Veja as datas da turnê de reunião da dupla Sandy e Júnior


Eles estão de volta!! Os irmãos Sandy e Júnior anunciaram na tarde desta quarta-feira (13) as datas da turnê "Nossa História", que vai marcar a reunião da dupla após 12 anos. O show é em comemoração aos 30 anos da primeira aparição dos cantores na televisão.

A turnê vai passar por dez capitais a partir de 12 de julho. A primeira cidade a receber o show será Recife. Confira abaixo:

Sandy e Júnior - Turnê "Nossa História"

12 de julho - Recife 

13 de julho - Salvador 

19 de julho - Fortaleza 

20 de julho - Brasilia 

3 de agosto - Rio de Janeiro

17 de agosto – Belo Horizonte

24 de agosto - São Paulo 

31 de agosto - Curitiba 

13 de setembro - Manaus 

14 de setembro - Belém

'Capitã Marvel': Marvel começa a despedida de forma eficiente

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Capitã Marvel", Direção: Anna Boden e Ryan Fleck (Foto: Divulgação - Marvel Studios / Disney)
Estamos quase chegando no encerramento do Universo Cinematográfico da Marvel como conhecemos, mas a empresa decide aos 48 do 2º tempo lançar mais um filme de origem. A grande diferença desta vez é que se trata do primeiro projeto solo de uma heroína do estúdio, quebrando a sequência de 20 longas protagonizados por homens ou equipes. 

Isso por si só já seria um marco importante, mas poderia empalidecer caso não tivesse por trás uma narrativa eficiente que o sustentasse. Felizmente, "Capitã Marvel" se mostra um acerto muito calculado, com personagens bem desenvolvidos, clima de nostalgia e cenas de ação eficazes. Toda a histeria pré-lançamento se comprovou uma onda de raivinha ignorante de supostos "fãs" que sequer se preocuparam em assistir o filme. Aquela mesma campanha melequenta e infantil (no pior sentido da palavra) que já havia atingido "Caça-Fantasmas" (remake) e "Mulher-Maravilha". E o que esses produtos tem em comum, que desperta tanto ódio de gente tóxica e desocupada, eu vou deixar vocês adivinharem. 

O importante é que mesmo às vésperas de "Vingadores: Ultimato", o Marvel Studios entrega sim uma ótima personagem, que certamente fará toda diferença na franquia daqui em diante. A Carol Danvers se destaca dos demais protagonistas por percorrer uma estrada muito mais pessoal do que externa. Ao ser levada da Terra, ela perde suas memórias e até a própria personalidade. A boa sacada do roteiro é deixá-la se encontrar de forma independente, sem precisar atrelar a jornada a um interesse romântico ou aos outros conflitos dos Vingadores.

(Foto: Divulgação - Marvel Studios / Disney)
Brie Larson encontra sua heroína ao fugir da solenidade e delicadeza da Mulher-Maravilha ou da introspecção excessiva da Viúva Negra, investindo num tom debochado e cheio de si, mas também sem perder a doçura e o lado humano. O mesmo pode ser dito sobre Samuel L. Jackson, que revela faces de um jovem Nick Fury até então desconhecidas pelo público. As relações entre os personagens são um dos pontos fortes do filme, tanto os momentos buddy-cop de Carol com Fury, quanto a bela amizade entre a protagonista e a Maria Rambeau de Lashana Lynch.

Claro que a obra tem seus problemas, sendo o principal deles a falta de uma identidade visual mais acentuada, que tanto foi importante para "Guardiões da Galáxia" ou "Pantera Negra". Apesar de algumas boas passagens, como a sequência espacial da Capitã já transformada e o duelo velho-oeste já no finalzinho (este super bem decupado, devo reconhecer), de uma forma em geral os diretores Anna Boden e Ryan Fleck (do ótimo "Se Enlouquecer, Não se Apaixone") não conseguiram muito dar personalidade para o projeto. A cara é de um filme padrão da Marvel, embora a ocasião pedisse um pouco mais. 

De qualquer maneira, "Capitã Marvel" é uma adição muito bem-vinda ao MCU e abre uma porta interessante para o universo intergaláctico do estúdio. Em paralelo consegue sobreviver ao machismo de Hollywood, estabelecendo uma super-heroína feminina, forte e zero sexualizada. Espero que Carol se torne mais uma inspiração para jovens fãs de quadrinhos, assim como um estímulo para tornar o mercado cada vez mais representativo, diverso e justo. 

