"Espelho, espelho meu": O lado mau da linda mulher

Sete ladrões espadachins, uma princesa guerreira e uma rainha sarcástica. Acreditem, eu estou falando de Branca de Neve e os Sete Anões. Mas não do clássico dos irmãos Grimm, mas sim da (boa) adaptação cinematográfica do diretor Tarsem Singh (A Cela, Imortais) “Espelho, espelho meu” (Mirror, mirror), que estreou nas telonas brasileiras no dia 6 de abril. Diferente do conto de fadas original, a história se baseia não na doce princesa de pele branca e cabelos negros, mas sim na madrasta, interpretada com maestria pela eterna “linda mulher” Julia Roberts. A atriz mostra o seu lado mau e sarcástico, garantindo as melhores cenas de humor do longa. E alguém ainda duvida disso?


O longa começa com a rainha má, madrasta de Branca de Neve (Lily Collins), “matando” o pai dela e destruindo o reino. A heroína precisa, então, se unir a sete anões (Mark Povinelli, Jordan Prentice, Danny Woodburn, Sebastian Saraceno, Ronald Lee Clark, Martin Klebba e Joey Gnoffo) dispostos a brigar para reclamar os seus direitos. Armie Hammerfaz o príncipe e Sean Bean, o rei. Nathan Lane interpreta o servo da Rainha Má e Robert Emms, o acompanhante do príncipe, enquanto Mare Winningham faz Margaret.



No entanto, engana-se quem acha que vai encontrar os mimosos e infantis anões Zangado, Mestre, Dunga, Atchim, Dengoso, Feliz e Soneca. Aqui, eles ganham armaduras, pernas mecânicas e se transformam em ladrões a la Robin Hood com os nomes de Açougueiro, Lobo, Napoleão, Tampinha, Rango, Riso e Grim, este último uma evidente homenagem aos criadores do clássico mais antigo do mundo. Apesar do caráter duvidoso dos “gigantes”, os sete conseguem arrancar boas risadas da plateia.

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Porém, as alterações percebidas ao longo de “Espelho, espelho meu” em relação ao original não chegam a incomodar e, algumas delas, são extremamente bem inseridas. Dois bons exemplos são a proposta de trazer uma Branca de Neve mais guerreira, algo inusitado e bem inserido no contexto, e a passagem da maçã que resulta em um momento interessante devido ao encaixe no longa. Apesar da boa ideia, as cenas de ação não chegam a convencer, e quando isso acontece, é previsível.

A comédia sem dúvida é o ponto forte do longa de Tarsem Singh, muito mais pelo talento incomparável dos veteranos Julia Roberts e Nathan Lane do que pela história em si.
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Isso aí! Fiquei com vontade assistir!! depois posto se gostei!

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  2. Lindo Blog!!!!!!!!!!!!!! Bjks Conseguiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

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