'Roma' e 'Bohemian Rhapsody': da beleza à mediocridade

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Roma", Direção: Alfonso Cuáron (Foto: Carlos Somonte - Divulgação - Netflix)
Alfonso Cuarón é realmente um cineasta muito especial. Difícil imaginar alguém tão versátil, que numa mesma vida tenha realizado obras como "E Sua Mãe Também", "Gravidade", "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban" e "Filhos da Esperança". Todas tão diferentes entre si, mas ao mesmo tempo tão complementares. Se nas últimas, Cuarón se entregou ao seu lado fantasioso, agora em "Roma" ele busca a realidade, recorrendo à sua terra natal e suas memórias de infância. 
"Roma" é afinal de contas uma colagem entre lembranças e histórias, mas também de fragmentos dos dias atuais. Em cada segundo da expressiva fotografia em preto e branco, conseguimos ver momentos do passado e vislumbres do presente, sempre em reflexo com a construção da sociedade mexicana. Embora se perca pontualmente em alguns tangentes desnecessárias, o diretor (neste caso "Autor") se recupera ao encontrar no prosaico uma poesia sem igual, dando a seus personagens um desfecho merecido e que aquece o coração de qualquer pessoa com um mínimo de empatia.

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt6155172
- Distribuidora: Netfllix

"Bohemian Rhapsody", Direção: Bryan Singer (Foto: Divulgação - Fox Film do Brasil)
Olhando com cuidado a lista do Oscar, dá uma séria impressão que a Academia embutiu a moribunda (e péssima) ideia do "Melhor Filme Popular" na categoria principal da premiação. Ou então sucumbiu ao maior fenômeno de lobby de campanha da história de Hollywood. Afinal só mesmo condições adversas a méritos artísticos conseguiriam explicar a bizarrice que é "Bohemian Rhapsody" aparecer entre os indicados a "Melhor Filme". 
Embora tenha alguns pontos positivos, como a ótima recriação do Live Aid e as caracterizações dos membros da banda, o filme parece não conseguir escapar do mar de mediocridade que o roteiro o impõe. Sendo seu principal problema a dúvida se vai contar a história pessoal de Freddie Mercury ou do Queen como um todo, resultando numa narrativa confusa que não faz bem nem uma coisa, nem outra. Prejudicado ainda por uma montagem desordenada e diversas passadas de pano em momentos chaves, "Bohemian Rhapsody" soa como uma oportunidade desperdiçada, servindo no máximo como um karaokê barato. O Queen, por todo seu legado e contribuições para música moderna, merecia muito mais. 

Nota: 2/5 (Regular)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt1727824
- Distribuidora: Fox Film do Brasil

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

'Poderia Me Perdoar?': para ver Melissa McCarthy brilhar

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Poderia Me Perdoar?", Direção: Marielle Heller (Foto: Mary Cybulski - Divulgação - Fox Film do Brasil)
Assistir "Poderia Me Perdoar?" é presenciar uma construção de personagem impecável. O roteiro, assinado por Nicole Holofcener (de "À Procura do Amor") e Jeff Whitty (de "Shortbus"), se dedica a contar os dilemas de sua protagonista e explorar corretamente todos seus maiores defeitos, a transformando numa pessoa real e muito humana. Mas é na pele de Melissa McCarthy que a personagem ganha vida, através de uma performance completa, que se prende nos mínimos detalhes e em pequenos esforços. 

Em paralelo, o filme nos presenteia com a figura de Richard E. Grant, também em bela composição, que faz o contraponto perfeito à Lee de McCarthy. São justamente nas suas conversas verborrágicas e cheias de acidez que a narrativa se sustenta, ora ou outra até atrasando um pouco a trama para lhes garantir tempo de interação. 

O desfecho encontra um ponto de entendimento pessoal e coletivo mais do que apropriados, sem apelar para exageros ou maniqueísmos. Vemos a "heroína" como ela é: cheia de falhas e atitudes questionáveis, mas legitimamente autêntica. 

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt4595882
- Distribuidora: Fox Film do Brasil

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

'Green Book: O Guia': entre a omissão e a leveza

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Green Book: O Guia", Direção: Peter Farrelly (Foto: Universal Pictures e Diamond Films - Divulgação)
Não há mal algum em filmes "good-vibes", que apostam numa abordagem universal e inofensiva. "Green Book: O Guia" é exatamente isso, uma obra calculada para agradar a todos, sem maiores pretensões. Por trás da trama, um motorista racista que se vê empregado por um pianista negro, o roteiro até acha espaço para alguns debates sociais, mas parece não se preocupar muito em aprofundá-los.

