítica, acho que preciso de mais tempo", disse ela. Filha de pai nigeriano e mãe jamaicana, a jovem encantou os cariocas com sua voz, comparada à de grandes divas da música mundial.

Sobre o evento 
Considerado o maior festival de cinema ao ar livre do mundo, o Vivo Open Air conta com sessões de cinema, com capacidade para até 1300 pessoas, além de shows e festas animadas após a exibição dos filmes. De terça a domingo, o evento apresenta um filme diferente a cada noite. São clássicos, grandes sucessos do cinema, filmes independentes, nacionais, além de curtas, documentários e pré-estreias.

(Foto: Divulgação)
O evento, que já passou pela Suíça, Alemanha, Austrália, África do Sul, Chile, Portugal e Espanha, também tem shows musicais e festas. Nomes conhecidos e novas apostas do cenário musical brasileiro também estão confirmados para a programação musical. Na quarta-feira, foi a vez de Maíra Freitas, que apresentou um show com a participação de Dudu Nobre.  Jesuton, a inglesa descoberta pelo apresentador Luciano Huck, que cantava em pleno Largo da Carioca, Trio Preto, Toca Rauuul, o famoso bloco de carnaval inteiramente dedicado a tocar os sucessos de Raul Seixas, Nova Lapa Jazz, entre outros também já confirmaram presença.
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