Ana Botafogo se despede no Theatro Municipal

(Foto: Divulgação)

Nos bastidores do Theatro Municipal, em meio aos últimos preparativos para encerrar sua participação em balés de repertório, Ana Botafogo, primeira bailarina da casa desde 1981, demonstrou estar feliz ao olhar para trás e lembrar dos 31 anos de apresentações em clássicos realizados no espaço que a consagrou e que é administrado pelo Governo do Estado. Ao lado do bailarino Thiago Soares, do Royal Ballet, ela se despediu no sábado (11/8) e falou sobre os 36 anos de carreira.

“É um grande coroamento destes 31 anos de apresentações em grandes espetáculos. Quis participar de um balé emblemático para que pudesse dar um bonito laço de fita. Encerro minha participação nas grandes produções do Municipal, mas isso não me impede de dançar aqui galas, solos, ou pas de deux. Não estou me aposentando”, disse a bailarina que destacou o carinho que sente pelo teatro que sempre a acolheu:

(Foto: Divulgação)

“O Municipal tem grande importância, ele foi a minha exposição para o mundo, daqui fui convidada para dançar em outras companhias, no Brasil e no exterior. Ele me deu projeção e sempre levarei seu nome”, afirmou.

Para Carla Camurati, diretora do Municipal, Ana Botafogo é e será sempre um grande ícone brasileiro: “Ela é muito importante para nós tanto como um ícone da dança como um símbolo dos corpos artísticos. Ela tem uma dramaticidade de gestos que é linda. Mas é bom lembrar: não vamos perdê-la dos palcos”, disse.

Baseado no poema Eugene Onegin do poeta russo Alexander Pushkin (1831), o Ballet Onegin foi criado por John Cranko e estreou em 13 de abril de 1965. No Municipal, Onegin entrou para o repertório em 2003.
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