Sessão Streaming #2: 'Wild Wild Country', a surreal série da Netflix

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

Wild Wild Country (idem, EUA, 2018), direção: Maclain e Chapman Way, disponível no Netflix
(Foto: propriedade da Netflix)
Em certo momento de "Wild Wild Country" um personagem diz que se um dia alguém escrever um livro sobre esta história, todo mundo vai achar que é ficção. A afirmação não poderia estar mais correta. Toda a trama envolvendo o guru indiano Bhagwan Shree Rajneesh e seu esforço para criar uma cidade independente em pleno estado do Oregon nos Estados Unidos é tão fascinante quanto inacreditável. 
A série documental, dividida em seis ótimos episódios, percorre o início da ascensão até os minutos finais da vida do guru e sua comunidade alternativa. Os irmãos Way, diretores do projeto, conseguem a proeza de ouvir todos os lados com igual respeito, sem jamais pintar nenhum deles como heróis ou vilões. A narrativa é construída de forma elegante, mesclando os depoimentos atuais, com imagens de arquivo e, claro, as magníficas reportagens da época. Se tem uma coisa que não faltou ao grotesco Bhagwan e seus seguidores foi a disposição para criar polêmicas, seja por bem ou por mal. Então não é de se estranhar o gigantesco interesse que a imprensa americana teve, o que gerou inúmeras horas de material filmado, um mais interessante que o outro.
Não é por acaso que após o final da série, eu ainda me peguei pesquisando na internet para ver se era tudo verdade. O caso é tão pitoresco e impressionante que até o último segundo ainda acreditava que poderia muito bem ser o mockumentary mais bem feito da história. Mas não: "Wild Wild Country" é totalmente verdade. Um acontecimento bizarro e surreal como só a vida pode ser. Nota: 4/5 (Muito Bom)

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

Sessão Streaming #1: 'Aniquilação', volta de Alex Garland, no Netflix

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

Aniquilação (Annihilation, EUA, 2018), direção: Alex Garland, disponível no Netflix
(Foto: Peter Mountain - Propriedade: Paramount Pictures)
Começamos hoje uma nova série aqui no Contracenarte: Sessão Streaming, dedicada ao que tem de melhor nos serviços de streaming disponíveis no Brasil. Periodicamente vamos vasculhar os acervos da Netflix, Amazon Prime, HBO GO e suas concorrentes para trazer dicas de filmes, seriados e especiais que valem a pena serem vistos. 
Para nossa sessão de abertura, o escolhido é o surpreendente e instigante "Aniquilação". Filme dirigido por Alex Garland, com ninguém menos que Natalie Portman no elenco. Pra quem gosta de uma boa ficção científica das antigas, esta aqui é pra você. Embora não tenha grandes efeitos visuais, o que sustenta o projeto é seu texto intenso e enigmático que nos prende do início ao fim. Garland, que já havia realizado o maravilhoso "Ex-Machina", retoma ao universo sci-fi sem economizar em reflexões e conceitos complexos. Diferente do que o cinema contemporâneo tende a fazer, "Aniquilação" não entrega respostas fáceis e se quer se preocupa em procurá-las. A experiência é toda feita para colocar o espectador pra pensar e encontrar suas próprias conclusões. Isso por si só, já merece nossos aplausos. Recomendo até uma trilogia temática: depois deste filme, busquem "A Chegada" e "Contato". Pois é, de nada! Nota: 4/5 (Muito Bom)

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

Pearl Jam faz show memorável para 50 mil fãs no Maracanã


Por Emanuelle Valles

Pearl Jam cantou para 50 mil pessoas no Maracançã (Foto: Marcos Ferreira/Divulgação)

Numa noite memorável, a banda americana de grunge Pearl Jam lavou a alma dos fãs que encheram o Maracanã, no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (21). Segundo a organização do show, 50 mil pessoas conferiram de perto a apresentação da turnê Live 2018. Eddie Vedder conduziu com maestria e simpatia a noite, começando com “Release”, seguido por "Low light" e ”Elderly woman behind the counter in a small town”.

Na quinta música, Vedder conversou com a plateia em português: "Uma garrafa grande para um grande show", disse ele, enquanto segurava uma garrafa de vinho. "Estamos felizes por voltarmos ao Maracanã. Sentimos saudades. Adoramos o Brasil e também adoramos tocar para vocês”. Seguia ele enquanto o Maracanã vibrava com o papo informal e sincero.

