The Kooks leva som indie rock ao Dia das Mães dos cariocas

Por João guerra


The Kooks no Rio (Foto: Divulgação)

O Dia das Mães teve um gosto especial para os fãs da banda inglesa The Kooks. O quarteto se apresentou na noite de domingo (13), no Vivo Rio, no Rio de Janeiro. The Kooks trouxe a turnê mundial de seu quinto álbum de estúdio, The Best of… So far, lançado no ano passado. Com pouco mais de uma hora, a banda empolgou os fãs com o melhor do seu repertório indie rock.  Antes do Rio, o quarteto se apresentou em São Paulo, no dia 12 de maio.

A banda, formada em 2004 e composta pelo vocalista-guitarrista Luke Pritchard, o guitarrista Hugh Harris, o baterista Alexis Nuñez e o baixista Pete Denton, ganhou destaque mundial em 2006, logo com o lançamento de seu primeiro álbum, Inside In/Inside Out. No ano passado, o grupo lançou seu quinto álbum de estúdio, The Best of… So far. O nome The Kooks é uma homenagem a música “Kooks”, de David Bowie.

O setlist foi praticamente montado pelos fãs, já que a maioria das canções são as mais ouvidas da banda no Spotify. Com uma plateia animada, que não chegou a lotar o Vivo Rio, os britânicos abriram o show com “Eddie’s Gun”, faixa do álbum de estreia do grupo, “Inside in/Inside out”. Logo na sequência eles tocaram os hits “Sofa Song”, “Be Who You Are” e “Ooh La”. Luke Pritchard, vocalista e guitarrista, mostrou empolgação e entrosamento com o público durante todo o show.

(Foto: Divulgação)

Outro ponto alto do show foi durante a apresentação de “See Me Now”, que trata-se de uma homenagem ao pai do vocalista, que faleceu em 1988, quando ele tinha apenas 3 anos de idade. Ele agradeceu o carinho e o show continuou com a mesma energia eletrizante. Eles ainda tocaram sucessos como “Matchbox”, “You Don’t Love Me”, além das faixas “Is It Me” e “Shine On”. Para fechar a noite, o hit escolhido foi “Naive”, que levou os fãs à loucura.

Sobre o The Kooks
Formada em 2004, na cidade de Brighton, na Inglaterra, a banda surgiu a partir de um projeto de escola de Luke Pritchard junto ao baixista Max Rafferty. Hugh Harris e o baterista Paul Garred completaram a formação original. O The Kooks ficou famoso praticamente da noite pro dia com o lançamento de seu álbum de estreia Inside In/Inside Out, em 2006.

Trazendo sucessos como “Eddie’s Gun”, “Ooh La”, “She Moves In Her Own Way” e “Naïve”, o álbum alcançou a marca de platina quíntupla e arrebatou o público de forma instantânea. A partir daí, a banda de adolescentes passou a estampar capas de jornais e revistas e a ser convidada para uma série de festivais ao redor do mundo.

Em 2014, a banda experimentou um novo terreno em Listen, produzido em parceria com o produtor londrino de hip hop Inflo. O quarto álbum de estúdio da banda não só revelou uma conexão musical profunda entre os dois estilos como também ajudou a curar as feridas criadas no disco anterior. As canções dançantes como “Down”, “Bad Habit” e “Around Town” foram a marca do novo trabalho.

Sessão Streaming #3: 'Maravilhosa Sra. Maisel', joia da Amazon

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

Maravilhosa Sra. Maisel (EUA, 2017), de Amy Sherman-Palladino, disponível no Amazon Prime
(Foto: Nicole Rivelli - propriedade da Amazon Prime Video)
Pode parecer lugar comum vir recomendar a série vencedora do Globo de Ouro e do PGA nas categorias de comédia, mas curiosamente esta pequena joia do Amazon Prime Video ainda não pegou como deveria no Brasil. "Maravilhosa Sra. Maisel" é uma das maiores surpresas da última temporada: ácida, engraçada e humana, com uma protagonista carismática e envolvente. A beleza da série se encontra no crescimento da personagem título, que vai de dona de casa padrão até se tornar uma comediante forte e independente. 
No centro de tudo, a atriz Rachel Brosnahan (conhecida dos fãs de "House of Cards") entrega uma performance absolutamente hipnótica e deslumbrante. A moça tem timing de comédia, sabe emocionar e domina a cena sempre que aparece. O texto afiado e irônico, em conjunto com a montagem dinâmica e uma direção que sabe valorizar a comicidade do seu elenco, rende diversos momentos engraçadíssimos e, como consequência, uma série irresistível. Nota: 5/5 (Excelente)

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

'Vingadores: Guerra Infinita': 10 anos que mudaram nossas vidas

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Vingadores: Guerra Infinita", Direção: Anthony e Joe Russo (Foto: Divulgação - Disney/Marvel Studios)
Quem poderia imaginar há uma década atrás que Tony Stark, Groot e Thanos estariam tão consolidados na cultura pop quanto os Beatles? Pode parecer absurda a comparação, mas hoje não são apenas crianças ou o nicho dos nerds que conhecem esses personagens. Mas também os pais, avós, advogados, engenheiros, modelos e qualquer um que já tenha ligado a televisão nos últimos 10 anos. Neste sentido, a Marvel merece todos os aplausos do mundo, por ter criado e consagrado em muito pouco tempo um universo ficcional inteiro que agrada diversas idades, nacionalidades e classes sociais.

