Na Flipinha o sapo faz o público vibrar




A brisa fresca foi bem-vinda entre os espectadores que se aglomeravam na Tenda da Flipinha ao final da tarde do sábado, na hora do teatro. No palco, oito atores-dançarinos muito jovens, muito ágeis, e em incessante movimento entre pulos e corridas durante os 45 minutos de duração da peça infantil O Sapo e a Bromélia. Agora diante do público da Flip, eles repetiram o espetáculo que vêm apresentando há quatro meses em diversas localidades próximas a Paraty, e até mesmo em Ubatuba.

A Companhia Dançante Ato trabalha com recursos simples. No cenário, não mais que cinco painéis com motivos florais e um plástico azul, chacoalhado pelos atores para dar a impressão de um lago. Os diálogos são ancorados na gravação de fundo, em off, que estabelece a linha narrativa da história. De vez em quando, um breve jogo de luzes, projetadas dos pequenos spots no alto do poste ao centro da tenda, enfatiza esta ou aquela cena.

A trilha sonora dessa peça de autoria de Luís Perequê e Vanda Motta (também diretora do espetáculo) é eclética: vai desde a suave primeira gymnopédie de Eric Satie até a Carmina Burana de Carl Orff, passando por leve MPB (voz e violão) e a mais turbinada música de discoteca. A garotada vibra. No entardecer de Paraty, o destino do sapo é a única coisa que importa.
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