Obra de Milton Nascimento inspira musical

(Foto: Divulgação)

Ao se debruçar sobre a vasta lista de clássicos que Milton Nascimento produziu ao longo dos últimos 50 anos, Charles Möeller e Claudio Botelho decidiram que a obra do artista mineiro seria a grande homenageada em ‘Milton Nascimento – Nada Será como Antes – O Musical’. ‘Talvez o caminho mais fácil fosse fazer uma biografia. Preferimos uma travessia: mostrar a obra, que é o que importa, e não o autor’, conta Botelho, que define o novo espetáculo como uma revista musical sem texto, onde cada canção ou pout-pourri ressurgem em cenas, diálogos e situações dramáticas. Com estreia marcada para dia 9 de agosto no Theatro Net Rio, o musical dá início à parceria da Möeller & Botelho com a GEO Eventos, empresa da Globo Comunicação Participações SA.

“É com muito orgulho que apresentamos o musical em homenagem a um dos ícones da cultura nacional, primeiro projeto com Möeller e Botelho, os nomes mais expressivos do segmento de musicais no Brasil atualmente’, afirma Leonardo Ganem, diretor-geral da GEO e responsável por consolidar a empresa como uma das maiores no mercado de entretenimento do país.

(Foto: Divulgação) 

A dupla desenvolveu, ao longo dos últimos anos, uma relação de admiração mútua com Milton. Fãs de sua obra desde a adolescência, Charles e Claudio foram surpreendidos por sua constante presença na plateia de seus musicais. Após assistir a ‘Beatles Num Céu de Diamantes’ pela oitava vez, Milton retomou uma conversa de alguns anos com os diretores sobre as possibilidades de ser criado um musical com suas canções e deu total liberdade na criação do novo trabalho.


“Para nós, é muito importante voltar a um formato caseiro e simples, depois de produções muito grandiosas como ‘O Mágico de Oz’. Em ‘Milton’, é como se tudo acontecesse dentro deste lugar ideal que é a casa mineira. As marcas são pequenas, sutis, estamos trabalhando os detalhes’, explica Möeller, que, pela primeira vez em quase uma década, não fez audição para o trabalho. ‘A voz de Milton é muito diferente da ‘voz de musical’, é diferente de tudo. Optamos por escolher a dedo um elenco tão multifacetado e talentoso quanto a sua obra”, explica o diretor.

No mesmo palco, na mesma casa

(Foto: Divulgação)

No palco o tempo todo, o grupo de atores e músicos dá voz a temas fundamentais da música de homenageado, como amor, amizade, criação artística, negritude, brasilidade e solidão. Todos os atores tocam e se revezam em vários instrumentos e os músicos também cantam. ‘Não há uma divisão entre orquestra e atores: todos são uma única voz a serviço de brilhante obra musical de Milton Nascimento’, explica Claudio.


Marya Bravo, Claudio Lins, Tatih Kohler, Pedro Sol, Estrela Blanco, Jules Vandystadt, Cassia Raquel, Jonas Hammar, Wladimir Pinheiro e Sergio Dalcin dividem a cena com os músicos Délia Fischer – também responsável pelos arranjos –, Lui Coimbra, Whatson Cardozo e Pedro Aune.

O cenário, de Rogério Falcão, remete a uma tradicional casa mineira e os figurinos, assinados por Charles Möeller, tem um ar de ‘roupa vivida’, como se tivessem saído de um antigo baú. A simplicidade dá o tom: 'Milton fala de temas fundamentais com uma simplicidade e um despojamento sem igual. Sem levantar bandeiras, ele fala de negritude, mas também do branco, do latino. É universal ao falar de Minas Gerais e do seu universo particular de amigos e artistas. A ideia central do musical é colocar os atores como se fossem um grupo, uma espécie de 'clube da esquina' que ficou esquecido no interior', resume Charles.

As muitas estações de Milton
A vastidão da obra foi um desafio encontrado pela dupla na hora de selecionar o repertório final e formatar o roteiro do espetáculo. 'Chegamos a pensar em fazer somente o 'Clube da Esquina', para ter um recorte mais focado, mas seria injusto deixar dezenas de clássicos de fora', explica o diretor, que optou por uma divisão do musical em quatro atos correspondentes às estações do ano.

Enquanto composições que remetem a um solar imaginário interiorano ('Bola de Meia, Bola de Gude', 'Aqui é o País do Futebol') compõem o 'Verão`, 'A Cigarra', 'Um Girassol da Cor do seu Cabelo' e 'Nuvem Cigana' dão colorido à Primavera. Clássicos que atravessaram gerações ('Cais', 'Caçador de Mim', 'Encontros e Despedidas' e 'Faca Amolada') moldam o Outono e continuam pelo Inverno, com 'Nada Será como Antes' e 'O que foi Feito Devera'. ‘Cada canção tem uma ideia, uma cena fechada, que tem uma ligação nem sempre explícita com a seguinte. São histórias dentro de uma mesma história', conta Charles.

Serviço: 
“Milton: Nada será como antes – O musical”

De 9 de agosto a 25 de novembro
De quinta a sábado, às 21h. Domingos, às 20h.
Theatro Net Rio - Rua Siqueira Campos, 143 - 2o piso,  Copacabana / Tel: 2147 8060.
Ingressos a R$ 110 (plateia e frisas) e R$ 80 (balcão)
Estudantes, idosos, assinantes Net e O Globo pagam meia.
Classificação: Livre
Duração: 90 minutos
Vendas pela internet: www.ingressorapido.com.br / 4003-1212
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Obrigado pela sua opinião!
Contracene, seja o Artista!