"Vingadores: Guerra Infinita" é o início do fim de uma franquia inesquecível, que hoje já pode ser considerada a mais ousada de todos os tempos. Não há Star Wars, Harry Potter ou Senhor dos Anéis, por melhores que sejam, que consiga ultrapassar a ambição, arquitetura e realização do MCU (Marvel Cinematic Universe). Quando vemos a logo vermelha aparecer antes do início de cada filme, já sabemos se tratar de uma obra especial, que vai despertar sensações reconhecidas e deliciosas.

Esta terceira aventura dos Vingadores não poderia ser diferente. Mais do que um longa-metragem, "Guerra Infinita" revela sua vocação para evento midiático, marco de uma geração e ponto de encontro universal entre famílias, amigos e fãs. Os roteiristas (Christopher Markus e Stephen McFeely) confiam tanto no conhecimento prévio do seu público, que sequer perdem tempo explicando a origem de cada personagem, suas relações e o que fizeram nas últimas aparições. Decisão extremamente acertada, afinal estamos falando de mais de 20 heróis e inúmeras referências presentes em seus respectivos filmes solos. 

(Foto: Divulgação - Disney/Marvel Studios)
A única novidade é o vilão, este sim bem desenvolvido e trabalhado pelo roteiro. Num universo que tem como maior pecado uma certa apatia de seus antagonistas, Thanos surge como uma bem-vinda surpresa para a franquia. Mais do que dos Vingadores, este é o seu filme. Descobrimos suas motivações, sua força inigualável e até seus medos. Nisto a dupla de roteiristas e os diretores, novamente Anthony e Joe Russo, encontram a maior virtude do projeto. Thanos é sim um tirano, porém tem seu lado humano, é fácil de se relacionar e vive um arco dramático muito claro no decorrer das duas horas e meia de duração. 

Mas independente da presença marcante do vilão, os Vingadores também tem suas oportunidades de brilhar. Os irmãos Russo fazem um esforço excepcional de reservar pelo menos um instante notável para cada um de seus heróis. Incluindo, é claro, sequências irresistíveis de interações entre eles. Tanto no tom de comédia, quanto puxando para o drama ou até para a tragédia. Isso que é bonito de se ver num trabalho de direção: profissionais que entendem as necessidades narrativas para cada tipo de situação. Enquanto Taika Waititi falhou miseravelmente em trazer qualquer dramaticidade em "Thor: Ragnarok", mesmo quando a história pedia isso, os Russo acertam em cheio em "Guerra Infinita". Basta ver a tocante cena entre o Rocket e o próprio Thor, ou mesmo os enquadramentos cuidadosos em torno do Thanos no momento em que decide sacrificar alguém que ama para conseguir uma das jóias do infinito.

A partir daqui, o texto contém alguns spoilers.

Por fim, não tem como terminar qualquer texto sobre este filme sem mencionar seu encerramento. Embora seja bombástico e eficiente o bastante, não consigo deixar de sentir uma dramaticidade falsa em torno do acontecimento clímax, que gerou até cartinha anti-spoilers dos cineastas. Claro que o impacto é enorme, porém não tem como sequer cogitar que tais incidentes sejam permanentes. Ou será que algum ser humano no planeta realmente acha que a Marvel vai abrir mão das suas duas novas (e principais) sub-franquias que são Homem-Aranha e Pantera Negra? Óbvio que não. A verdade é que "Vingadores 4" será muito mais sobre 'COMO' os heróis vão voltar do 'SE'. Mas obviamente isso não tira a qualidade do filme ou seu poder como produto de entretenimento. "Guerra Infinita" é uma carta de amor para os fãs e um atestado de que os Vingadores estarão eternamente prontos, sempre que precisarmos deles.

Nota: 4/5 (Muito Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt4154756
- Distribuidora: Disney

