"Lente de Aumento": Impossível não rir

(Foto: Divulgação)

Se você busca por um espetáculo engraçado, descontraído, de qualidade e sem nenhum pudor, “Lente de Aumento”, de Leandro Hassum, é a sugestão. Quando eu pensei que já tinha visto de tudo do “cara de pau”, eis que surge um novo stand-up comedy, de cenário simples (mas tradutor) e recheado de histórias de tirar o ar de qualquer um de tanto rir. Quem passa pela porta do Teatro dos 4, no Shopping da Gávea, na Zona Sul do Rio, ouve risadas atrás de risadas, afinal, é impossível manter a seriedade durante as quase 1h30 de espetáculo. Um dos momentos altos é quando Leandro fala da sua família, principalmente da filha, Pietra, de 11 anos. As caretas são as melhores.

“Lente de Aumento” é uma peça que sem dúvida está em alta no Rio. Acompanhado de microfone, mesa e uma foto de seu amigo e companheiro de trabalho, Marcius Melhem, Leandro entra no palco com carisma e alegria contagiantes. É simplesmente impossível não rir ao se identificar com situações cotidianas pelas quais, dentro daquele teatro, percebemos que todos passamos pelas mesmas coisas.

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Animado, debochado e incrivelmente talentoso, Leandro se entrosa com a plateia escolhendo algumas “vítimas” para serem o motivo de uma nova piada improvisada. Aliás, se você é daqueles que não gosta de aparecer ou participar de um espetáculo, nem pense em chegar atrasado ou ir ao banheiro no meio da peça, e de preferência não fique nas primeiras fileiras. Não tem como escapar das piadas do comediante, principalmente se você mora em lugares como Bonsucesso, Inhaúma, São Gonçalo... (Sim, ele faz piada com bairros, mas você seria louco se levasse a sério).

O monólogo segue uma estrutura bem simples e tradicional, dividida em 5-6 blocos, sendo um deles dedicado a um convidado. Ao se ausentar por algum tempo, a plateia vira espectadora de outros atores do mesmo gênero, o que pode esfriar um pouco o clima, já que estes não têm o mesmo carisma nem talento de Leandro Hassum.

                                                                                               (Foto: Divulgação)

Os melhores blocos foram o da idade da demência (11 anos), em que Hassum contou situações da filha pra atacar o jeito sem-noção das pré-adolescentes, o das notícias inúteis (chove em Marte; o mal da webjet; etc.) e, como não poderia deixar de ser, o bloco em que ele fala sobre obesidade; nada mais apropriado. Todas essas histórias, contadas pelo talentoso Hassum garantiram os aplausos (apesar de nem todos de pé) no fim da noite.
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