(Foto: Marcos Ferreira/Divulgação)

Ponto alto
Um dos pontos altos da noite foi com o super hit “Jeremy”, onde o nosso headband desce para cantar mais próximo da platéia e é ovacionado. A canção retrata a tragédia do adolescente Jeremy Wade Delle, que aos 15 anos de idade cometeu suicídio dentro da sala de aula e em frente aos seus colegas de escola, em 8 de janeiro de 1991. Eddie quando leu sobre o ocorrido, decidiu escrever a canção e esta se tornaria uma das mais famosas músicas da banda.

Outro momento marcante foi a homenagem à banda Red Hot Chilli Peppers, com “Wishlist”. Ainda teríamos um pouco depois a presença de Chad Smith, baterista da banda para uma participação na canção "Can't deny me” que fará parte do novo álbum de Pearl Jam, que será lançado ainda este ano. A letra traz uma dura crítica ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Não é bom ter um líder ruim. O povo deve ser o líder”, diz Eddie antes de colocar uma máscara do presidente.

(Foto: Marcos Ferreira/Divulgação)

Na segunda parte do show tivemos o agradecimento da banda pelo bom comportamento da platéia e pela ausência de brigas. Este emblemático agradecimento se deve à tragédia vivida pela banda em 30 de junho de 2000, onde nove pessoas morreram esmagadas durante o show do Pearl Jam no Festival de Roskilde, na Dinamarca.

Emoção
E finalmente, após mais de 2h de show, temos “Black” e a emoção tomou conta do lugar. Em seus versos, a canção fala do lamento de um homem que perdeu a mulher que amava e a platéia acompanhou em coro e em choro: "I know someday you'll have a beautiful life /I know you'll be a star / In somebody else's sky / But why can't it be mine?".

Vedder voltou a conversar com o público e foi direto com as mulheres: "A próxima canção é para todas as mulheres fortes de nossas vidas. Mães, filhas, irmãs e namoradas. Só os homens fracos não apoiam as mulheres. Esta música é para os homens que são fortes o bastante e que ajudam na luta pela igualdade". E entra com "Living here", canção da banda The Who. Ainda tivemos o hino "Rockin' in the free world", de Neil Young e "Yellow ledbetter" encerrando a apresentação de ontem.

(Foto: Marcos Ferreira/Divulgação)

Sem dúvidas, para quem foi esta noite foi memorável, inesquecível, inebriante. Para quem não pôde e ficou com ainda mais vontade, a banda se apresentará neste final de semana, dia 24, no festival Lollapalloza, em São Paulo. 

Katy Perry presta homenagem a Marielle Franco em show no Rio

Por Rodrigo Vianna

Katy Perry recebe família de Marielle Franco no palco (Foto: Rodrigo Vianna/Arquivo Pessoal)

Emocionante. Não há outra palavra para descrever o show da cantora Katy Perry, na noite de domingo (18), na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. O momento alto da apresentação foi durante “Unconditionally”. A cantora homenageou a vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros junto com o motorista Anderson Gomes na semana passada, no Rio. Uma foto de Marielle foi projetada em um telão e a artista americana recebeu a irmã de Marielle, Anielle Franco, e sua filha, Luyara Franco, no palco.

ASSISTA ABAIXO O MOMENTO DA HOMENAGEM A MARIELLE FRANCO


A música veio em um bloco do espetáculo chamado “Introspective”, de músicas mais tristes e reflexivas. Após abraçá-las, Katy ficou entre as duas e pediu um momento de silêncio para homenagear a parlamentar. No fim, a irmã da vereadora, Anielle Franco, gritou “Marielle presente”, e “Anderson Presente”, sendo correspondida pela plateia: “Não importa de onde você vem, se das favelas ou das partes ricas da cidade, não importa quem você é, quem você ama ou a cor da sua pele. Esta música é para você, sobre amor incondicional”, disse a cantora.

O show
Katy Perry encerrou no Rio a passagem da “Witness Tour” pelo Brasil. Ela já havia se apresentado em Porto Alegre e em São Paulo. Com pouco mais de meia hora de atraso, a cantora subiu ao palco com “Witness”, para a alegria dos fãs.  Vestida com macacão vermelho, ela esbanjou simpatia e mostrou porque é considerada uma das artistas mais carismáticas do mundo pop.

