'Guardiões da Galáxia Vol. 2': para vibrar e se divertir com os amigos

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Guardiões da Galáxia Vol. 2", Direção: James Gunn (Foto: Disney/Divulgação)
Sabe aquela aparição que te leva aos berros? Sabe aquele momento em que seu grupo de amigos gargalham em perfeito uníssono? Ou sabe aquela cena de ação que inspira aplausos entusiasmados e quase te leva às lágrimas? Então, está tudo presente em "Guardiões da Galáxia Vol.2", filme que eleva à 10º potência a galhorfa e irreverência do Universo Marvel, sem a menor vergonha de soar ridículo ou de sua própria farofagem.

James Gunn é mesmo um sujeito iluminado. Seu tiro certeiro no primeiro "Guardiões" deve ter se tornado um dos maiores cases de sucesso dentro de Hollywood. Uma produção arriscada, de subgênero quase extinto, com meia dúzia de personagens irrelevantes, que se tornou fenômeno de público e crítica, a ponto de criar toda uma linha de spin-offs em outras mídias e toneladas de merchandising. A prova do prestígio que o cineasta adquiriu está por todo esse "Vol. 2", um filme que tá pouco se preocupando em se levar a sério ou com qualquer outra coisa. O propósito é a diversão, a zueira, o cinema de referências.

Consigo imaginar Gunn gritando "Ação" e ao mesmo tempo que a luz vermelha da câmera acendia, uma placa de LED escrita "FOD...-SE" começava a piscar. Como um lembrete de que "Guardiões" não presta contas para ninguém, a não ser pra si mesmo e seus fãs. O tipo de filme que consegue juntar sob os mesmos 136 minutos um tremendo herói de ação, uma criatura fofinha, uma personagem feminina forte e Sylvester Stallone. Quer entendimento maior sobre a cultura pop contemporânea do que esse? Não existe. 

(Foto: Disney/Divulgação)
De quebra, o diretor e roteirista ainda dá um show em sua dupla função. Olhem como Gunn reapresenta seus personagens: um plano longo de abertura, em que não só subverte as expectativas levantadas pelos trailers, como tira graça da situação, revive a memória do primeiro filme e ainda consegue estabelecer a lógica espacial da ação, embora a mesma não esteja em foco. Caramba, quantas vezes vemos uma sequência tão elaborada, tão econômica e com tantas funções como essa? Raríssimo! 

Fica como crítica negativa, só a insistência inexplicável de Gunn nas teclas dos conceitos de família e amor. Para um projeto que constantemente aposta em humor espalhafatoso e desenvolvimento inteligente de seus personagens, me parece um desperdício dedicar tanto tempo repetindo e repetindo os conflitos "familiares" dentro do grupo. A lógica de família já estava estabelecida, desde o primeiro filme para falar a verdade. Praticamente tudo que é falado de forma explicita, estava mais do que claro através da observação. 

Mas também não dá para chamar isso exatamente de um erro. É uma decisão consciente de James Gunn, que afinal de contas sabe muito bem o que está fazendo. O custo existe, mas de forma alguma atrapalha o resultado final. "Guardiões da Galáxia Vol. 2" é um ode ao entretenimento inteligente, que saber divertir e distrair, sem perder o foco na boa narrativa. E mais do que isso, é aquele tipo de acontecimento midiático que junta os amigos, fortalece laços e arranca sorrisos como poucos conseguem fazer. Escolhe uma sessão bem cheia, num cinema enorme, vá de galera e se deixe levar. Daqui a 10 anos, quando fechar os olhos e pensar nesse dia, você ainda vai lembrar da sua alegria.

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt3896198
- Distribuidora: Disney
- I am Groot

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

‘O Que Terá Acontecido a Baby Jane?’ estreia no Theatro Net Rio

 Eva Wilma e Nathalia Timberg estrelam O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (Foto: Leo Ladeira/Divulgação)

O clássico “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?”, com Eva Wilma e Nathalia Timberg, estreia nesta sexta-feira (21), no Theatro Net Rio, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A montagem tem direção da dupla Charles Möeller & Claudio Botelho, que pela primeira vez assina um espetáculo que não é musical. Eva e Nathalia interpretam as irmãs Jane e Blanche Hudson, lendárias personagens vividas por Bette Davis e Joan Crawford no cinema.