O foco dos roteiristas, Nick Vallelonga, Brian Currie e Peter Farrelly (que também dirige), é mesmo a relação entre os dois personagens principais, indo da inicial indiferença (quase desprezo) até a esperada redenção. E não, não tem nenhum spoiler aqui: qualquer um que já tenha visto meia dúzia de filmes sobre amizades improváveis, sabe muito bem o que vai acontecer com menos de 20 minutos de projeção. 

(Foto: Universal Pictures e Diamond Films - Divulgação)
Não que a previsibilidade tire o brilho do resultado final. A graça de um projeto como este é justamente se concentrar nos elementos que constroem a fundação da inesperada amizade. E neste ponto "Green Book" não decepciona: Viggo Mortensen e Mahershala Ali protagonizam alguns momentos maravilhosos, na medida certa entre o realismo e a caricatura. Vê-los conversar, cada um com seus absurdos, é um prazer enorme, ainda que a trama em si dê certas fraquejadas. 

Farrelly parece dedicado em seguir um outro guia: o de "Como garantir uma indicação ao Oscar", cujas principais leis são "NÃO DESAGRADE NINGUÉM" e "NÃO EXIJA MUITO DOS VOTANTES". Afinal, mesmo abordando uma época de seríssimas lutas raciais, o diretor opta por tangenciar o tema, sem abrir brechas para o produto soar panfletário ou muito pesado (lembram da lei de não desagradar ninguém?). Há quem ache isso bom, há quem ache ruim. Esta talvez seja a maior diferença com o colega de categoria "Infiltrado na Klan". Onde "Green Book" se omite e revela timidez, Spike Lee investiga com classe e ferocidade, sem perder a eficiência narrativa. Mas novamente, não tem nada de errado com um filme leve e acessível. Vamos ver quem a Academia vai preferir este ano.

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt6966692
- Distribuição: Diamond Films

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

'A Favorita': cinismo, estranhamento e paródia no século 18

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"A Favorita", Direção: Yorgos Lanthimos (Foto: Divulgação - Fox Film do Brasil)
Parece que Yorgos Lanthimos caiu de vez no gosto de Hollywood. Em seu terceiro projeto filmado em inglês, o diretor grego abandona um pouco as fantasias surreais, por vezes macabras, de "O Lagosta" e "O Sacrifício do Cervo Sagrado" para investir num universo cínico que parodia a corte inglesa do século 18.

A incursão é muito bem-vinda, o que constatamos num filme ágil, ácido e bastante divertido. "A Favorita" se concentra na relação entre três mulheres, seus interesses e o que move cada uma delas em direção a outra. As três (Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone) são a força motriz da ação, não à toa conseguiram uma raríssima tripla indicação ao Oscar nas categorias de atuação. A lembrança é mais que merecida, especialmente para Colman, que surpreende na composição da inocente e explosiva Rainha Anne.

(Foto: Divulgação - Fox Film do Brasil)
Yorgos Lanthimos filma com alguns de seus maneirismos habituais, mas sempre os utilizando em favor da narrativa. As rápidas panorâmicas de um personagem para outro ressaltam a comicidade sem soar exageradas, assim como as constantes lentes grande angulares revelam sem pudor alguns dos belos cenários criados por Fiona Crombie e Alice Felton (também indicadas ao Oscar). Em paralelo, a trilha incômoda e pouco usual ajuda a completar o clima de estranhamento que permeia o filme como um todo.

O roteiro, por sua vez, é também um ponto alto, com algumas falas absolutamente deliciosas de se escutar. As personagens são desenvolvidas e complexas, sem jamais cair em simplificações baratas de bem ou mal. Entendemos suas motivações e personalidades, assim como seus defeitos. O que nos deixa em perfeita condição de escolher a nossa própria favorita. Não que seja fácil, pois são três protagonistas maravilhosas que só mesmo um grande filme consegue entregar.