Diferente do que aconteceu em São Paulo, o Rio não contou com a participação da cantora Gretchen em “Swish Swish”, mas nem por isso a apresentação deixou de ser uma das mais animadas. Katy Perry usou e abusou das cores, dos efeitos especiais e da mega estrutura do palco para fazer desde o seu melhor show. “Roar” e “Firework” fecharam a noite. Esta última, com a cantora sobre uma grande mão inflável, emocionando a plateia e deixando um gostinho de quero mais. Ela já avisou: vai voltar. Nós já estamos ansiosos!

Turnê
Após realizar diversas apresentações pelos Estados Unidos, com aplausos entusiasmados da crítica e inúmeros shows adicionados devido à enorme procura por ingressos, Katy Perry chegou com a Witness: THE TOUR à America do Sul e ao Brasil. Este anúncio vem logo após a cantora ter incluído novas datas da turnê no México, Reino Unido e Europa a partir de maio de 2018 e datas na Austrália e na Nova Zelândia a partir de julho de 2018.  A cantora e compositora americana Bebe Rexha foi a convidada especial para todos os shows no Brasil.


Com Witness, Katy encontra a libertação, através das mudanças em sua própria vida e no mundo que a cerca, trazendo canções que conduzem à reflexão e, ao mesmo tempo, são dançantes. Os singles lançados até hoje – o já certificado com platina “Chained to the Rhythm”, com participação de Skip Marley, “Bon Appétit”, com participação do trio de rappers Migos, e “Swish Swish”, com participação de Nicki Minaj, – dão indícios dos elementos temáticos e musicais encontrados em Witness.

Witness: The Tour foi concebida como uma viagem imaginativa do espaço exterior a nosso espaço interior, dos planetas do espaço sideral ao fundo de nossos oceanos. É uma jornada musical através das maiores conquistas e mega-hits da cantora até o seu álbum mais recente. O palco foi desenhado dramaticamente de forma a não existirem lugares ruins para se assistir ao show, quando Katy traz sua banda e seus dançarinos junto com seus sinos e apitos.

Witness: The Tour é a primeira turnê de Katy desde a Prismatic World Tour, concluída em 2015, que teve 151 datas com ingressos esgotados e foi exaltada pela Rolling Stone como “um show para mexer com os olhos e a mente”. Patrocinadores incluem COVERGIRL e KATY PERRY PARFUMS. A turnê brasileira de Katy Perry faz parte da plataforma Live Music Rocks.

[nome do espetáculo] é consagrado no Prêmio do Humor 2018

Por Rodrigo Vianna

Elenco e equipe de [nome do espetáculo] recebe prêmio de Melhor Peça (Foto: Eny Miranda/Divulgação)

O musical [nome do espetáculo] foi o grande vencedor da segunda edição do Prêmio do Humor, que aconteceu na noite de terça-feira (13), no Jockey Club, no Rio de Janeiro. Dirigido por Tauã Delmiro e idealizado por Caio Scot e Junio Duarte, [nome do espetáculo] levou os prêmios de Melhor Peça e Categoria Especial, pela versão brasileira do texto e das canções. A atriz Ingrid Klug comemorou nas redes sociais:

“Gente, ainda estou em êxtase com nossos dois prêmios ontem. Só a gente sabe a quantidade de trabalho que houve pro [nome do espetáculo] acontecer. Amigos, vocês são puro talento, dedicação e generosidade. Estou explodindo de orgulho. Mesmo! Parabeeeeeenssssssss”, disse ela.

Atriz Ingrid Klug (Foto: Reprodução/Instagram)

Idealizado e apresentado por Fábio Porchat, o Prêmio do Humor 2018 homenageou o comediante Agildo Ribeiro, de 85 anos, que recebeu seu prêmio das mãos de Marcos Veras e Lúcio Mauro Filho. O júri consagrou, ainda, o espetáculo "A produtora e a gaivota", de Jefferson Schroeder, com dois prêmios, de melhor texto e de melhor performance.

O diretor de “A produtora e a gaivota”, João Fonseca, também usou as redes sociais para comemorar: “Obrigado São Judas 92 - ele ganhou!!! Melhor texto e melhor ator no prêmio de humor! Feliz demais!”, disse ele.