Após ser uma estrela mirim do teatro de vaudeville, Jane Hudson (Eva Wilma) precisou lidar com a decadência de seu prestígio e o posterior sucesso de sua irmã, Blanche (Nathalia Timberg), que se transformou em uma estrela do cinema hollywoodiano. Após um trágico e misterioso acidente que encerrou definitivamente a carreira de ambas, elas se encontram confinadas – e abandonadas – em uma mansão, onde dividem um cotidiano recheado de mágoas e ressentimentos.

É o cenário perfeito para o embate entre as irmãs e para uma vingança perversa de Jane, que passara boa parte da vida renegada ao papel de coadjuvante nos filmes da irmã. Disposta a voltar aos palcos, Jane tenta retomar o personagem da infância, passando por cima de tudo para atingir o seu objetivo. ‘Além da rivalidade entre as irmãs e todas as questões que passam por este tema, ‘Baby Jane’ também é sobre o embate entre o teatro de vaudeville e o cinema. A convivência entre os gêneros durou até o cinema se tornar falado, o que levou ao fim do vaudeville’, analisa Charles.

(Foto: Leo Ladeira/Divulgação)

A adaptação teatral embaralha os acontecimentos da vida das irmãs e mistura passado, presente e fantasia em cena. Jane e Blanche serão vividas pelas crianças Sophia Valverde/Alessandra Martins e Duda Matte/Ágatha Félix e também por Juliana Rolim e Karen Junqueira, na juventude. ‘Os tempos são sobrepostos, como na construção dramatúrgica de Nelson Rodrigues em ‘Vestido de Noiva’. A atmosfera é também rodrigueana, mas existe uma inspiração no universo de Tennessee Williams’, completa o diretor.

Mais de cinco décadas após o lançamento cinematográfico, o mítico longa-metragem O Que Terá Acontecido a Baby Jane? ganhou sua primeira versão teatral. Para completar, a montagem traz o encontro inédito nos palcos das duas atrizes com quase seis décadas de trajetórias marcantes no Teatro Brasileiro.

Traumas, ressentimentos, solidão e loucura
A fama de O Que Terá Acontecido a Baby Jane? rendeu incontáveis histórias e polêmicas de bastidores, que ultrapassaram décadas. Inimigas na vida real, Bette Davis e Joan Crawford protagonizaram uma série de desentendimentos no set, o que ajudou a aquecer ainda mais o clima de rivalidade entre as personagens. Pela primeira vez, as atrizes experimentavam um gênero novo, algo entre o terror psicológico e o suspense, em uma trama repleta de viradas e cenas emblemáticas.

Por algumas questões burocráticas, a adaptação teatral do filme nunca foi adiante. Apaixonados pelo longa-metragem, Charles Möeller & Claudio Botelho tinham um desejo antigo de encenar a história e foram surpreendidos com a notícia de que finalmente a transposição para o palco tinha acabado de ficar pronta. O próprio Henry Farrell, autor do romance original que deu origem ao filme, se dedicou a escrever a peça pouco antes de morrer, em 2006. Quase dez anos depois, os direitos foram liberados pela família e cedidos para a Möeller & Botelho.

Os diretores levaram toda a sua equipe criativa dos musicais para o novo projeto, que conta com a cenografia de Rogério Falcão – responsável por todos os trabalhos da dupla desde ‘7 – O Musical’ (2007) –, os figurinos de Carol Lobato, recém-premiada com o Cesgranrio e o Reverência por Kiss me, Kate, a iluminação de Paulo César Medeiros (Prêmio Reverência por Nine – Um Musical Felliniano) e a coordenação artística de Tina Salles.

Ficha Técnica:

“O que terá acontecido a Baby Jane?”

Um espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho.
Com Paulo Goulart Filho, Teca Pereira, Nedira Campos, Juliana Rolim, Karen Junqueira e as crianças Sophia Valverde, Duda Matte, Alessandra Martins e Ágatha Félix. 
Autor: Henry Farrell
Adaptação: Charles Möeller
Tradução: Claudio Botelho
Direção: Charles Möeller
Cenografia: Rogério Falcão
Figurinos: Carol Lobato
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Visagismo: Beto Carramanhos
Design de som: Ademir Moraes Jr. 
Coordenação Artística: Tina Salles. 