Nota: 5/5 (Excelente)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt5083738
- Distribuidora: Fox Film do Brasil

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

Teatro: Espetáculo 'Ponte Golden Gate' reestreia no Rio após sucesso em 2017

Por João Guerra

Cena do espetáculo "Ponte Golden Gate" - Thaís Belchior, Léo Bahia e Mariana Cerrone
(Foto: Divulgação/ Flávio Dantas)

 Depois da temporada no Teatro Ipanema em 2017, a peça "PONTE GOLDEN GATE" volta à cena carioca, agora no Teatro dos 4, onde fica durante o mês de janeiro. O texto é do ator Igor Cosso, e a direção de Wendell Bendelack (“Surto”). O conta com atores e atrizes em alta cena teatral e tem também a presenção do ator Leo Bahia que atualmente está no ar na novela “O Tempo Não Para” sucesso de audiência da TV Globo. Dentre eles temos: Thais Belchior, João Vitor Silva (“Verdades Secretas” e Rock Story”), Mariana Cerrone, Hamilton Dias e o próprio autor Igor Cosso integra o elenco.

O mote para a criação da peça veio do filme A PONTE (The Bridge), do americano Eric Steel,que deixou câmeras em vários ângulos, por um período de quase um ano, voltadas para a ponte Golden Gate, em São Francisco, USA - lugar conhecido como a Meca dos suicídios, pelo alto índice de suicídios. Entre os relatos dos parentes das vítimas e até de sobreviventes, apresentados no filme, Igor Cosso enxergou um viés de absurdoe um potencial cômicoque o inspiraram a escrever o texto – uma tragicomédia que fala da falta de respostas para os enigmas da nossa existência.

"Eu vou morrer. Você também. E seus pais. Seus amores. Todo mundo vai morrer um dia. Tem gente que é de repente. Tem gente que a saúde prepara. E tem gente que escolhe. Sempre que temos que lidar com a morte, inevitavelmente refletimos sobre a vida. Tem perguntas que não tem respostas. Mas o que nos resta se não buscá-las? A gente tá ferrado. Só nos resta rir de nós mesmos. A vida é um absurdo! Tanto quanto a Golden Gate Bridge em São Francisco ter se tornado o maior point de suicidas do mundo. Inspirado pelo documentário "The Bridge" do diretor Eric Steel, minha curiosidade extrema pelo desconhecido e minha paixão pelo humor "no sense", surgiu o texto PONTE GOLDEN GATE.",revela Igor Cosso.

Inicialmente criada como um esquete para festivais, PONTE GOLDEN GATE é agora uma peça pronta, com novos personagens e aprofundamento das reflexões. O então esquete foi consagrado nos festivais FESTU RIO e FESQ CABO FRIO, ganhando os prêmios de MELHOR TEXTO (entre mais de 120 textos no Festu), MELHOR ATRIZ (Mariana Cerrone) e MELHOR CENÁRIO, e estimulando Igor Cosso a desenvolver a história.

SINOPSE
Seis brasileiros em excursão a São Francisco são atraídos por diferentes razões para a famosa ponte Golden Gate. Alguns deles estão vivendo situações limite, outros descobrirão acontecimentos que mudarão suas vidas. Leo (João Vitor Silva) não dorme há dias com um zumbido em sua cabeça. A baiana Janete (Mariana Cerrone) não suporta a ideia de que um dia as pessoas que ama vão morrer. Suzana (Thais Belchior) e Geraldo (Hamilton Dias) estão na lua de mel dos sonhos, até que uma revelação muda os rumos da viagem. Rael (Igor Cosso) revela um segredo terrível para seu namorado Beto (Leo Bahia).

Todos buscam respostas para a mesma pergunta: qual o sentido da vida? Sem saber para onde ir ou o que fazer, a ponte passa a representar uma possibilidade real de saída.

A MONTAGEM
O cenário de Marcella Rica utiliza-se de cinco escadas dobráveis em tamanhos diferentes, que fazem as vezes da ponte. Nelas se equilibram os atores, explorando instabilidade e altura num jogo com seus corpos.

FICHA TÉCNICA
Texto: Igor Cosso
Direção: Wendell Bendelack

Elenco / Personagem:
Igor Cosso / Rael
Leo Bahia / Beto
Thais Belchior / Suzana
Mariana Cerrone / Janete
João Vitor Silva / Leo
Hamilton Dias / Geraldo

Cenário: Marcella Rica
Figurino: Maria Thereza Macedo
Iluminação: Frederico Eça
Trilha Sonora: Flávia Belchior
Foto Cartaz: Vinicius Mochizuki
Foto Divulgação: Flávio Dantas
Design Gráfico: Andrea Barcelos e Thais Muller
Produção: Inverso Produções Artísticas e Igor Cosso
Assistente de Produção: Thais Belchior e Gabriel Ferri
Assessoria De Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

SERVIÇO:
Teatro dos 4
Shopping da Gávea R. Marquês de São Vicente, 52/2º piso – Gávea/RJ - 
Telefone: (21) 2239-1095
Horário: sempre às 5ªs, às 21h / Duração: 55 minutos
Lotação da Casa: 402 lugares
Gênero: Tragicomédia
Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia)
Funcionamento Bilheteria: 2ª e 3ª das 14h às 20h, 4ª a domingo das 14h
Compra Online: www.ingressorapido.com.br/
Classificação: 16 anos / Em cartaz: até 31 de Janeiro

'Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald': chegou!