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt4154664
- Distribuidora: Disney

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

'Roma' e 'Bohemian Rhapsody': da beleza à mediocridade

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Roma", Direção: Alfonso Cuáron (Foto: Carlos Somonte - Divulgação - Netflix)
Alfonso Cuarón é realmente um cineasta muito especial. Difícil imaginar alguém tão versátil, que numa mesma vida tenha realizado obras como "E Sua Mãe Também", "Gravidade", "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban" e "Filhos da Esperança". Todas tão diferentes entre si, mas ao mesmo tempo tão complementares. Se nas últimas, Cuarón se entregou ao seu lado fantasioso, agora em "Roma" ele busca a realidade, recorrendo à sua terra natal e suas memórias de infância. 
"Roma" é afinal de contas uma colagem entre lembranças e histórias, mas também de fragmentos dos dias atuais. Em cada segundo da expressiva fotografia em preto e branco, conseguimos ver momentos do passado e vislumbres do presente, sempre em reflexo com a construção da sociedade mexicana. Embora se perca pontualmente em alguns tangentes desnecessárias, o diretor (neste caso "Autor") se recupera ao encontrar no prosaico uma poesia sem igual, dando a seus personagens um desfecho merecido e que aquece o coração de qualquer pessoa com um mínimo de empatia.

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt6155172
- Distribuidora: Netfllix

"Bohemian Rhapsody", Direção: Bryan Singer (Foto: Divulgação - Fox Film do Brasil)
Olhando com cuidado a lista do Oscar, dá uma séria impressão que a Academia embutiu a moribunda (e péssima) ideia do "Melhor Filme Popular" na categoria principal da premiação. Ou então sucumbiu ao maior fenômeno de lobby de campanha da história de Hollywood. Afinal só mesmo condições adversas a méritos artísticos conseguiriam explicar a bizarrice que é "Bohemian Rhapsody" aparecer entre os indicados a "Melhor Filme". 
Embora tenha alguns pontos positivos, como a ótima recriação do Live Aid e as caracterizações dos membros da banda, o filme parece não conseguir escapar do mar de mediocridade que o roteiro o impõe. Sendo seu principal problema a dúvida se vai contar a história pessoal de Freddie Mercury ou do Queen como um todo, resultando numa narrativa confusa que não faz bem nem uma coisa, nem outra. Prejudicado ainda por uma montagem desordenada e diversas passadas de pano em momentos chaves, "Bohemian Rhapsody" soa como uma oportunidade desperdiçada, servindo no máximo como um karaokê barato. O Queen, por todo seu legado e contribuições para música moderna, merecia muito mais. 

Nota: 2/5 (Regular)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt1727824
- Distribuidora: Fox Film do Brasil

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

'Poderia Me Perdoar?': para ver Melissa McCarthy brilhar

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Poderia Me Perdoar?", Direção: Marielle Heller (Foto: Mary Cybulski - Divulgação - Fox Film do Brasil)
Assistir "Poderia Me Perdoar?" é presenciar uma construção de personagem impecável. O roteiro, assinado por Nicole Holofcener (de "À Procura do Amor") e Jeff Whitty (de "Shortbus"), se dedica a contar os dilemas de sua protagonista e explorar corretamente todos seus maiores defeitos, a transformando numa pessoa real e muito humana. Mas é na pele de Melissa McCarthy que a personagem ganha vida, através de uma performance completa, que se prende nos mínimos detalhes e em pequenos esforços. 

Em paralelo, o filme nos presenteia com a figura de Richard E. Grant, também em bela composição, que faz o contraponto perfeito à Lee de McCarthy. São justamente nas suas conversas verborrágicas e cheias de acidez que a narrativa se sustenta, ora ou outra até atrasando um pouco a trama para lhes garantir tempo de interação. 

O desfecho encontra um ponto de entendimento pessoal e coletivo mais do que apropriados, sem apelar para exageros ou maniqueísmos. Vemos a "heroína" como ela é: cheia de falhas e atitudes questionáveis, mas legitimamente autêntica. 