Ator Jefferson Schroeder (Foto: Reprodução/Instagram)

O Prêmio do Humor é a única premiação de teatro em que somente espetáculos de comédia concorrem. O valor bruto do prêmio é de R$ 5 mil para cada um dos premiados. O júri do prêmio foi formado por Antonio Tabet, Aloisio de Abreu, Bemvindo Sequeira, Sura Berditchevsky e Rafael Teixeira. 

Entre os convidados da noite estavam nomes como como Thalita Carauta, Otávio Muller, Marcius Melhem, Jane di Castro, Isabelita dos Patins, Berta Loran, Agildo Ribeiro e Gregório Duvivier.

Confira abaixo a lista dos vencedores:

Melhor Peça

"[nome do espetáculo]"

Melhor Texto

Jefferson Schroeder, por "A produtora e a gaivota"

Melhor Direção

Chico Pelúcio, por "Pagliacci"

Melhor Performance

Jefferson Schroeder, por "A produtora e a gaivota"

Categoria Especial

Caio Scot, Junio Duarte, Carol Berres, Luísa Vianna e Tauã Delmiro, pela versão brasileira do texto e das canções de "[nome do espetáculo]"

Fãs da Katy Perry vão contar com operação especial do metrô Rio


Com o objetivo de oferecer comodidade, segurança e rapidez aos seus clientes, o MetrôRio fará uma operação especial, neste domingo (18), para atender aos fãs da cantora Katy Perry, que vai se apresentar a partir das 20h45m na Praça da Apoteose. Para a volta do evento, a Concessionária estenderá o horário de embarque de passageiros, na estação Praça Onze, por uma hora após do término do show. As demais estações ficarão abertas apenas para desembarque. 

Além disso, o MetrôRio também colocará trens extras para a ida e volta do evento.

As linhas de extensão do Metrô Na Superfície (Botafogo-Gávea e Antero de Quental-Gávea) funcionarão até a chegada do último trem. A Concessionária recomenda a compra com antecedência dos cartões de ida e volta, para facilitar a entrada no sistema, e indica o aplicativo MetrôFácil, para que os usuários planejem a viagem, acompanhando localização e tempo estimado da chegada dos trens.

O show
Após realizar diversas apresentações pelos Estados Unidos, com aplausos entusiasmados da crítica e inúmeros shows adicionados devido à enorme procura por ingressos, Katy Perry chega com a Witness: THE TOUR à America do Sul e ao Brasil. Katy Perry se apresentará no dia 14 de março na Arena Grêmio, em Porto Alegre; no dia 17 em São Paulo, no Allianz Parque; e no dia 18 no Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose.

Este anúncio vem logo após a cantora ter incluído novas datas da turnê no México, Reino Unido e Europa a partir de maio de 2018 e datas na Austrália e na Nova Zelândia a partir de julho de 2018.  A cantora e compositora americana Bebe Rexha é a convidada especial para todos os shows no Brasil.


Com Witness, Katy encontra a libertação, através das mudanças em sua própria vida e no mundo que a cerca, trazendo canções que conduzem à reflexão e, ao mesmo tempo, são dançantes. Os singles lançados até hoje – o já certificado com platina “Chained to the Rhythm”, com participação de Skip Marley, “Bon Appétit”, com participação do trio de rappers Migos, e “Swish Swish”, com participação de Nicki Minaj, – dão indícios dos elementos temáticos e musicais encontrados em Witness.

Witness: The Tour foi concebida como uma viagem imaginativa do espaço exterior a nosso espaço interior, dos planetas do espaço sideral ao fundo de nossos oceanos. É uma jornada musical através das maiores conquistas e mega-hits da cantora até o seu álbum mais recente. O palco foi desenhado dramaticamente de forma a não existirem lugares ruins para se assistir ao show, quando Katy traz sua banda e seus dançarinos junto com seus sinos e apitos.

Witness: The Tour é a primeira turnê de Katy desde a Prismatic World Tour, concluída em 2015, que teve 151 datas com ingressos esgotados e foi exaltada pela Rolling Stone como “um show para mexer com os olhos e a mente”. Patrocinadores incluem COVERGIRL e KATY PERRY PARFUMS. A turnê brasileira de Katy Perry faz parte da plataforma Live Music Rocks.

Serviço

Witness: The Tour

DATA: 18 de março
LOCAL: Praça da Apoteose (R. Marquês de Sapucaí, 36 - Santo Cristo, Rio de Janeiro)
HORÁRIO: 20h45
CLASSIFICAÇÃO:  16 anos. Menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou responsável legal.