Serviço:

Theatro Net Rio – Sala Tereza Rachel. Rua Siqueira Campos, 143 – Sobreloja – Copacabana. (Shopping Cidade Copacabana).
Temporada: 21 de abril até 25 de junho de 2017
Horário: Quinta-feira às 18h / Sexta e sábado às 21h / Domingo às 18h.
Classificação: 14 anos.
Duração: 70 minutos.
Ingresso: R$ 150,00 (plateia e frisas) R$ 110,00 (balcão) e R$ 50,00 (Balcão com visão parcial).
Capacidade do Teatro: 622 lugares.
Telefone do teatro: 21 2147 8060 / 2148 8060

Festival de Inverno vai esquentar Rio com rock, hip hop e sertanejo

Blitz está entre as atrações (Foto: Juba/Divulgação)

O Festival de Inverno do Rio de Janeiro, que acontece nos dias 14, 15 e 16 de julho, na Mariana da Glória, promete esquentar a cidade. O evento vai receber grandes nomes o rock, hip hop e vai celebra a reabertura da Marina da Glória, com expectativa de receber por volta de 40 mil pessoas. A venda de ingressos já começaram.

A sexta (14) será a noite Hip Hop Rio, com Black Alien, Filipe Ret, Gabriel o Pensador e Planet Hemp, unindo o melhor da cena rap carioca com a velha guarda e a nova geração. No dia seguinte, a partir das 18h, o Rock Brasil 35 Anos levará para o palco da Marina Blitz, Frejat, Humberto Gessinger e Plebe Rude, numa celebração da explosão da geração de 1982, que mudou a cara da música jovem no Brasil. Já no domingo (16/07), o Sertanejo in Rio contará com as duplas Henrique e Juliano e Maiara e Maraisa.

Então prepare-se, o inverno vai esquentar, em julho, na Marina da Glória com os mais consagrados artistas do Brasil do hip hop, pop rock e sertanejo, em um dos mais bonitos cartões postais do Rio de Janeiro, com a melhor e mais moderna estrutura de som, luz, led, camarotes, lounges, banheiros, bares e praça de alimentação. 

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL DE INVERNO: 

14 julho (sexta)

Black Alien
Filipe Ret
Gabriel O Pensador
Planet Hemp

15 julho (sábado)

Blitz
Frejat
Humberto Gessinger
Plebe Rude

16 julho (domingo)

Henrique e Juliano
Maiara e Maraisa 

Serviço:

HIP HOP RIO (14/07 - 20H), ROCK BRASIL 35 ANOS (15/07 - 18H) e SERTANEJO IN RIO (16/07 - 16H)

LOCAL > MARINA DA GLÓRIA

ENDEREÇO > Av. Infante Dom Henrique, S/N - Glória, Rio de Janeiro - RJ

CLASSIFICAÇÃO > 18 ANOS

R$40 Pista
R$ 60  Pista Premium (área reservada em frente ao palco com bares, banheiros e entrada exclusiva)
R$ 80 Camarote  (área coberta com acesso à frente do palco com bares, banheiros e entrada exclusiva)

Urbana Legion lança música inédita de Renato Russo; Ouça!


A banda Urbana Legion está lançando neste mês “Apóstolo São João", música inédita de Renato Russo. A letra, feita há mais de 20 anos, fala de "tiroteios, atos e juízes", foi cedida pelo filho do cantor filho do Renato Russo, Giuliano Manfredini, para o Urbana Legion musicar. O grupo tem cativado plateias por onde passa com seu tributo à Renato Russo.

O clipe foi gravado no apartamento do Renato, em Ipanema, que estava fechada há 20 anos. Assista abaixo:


Giuliano Manfredini é fã da banda. Após assistir pela primeira vez a apresentação do Urbana Legion, Giuliano se tornou, além de admirador, amigo do pessoal do grupo. 

