Evanescence se redime e mostra força do metal no Rio

(Foto: Divulgação)

Do pop adolescente ao gothic metal. Uma semana após o Z Festival, que atraiu milhares de adolescente à HSBC Arena, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a cidade recebeu uma legião de fãs do rock para o tão aguardado show da banda norte americana Evanescence. O preto foi predominante na plateia, que não escondia a empolgação de ver Amy Lee e companhia um ano depois do grupo tocar no Rock in Rio. O show fez parte da turnê de divulgação de seu mais recente álbum, “Evanescence”, lançado no ano passado. Se no ano passado o grupo não deixou uma boa impressão com sua apresentação tímida e com falhas, dessa vez eles se redimiram com os fãs, apresentando sucessos, com direito a canção inédita e declarações de amor.

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Considerada uma das mais populares bandas de rock surgidas neste século, o Evanescence já ganhou dois prêmios Grammy e vendeu cerca de 25 milhões de cópias de seus cinco álbums. A popularidade da banda junto ao público, que adora seus clipes, sempre nos primeiros lugares da MTV, ganhou contextos de discussão junto à crítica especializada, que luta para classificar o som da banda: seria puramente metal, ou new metal, ou gothic metal? Para eles, chegou-se até a criar um novo rótulo, o “nu metal“. Na opinião da crítica, são questões comuns quando se trata de uma banda que adota um estilo inovador.

O público se mostrou fiel e levou cartazes e bandeiras, mas não chegou a lotar os cerca de 15 mil lugares da arena, deixando visíveis buracos não só na área VIP, mas também na pista comum e arquibancadas.

Mas isso não foi um problema, pelo contrário. O público, em suma maioria jovens entre 20 e 30 anos, aproveitou cada segundo e assistiu a um setlist que repetiu a fórmula usada no show do Rock in Rio de 2011, mesclando músicas do último álbum com clássicos da carreira da banda, como “Bring Me to Life” e “My Immortal” (confira o repertório do show abaixo).

Os fãs, aliás, capricharam no visual. Em todo canto, era possível ver meninas circulando pela casa de shows com cabelos vermelhos, maquiagem carregada ou um figurino gótico inspirado na vocalista da banda, Amy Lee. Com tanta roupa escura, difícil foi se manter em pé durante horas na fila, debaixo de um sol quente. Os portões da casa de espetáculos só foram abertos às 19h. Correria, gritaria e gente passando mal. Os fãs correram em direção ao palco e logo trataram de conseguir o seu lugar mais próximo ao palco. Quem conseguiu, não arredou o pé e se manteve firme, com câmera nas mãos.

Fãs na grade para o Evanescence (Foto: Rodrigo Vianna/Contracen@rte)

"The Used" abre a noite com energia
Banda de abertura do Evanescence em toda turnê pelo Brasil, o The Used se apresentou sem muitas palavras, mas cheio de energia. Com uma bandeira do Brasil sob os amplificadores do baixista Jeph Howard, o grupo de emocore subiu ao palco pontualmente às 20h30 e emendando Take It Away, The Bird and The Worn e Listening. Apenas antes de começar Put Me Out, do mais recente álbum Vulnerable, o vocalista Bert McCracken pediu para o público pular e foi bastante aplaudido, mesmo com a área VIP sem sua lotação máxima. A animação continuou mesmo com a mais balada I Caught Fire.

The Used no palco do HSBC Arena (Foto: Divulgação)

O grupo seguiu animando o público de The Taste of Ink, All That I've Got e Blood on My Hands. Empolgado com a reação da plateia, Bert deu um recado aos fãs de hardcore, prometendo voltar ao Brasil em breve. Fechando a apresentação em 45 minutos, o The Used ainda teve tempo de tocar Pretty Handsome Awkward e A Box Full of Sharp Objects, que contou com a introdução de Smells Like Teen Spirit, do Nirvana.

Declaração de amor ao Brasil
Depois, foi o momento em que todos aguardavam. O show do Evanescence, marcado para as 21h30, teve início às 21h45 e se estendeu por uma hora e 15 minutos, já incluído o único bis. Assim como aconteceu na capital gaúcha, Amy Lee subiu ao palco com uma pequena bandeira do Brasil presa ao braço direito e uma da Argentina, no esquerdo. Não menos empolgada do que nos shows anteriores, ela colocou os fãs para pularem ainda mais quando abriu o show com What You Want. Mostrando sua satisfação de estar à frente do público brasileiro, e querendo agradar, Amy Lee despertou histeria ao arriscar um português e agradecer a presença de todos com um "obrigado".

"Viajamos o mundo inteiro desde a última vez que nos vimos, no ano passado. É muito bom estar de volta em casa. Obrigado, Brasil" - Amy Lee

O característico visual dark da cantora, curiosamente, deu lugar a uma saia colorida, que parecia um arranjo com bandeiras de vários países, quem sabe, das 47 nações pelas quais a turnê passou nos últimos 12 meses. Musicalmente, no entanto, o espetáculo foi bem pesado. A banda, formada por Terry Balsamo (guitarra), Troy McLawhorn (guitarra), Tim McCord (baixo) e Will Hunt (bateria), não economizou na pressão, oferecendo suporte à altura do vozeirão de Amy Lee.

(Foto: Reprodução/ Uol)

Linda e com uma voz potente bem trabalhada em sua grande extensão, Amy Lee esbanjou uma energia roqueira no palco de fazer inveja a muito marmanjo que posa de rock star por aí. Movimentando-se pelo palco incansavelmente e balançando os longos cabelos negros, Amy Lee deu sequência ao show cantando Weight Of The World e Made Of Stone.

Como se não fosse bastante, a bela toca piano. E bem, como demonstrou nas introduções de “Lithium”, “Lost in Paradise” e “My Immortal”, trechos de piano e voz em que foi acompanhada em uníssono pelo público. Em “My Heart is Broken”, os fãs voltaram a se manifestar, mas de outra maneira. Parte da plateia que estava na pista levantou balões vermelhos. Bring Me To Life e Call Me When You're Sober deram mais gás ao publico que pulava e cantava desde o começo.



Assista acima ao vídeo de "What you want", do Evanescence

Assim como nos demais shows realizados aqui no Brasil, a banda apresentou a inédita If You Don't Mind, que foi muito bem recebida. My Immortal fechou o show, com uma chuva de papéis laminados. Para compensar, ao final do bis, a musa gótica abriu uma bandeira do Brasil e saiu de cena ovacionada. A banda segue agora para Recife, onde se apresenta na quinta-feira (11), e em seguida Fortaleza, no sábado (13).

(Foto: Reprodução/ Uol)
  Confira o repertório do show:

“What You Want”
“Going Under”
“The Other Side”
“Weight of the World”
“Made of Stone”
“Lithium”
“Lost in Paradise”
“My Heart Is Broken”
“Whisper”
“Oceans”
“The Change”
“Lacrymosa”
“Call Me When You’re Sober”
“Imaginary”
“Bring Me to Life”

Bis:
“If You Don’t Mind”
“My Immortal”
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