"Projeto Dinossauro": a volta dos gradões às telonas

(Foto: Divulgação)

Junte "Jurassic Park" e "Cloverfield". Pronto, eis que surge Projeto Dinossauro, o novo filme de Sid Bennett. Esse thriller de aventura mistura efeitos visuais fabulosos e um roteiro sofisticado e inovador. Prepare-se para uma visita eletrizante ao coração da selva no Congo, onde uma expedição desbrava a mata fechada acompanhada por uma equipe de filmagens e descobre a existência de criaturas teoricamente extintas há 65 milhões de anos! O longa estreia no dia 7 de setembro no Brasil.

Depois do desaparecimento de uma expedição liderada pelo renomado explorador Jonathan Marchant, dois pescadores congoleses encontram uma mochila flutuando no dos rios do interior do país. Lá dentro, foram encontradas fitas e discos rígidos com mais de 100 horas de vídeos! Aquelas imagens contam a história do destino da expedição...

Acompanhados por uma equipe de TV equipada com as mini-cameras mais avançadas do mundo, a expedição da Sociedade Britânica de Criptozoologia pretendia descobrir as origens do mito do Mokele Mbembe, um mostro ancestral possivelmente ligado diretamente aos dinossauros. Ele é a versão africana do Monstro do Lago Ness.

Luke Marchant, filho de Jonathan, expert em cacarecos eletrônicos mesmo aos 15 anos de idade, acabou de ser expulso da escola e deu um jeito de se esconder dentro do helicóptero que levou a expedição para o coração da floresta do Congo.

A missão quase acaba antes mesmo de começar, quando o helicóptero cai no meio da mata. Os acontecimentos seguintes são assustadores, tensos e capazes de transformar uma simples floresta no lar de criaturas pré-históricas... boas e más.

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Assista acima o trailer legendado de "Projeto Dinossauro".

Trabalhando com dinossauros 
O cineasta Sid Bennett está acostumado ao mundo das aventuras fantásticas. Já dirigiu “Prehistoric Park”, para a ITV, em conjunto com a Impossible Pictures, e também produziu a série da BBC: Andando com Dinossauros!

“Ambas as séries mesclavam uma ótima linha narrativa com elementos factuais reunidos pelas autoridades em estudos de História Natural sobre dinossauros, além de mostrar efeitos especiais maravilhosos”, diz Bennett. Ele vive no Reino Unido, um dos países lideres na produção de imagens e efeitos gerados por computador para televisão, logo, ele considerou o momento ideal para canalizar todos esses recursos para um longa-metragem.

Usando sua técnica apurada como documentarista, Bennett optou pela linguagem intrínseca ao estilo “imagens encontradas” para contar essa aventura familiar repleta de dinossauros. Bennett espera que a estrutura de “Projeto Dinossauro” ofereça nova vida ao gênero e ao estilo. Bennett reforça as diferenças entre os demais filmes de “imagens encontradas”. “Esse filme foge daquele modelo, pois a platéia não vai ser lançada numa corrida desenfreada com câmeras trêmulas e em primeira pessoa. Não filmamos dessa maneira”.

Desde o princípio, Bennett apostou na ideia de centrar seu estilo fotográfico na presença de uma equipe profissional de documentários envolvida na busca por uma criatura ancestral e mítica: “Se estamos falando de uma equipe profissional de documentários, estamos falando de um bom cinegrafista”, explica o criador do conceito. “E se você também tem um bom operador de som, a qualidade do seu material vai ser bastante alta e agradável de se olhar. Além disso, não apostamos tudo em uma única câmera. Também temos diversas mini-cameras de alta resolução voando por todos os lados!”.

Uma nova visão
Para o produtor Nick Hill, essa nova visão dos filmes de “imagem encontrada” criada por Bennett foi a maior razão para ele se envolver com a produção: “Acreditamos na força do estilo ‘imagem encontrada’ e em sua relevância para o público’, comenta Hill. “E, nem de perto, é apenas um jeito fácil e mais barato de se produzir um filme. Basta olhar para ‘Cloverfield – Monstro’. O orçamento foi gigantesco e o filme se apoiou no mesmo conceito de alguém ter encontrado uma câmera amadora cheia de imagens assustadoras”.

De acordo com Hill, “uma das coisas mais interessantes dessa linguagem é o fato de todo mundo estar se acostumando a ela, especialmente os mais novos, afinal de contas, a maior parte dos vídeos caseiros do mundo todo está sendo filmada em telefones”.

“Há alguns anos, me disseram que a Nokia era a fabricante de câmeras mais bem sucedida do mundo; e fazia todo o sentido”, explica Hill. “Essa é a linguagem da garotada. Eles entendem esse tipo de filmagem, suas dificuldades e vantagens. Logo, pensamos em usar tudo isso para dar mais realismo e mostrar criatividade em nosso filme.”

As filmagens principais de “Projeto Dinossauro” duraram cinco semanas, tendo visitado três locações diferentes na África do Sul: “Começamos por um lugar chamado de Wild Coast, perto de Port Saint Johns, ao sul de Durban, depois fomos até os rios da Baia de Plettenberg, que fica ao sul da Cidade do Cabo”. “Wild Coast faz jus ao nome. Aquela área tem o mesmo visual que tinha há 100 anos. É uma região rural e os moradores locais levam uma vida muito simples; muitos deles ainda moram em tendas. A paisagem montanhosa se mistura rapidamente com selvas fantásticas. Filmamos durante o inverno e precisamos enfrentar várias tempestades bem intensas. Isso dificultou nossa vida, mas usamos o mau tempo como um elemento visual fabuloso para o filme”.

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