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald", Direção: David Yates (Foto: Divulgação - Warner Bros)
"Animais Fantásticos e Onde Habitam" deu certo. O filme que tinha a missão de manter vivo o legado de Harry Potter funcionou, encantou o público, agradou a crítica, ganhou Oscar e fez sucesso o suficiente para se manter vivo pelos próximos 10 anos. A grande dúvida em torno da continuação era justamente saber se ela teria condições de estabelecer uma franquia própria, ou viria a ser lembrada como uma mera sombra da saga literária original. 

A beleza do longa anterior era dosar bem essas necessidades artísticas e comerciais: ao mesmo tempo que reconhecíamos aquele universo, também estávamos sendo apresentados a diversos novos personagens e conceitos. Por maior que fosse seu caráter introdutório, coisa que desagradou muita gente, o roteiro tinha elementos o bastante para criar uma identidade particular, longe do menino que sobreviveu.

Agora, em "Os Crimes de Grindelwald", a situação começa a se inverter. A autora, roteirista e chefona J.K. Rowling parece cada vez mais interessada em construir sua mega franquia, conectando pontos e preenchendo lacunas que talvez não precisassem ser preenchidas. Seu roteiro soa como uma tentativa de abandonar a ideia dos 'animais fantásticos', em prol de uma prequel oficial de "A Pedra Filosofal". O que faz comprovar que o primeiro filme é praticamente dispensável e o segundo enrola demais, a ponto de nem ter conseguido colocar a nova trama nos eixos.

(Foto: Divulgação - Warner Bros)
Importante dizer que isso não faz "Os Crimes de Grindelwald" necessariamente ruim. Pelo contrário, ainda é um produto gostoso de consumir, com uma montagem dinâmica e texto bem amarrado. O design de produção e os figurinos continuam a deslumbrar com a imaginação do mundo bruxo do início do século, desta vez focando em Paris e Londres. Os efeitos visuais deram um belo salto, valorizando por completo as capacidades do cinema IMAX, o que gerou um resultado magnífico nas telas grandes, muito melhor que qualquer outro Harry Potter.

Em paralelo, os personagens ganham novos instantes para se desenvolverem, em especial o protagonista. Eddie Redmayne reforça o acerto que foi sua escalação como Newt, um sujeito de poucas palavras e sorrisos envergonhados que ganha naturalidade com o jeito abobalhado e etéreo do ator. O mesmo pode ser dito de Katherine Waterston e Dan Fogler, que retornam para Tina e Jacob, aproveitando as oportunidades para mostrar lados desconhecidos dos dois: ela com um novo ar de autoridade e ele através de suas falas de lucidez no meio dos alívios cômicos. Por fim, não tem como não mencionar Jude Law, que transmite uma jovialidade meio anárquica à Dumbledore, mas também nos remete ao professor sábio e idoso que tanto amamos através do rosto sempre gentil e voz quase cedendo à rouquidão. 

Portanto, não é exatamente no que foi apresentado que residem os problemas. As grandes questões da franquia no momento giram em torno da demora da mesma engatar e do cheiro preocupante de retcon. Mesmo após dois longas, a impressão é que só agora a história vai começar. E pior, escolheu trilhar um perigoso caminho, onde flerta com a ideia de que tudo está conectado. Daí para cair na correção de continuidade e fazer bobagem no cânone tão certinho dos livros originais é um pulo. Tento ter a esperança de que J.K. não fará isso com a própria obra, mas os indícios de "Os Crimes de Grindelwald" não são os melhores. Claro que, enquanto os próximos capítulos não chegam, cabe a nós curtir a volta deste universo tão delicioso. Não vou negar que ver Hogwarts, mesmo depois de todo esse tempo, ainda é uma enorme alegria.

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt4123430
- Distribuidora: Warner Bros

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com