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt4595882
- Distribuidora: Fox Film do Brasil

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

'Green Book: O Guia': entre a omissão e a leveza

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Green Book: O Guia", Direção: Peter Farrelly (Foto: Universal Pictures e Diamond Films - Divulgação)
Não há mal algum em filmes "good-vibes", que apostam numa abordagem universal e inofensiva. "Green Book: O Guia" é exatamente isso, uma obra calculada para agradar a todos, sem maiores pretensões. Por trás da trama, um motorista racista que se vê empregado por um pianista negro, o roteiro até acha espaço para alguns debates sociais, mas parece não se preocupar muito em aprofundá-los.

O foco dos roteiristas, Nick Vallelonga, Brian Currie e Peter Farrelly (que também dirige), é mesmo a relação entre os dois personagens principais, indo da inicial indiferença (quase desprezo) até a esperada redenção. E não, não tem nenhum spoiler aqui: qualquer um que já tenha visto meia dúzia de filmes sobre amizades improváveis, sabe muito bem o que vai acontecer com menos de 20 minutos de projeção. 

(Foto: Universal Pictures e Diamond Films - Divulgação)
Não que a previsibilidade tire o brilho do resultado final. A graça de um projeto como este é justamente se concentrar nos elementos que constroem a fundação da inesperada amizade. E neste ponto "Green Book" não decepciona: Viggo Mortensen e Mahershala Ali protagonizam alguns momentos maravilhosos, na medida certa entre o realismo e a caricatura. Vê-los conversar, cada um com seus absurdos, é um prazer enorme, ainda que a trama em si dê certas fraquejadas. 

Farrelly parece dedicado em seguir um outro guia: o de "Como garantir uma indicação ao Oscar", cujas principais leis são "NÃO DESAGRADE NINGUÉM" e "NÃO EXIJA MUITO DOS VOTANTES". Afinal, mesmo abordando uma época de seríssimas lutas raciais, o diretor opta por tangenciar o tema, sem abrir brechas para o produto soar panfletário ou muito pesado (lembram da lei de não desagradar ninguém?). Há quem ache isso bom, há quem ache ruim. Esta talvez seja a maior diferença com o colega de categoria "Infiltrado na Klan". Onde "Green Book" se omite e revela timidez, Spike Lee investiga com classe e ferocidade, sem perder a eficiência narrativa. Mas novamente, não tem nada de errado com um filme leve e acessível. Vamos ver quem a Academia vai preferir este ano.

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt6966692
- Distribuição: Diamond Films

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

'A Favorita': cinismo, estranhamento e paródia no século 18

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"A Favorita", Direção: Yorgos Lanthimos (Foto: Divulgação - Fox Film do Brasil)
Parece que Yorgos Lanthimos caiu de vez no gosto de Hollywood. Em seu terceiro projeto filmado em inglês, o diretor grego abandona um pouco as fantasias surreais, por vezes macabras, de "O Lagosta" e "O Sacrifício do Cervo Sagrado" para investir num universo cínico que parodia a corte inglesa do século 18.

A incursão é muito bem-vinda, o que constatamos num filme ágil, ácido e bastante divertido. "A Favorita" se concentra na relação entre três mulheres, seus interesses e o que move cada uma delas em direção a outra. As três (Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone) são a força motriz da ação, não à toa conseguiram uma raríssima tripla indicação ao Oscar nas categorias de atuação. A lembrança é mais que merecida, especialmente para Colman, que surpreende na composição da inocente e explosiva Rainha Anne.

(Foto: Divulgação - Fox Film do Brasil)
Yorgos Lanthimos filma com alguns de seus maneirismos habituais, mas sempre os utilizando em favor da narrativa. As rápidas panorâmicas de um personagem para outro ressaltam a comicidade sem soar exageradas, assim como as constantes lentes grande angulares revelam sem pudor alguns dos belos cenários criados por Fiona Crombie e Alice Felton (também indicadas ao Oscar). Em paralelo, a trilha incômoda e pouco usual ajuda a completar o clima de estranhamento que permeia o filme como um todo.

O roteiro, por sua vez, é também um ponto alto, com algumas falas absolutamente deliciosas de se escutar. As personagens são desenvolvidas e complexas, sem jamais cair em simplificações baratas de bem ou mal. Entendemos suas motivações e personalidades, assim como seus defeitos. O que nos deixa em perfeita condição de escolher a nossa própria favorita. Não que seja fácil, pois são três protagonistas maravilhosas que só mesmo um grande filme consegue entregar.

Nota: 5/5 (Excelente)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt5083738
- Distribuidora: Fox Film do Brasil

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com