Urbana Legion  é formada por Egypcio do Tihuana nos vocais, Marcão ex Charlie Brown Jr. e atual Bula Rock na guitarra, Lena Papini, ex “A Banca” e atual Bula Rock no baixo, PG Tihuana na bateria e Marcos Iahn nos teclados

Contracenarte 5 anos: 5 filmes que completam 5 anos em 2017

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)


(Crédito foto: PA IMAGES / IAN WEST / PA WIRE)
Hoje o Contracenarte comemora 5 anos de vida! Meia década de muita dedicação ao mercado das artes, cultura e entretenimento. Como todo ano, na semana de nosso aniversário, preparamos uma série de posts especiais para marcar a data. A 7º arte, assunto que tanto gostamos, obviamente nunca pode ficar de fora! Ano passado fizemos um apanhado dos principais lançamentos desde a criação do site, postagem que vocês podem conferir Aqui. Para evitar uma repetição, agora em 2017, decidimos relembrar cinco filmes que, assim como o Contracenarte, comemoram 5 anos de existência. Então venham com a gente para uma rápida viagem a 2012, pra resgatar as obras mais importantes que marcaram aquele ano na indústria cinematográfica.

1) Django Livre (dir: Quentin Tarantino)
(Foto: Divulgação)
De Tarantino para fãs de Tarantino. Essa é máxima de "Django Livre", penúltimo filme do diretor americano que une praticamente tudo que se tornou característico de sua carreira. Violência gráfica, humor sarcástico, éticas duvidosas, diálogos instigantes e excelentes vilões, está tudo presente. Resultado: público casual enojado e famílias tradicionais ofendidas, mas fãs extremamente felizes. Sem falar nos próprios Quentin e Christoph Waltz, que receberam suas segundas estatuetas por esta colaboração.

2) Moonrise Kingdom (dir: Wes Anderson)
(Foto: Divulgação)
Wes Anderson é outro diretor que carrega consigo um público muito particular. No caminho contrário de seu compatriota Tarantino, mas não menos genial, Anderson aposta nas cores, na ingenuidade e na sutileza. Antes de estourar com o premiadíssimo "O Grande Hotel Budapeste", "Moonrise Kingdom" já dava sinais que o talento e percepção do cineasta continuavam em alta. 2012 foi um ano de grandes filmes, mas dificilmente dá pra encontrar algum outro tão bonito e gostoso de assistir.

3) Argo (dir: Ben Affleck)
(Foto: Divulgação)
Muitas vezes os vencedores do Oscar de Melhor Filme viram alvo daquelas acusações: "No futuro ninguém vai lembrar desse filme". "Argo" não conseguiu fugir desta sina na época de sua consagração. Hoje, cinco anos depois, o terceiro filme dirigido por Ben Affleck continua memorável ou já foi esquecido? Acho que vai muito da opinião pessoal de cada um. Pra mim, ainda é uma obra tensa, cativante e muito boa de se ver. Obra-prima? Talvez não. Mas é inegável que vem direto na cabeça só de pensar no ano de 2012. "Esquecível", está bem longe de ser.

4) O Mestre (dir: Paul Thomas Anderson)
(Foto: Divulgação)
A filmografia de Paul Thomas Anderson tem uma habilidade muito particular de me fazer sentir mal. Seus melhores filmes são justamente aqueles que trazem estranhamento, dor interna e faz os órgãos se revirarem. "O Mestre" não decepciona neste sentido, uma obra difícil e densa que faz justiça à carreira impecável do seu realizador. Além disso, por conta da tragédia que se sucedeu, se torna impossível ver o filme sem pensar na perda que foi a morte de Philip Seymour Hoffman, responsável aqui por uma performance não menos que espetacular.

5) Holy Motors (dir: Leos Carax)
(Foto: Divulgação)
"Holy Motors" talvez seja um dos piores casos de marketing que eu já vi no cinema. No Brasil pelo menos, não era raro ver a campanha girando em torno da figura de Eva Mendes, atriz americana que faz uma ponta no filme. Equívoco enorme: este não é o "novo filme de Eva Mendes". "Holy Motors", indicado para a Palma de Ouro de 2012, é um experimento narrativo e estético do diretor Leos Carax, muito longe de tudo que os americanos conhecem como cinema. Eva Mendes era um ornamento, assim como sua personagem. Quem tiver oportunidade, procure o filme e dê uma chance. Só vá de cabeça aberta, conselho de amigo.

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

Confira o primeiro trailer legendado de 'Thor: Ragnarok'


Confira abaixo o primeiro trailer legendado de 'Thor: Ragnarok', da Marvel Studios. O filme chega aos cinemas brasileiros dia 02 de novembro de 2017.