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

Sessão Streaming #2: 'Wild Wild Country', a surreal série da Netflix

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

Wild Wild Country (idem, EUA, 2018), direção: Maclain e Chapman Way, disponível no Netflix
(Foto: propriedade da Netflix)
Em certo momento de "Wild Wild Country" um personagem diz que se um dia alguém escrever um livro sobre esta história, todo mundo vai achar que é ficção. A afirmação não poderia estar mais correta. Toda a trama envolvendo o guru indiano Bhagwan Shree Rajneesh e seu esforço para criar uma cidade independente em pleno estado do Oregon nos Estados Unidos é tão fascinante quanto inacreditável. 
A série documental, dividida em seis ótimos episódios, percorre o início da ascensão até os minutos finais da vida do guru e sua comunidade alternativa. Os irmãos Way, diretores do projeto, conseguem a proeza de ouvir todos os lados com igual respeito, sem jamais pintar nenhum deles como heróis ou vilões. A narrativa é construída de forma elegante, mesclando os depoimentos atuais, com imagens de arquivo e, claro, as magníficas reportagens da época. Se tem uma coisa que não faltou ao grotesco Bhagwan e seus seguidores foi a disposição para criar polêmicas, seja por bem ou por mal. Então não é de se estranhar o gigantesco interesse que a imprensa americana teve, o que gerou inúmeras horas de material filmado, um mais interessante que o outro.
Não é por acaso que após o final da série, eu ainda me peguei pesquisando na internet para ver se era tudo verdade. O caso é tão pitoresco e impressionante que até o último segundo ainda acreditava que poderia muito bem ser o mockumentary mais bem feito da história. Mas não: "Wild Wild Country" é totalmente verdade. Um acontecimento bizarro e surreal como só a vida pode ser. Nota: 4/5 (Muito Bom)

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

Sessão Streaming #1: 'Aniquilação', volta de Alex Garland, no Netflix

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

Aniquilação (Annihilation, EUA, 2018), direção: Alex Garland, disponível no Netflix
(Foto: Peter Mountain - Propriedade: Paramount Pictures)
Começamos hoje uma nova série aqui no Contracenarte: Sessão Streaming, dedicada ao que tem de melhor nos serviços de streaming disponíveis no Brasil. Periodicamente vamos vasculhar os acervos da Netflix, Amazon Prime, HBO GO e suas concorrentes para trazer dicas de filmes, seriados e especiais que valem a pena serem vistos. 
Para nossa sessão de abertura, o escolhido é o surpreendente e instigante "Aniquilação". Filme dirigido por Alex Garland, com ninguém menos que Natalie Portman no elenco. Pra quem gosta de uma boa ficção científica das antigas, esta aqui é pra você. Embora não tenha grandes efeitos visuais, o que sustenta o projeto é seu texto intenso e enigmático que nos prende do início ao fim. Garland, que já havia realizado o maravilhoso "Ex-Machina", retorna ao universo sci-fi sem economizar em reflexões e conceitos complexos. Diferente do que o cinema contemporâneo tende a fazer, "Aniquilação" não entrega respostas fáceis e se quer se preocupa em procurá-las. A experiência é toda feita para colocar o espectador pra pensar e encontrar suas próprias conclusões. Isso por si só, já merece nossos aplausos. Recomendo até uma trilogia temática: depois deste filme, busquem "A Chegada" e "Contato". Pois é, de nada! Nota: 4/5 (Muito Bom)

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

Pearl Jam faz show memorável para 50 mil fãs no Maracanã


Por João Guerra

Pearl Jam cantou para 50 mil pessoas no Maracançã (Foto: Marcos Ferreira/Divulgação)

Numa noite memorável, a banda americana de grunge Pearl Jam lavou a alma dos fãs que encheram o Maracanã, no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (21). Segundo a organização do show, 50 mil pessoas conferiram de perto a apresentação da turnê Live 2018. Eddie Vedder conduziu com maestria e simpatia a noite, começando com “Release”, seguido por "Low light" e ”Elderly woman behind the counter in a small town”.

Na quinta música, Vedder conversou com a plateia em português: "Uma garrafa grande para um grande show", disse ele, enquanto segurava uma garrafa de vinho. "Estamos felizes por voltarmos ao Maracanã. Sentimos saudades. Adoramos o Brasil e também adoramos tocar para vocês”. Seguia ele enquanto o Maracanã vibrava com o papo informal e sincero.

(Foto: Marcos Ferreira/Divulgação)

Ponto alto
Um dos pontos altos da noite foi com o super hit “Jeremy”, onde o nosso headband desce para cantar mais próximo da platéia e é ovacionado. A canção retrata a tragédia do adolescente Jeremy Wade Delle, que aos 15 anos de idade cometeu suicídio dentro da sala de aula e em frente aos seus colegas de escola, em 8 de janeiro de 1991. Eddie quando leu sobre o ocorrido, decidiu escrever a canção e esta se tornaria uma das mais famosas músicas da banda.

Outro momento marcante foi a homenagem à banda Red Hot Chilli Peppers, com “Wishlist”. Ainda teríamos um pouco depois a presença de Chad Smith, baterista da banda para uma participação na canção "Can't deny me” que fará parte do novo álbum de Pearl Jam, que será lançado ainda este ano. A letra traz uma dura crítica ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Não é bom ter um líder ruim. O povo deve ser o líder”, diz Eddie antes de colocar uma máscara do presidente.

(Foto: Marcos Ferreira/Divulgação)

Na segunda parte do show tivemos o agradecimento da banda pelo bom comportamento da platéia e pela ausência de brigas. Este emblemático agradecimento se deve à tragédia vivida pela banda em 30 de junho de 2000, onde nove pessoas morreram esmagadas durante o show do Pearl Jam no Festival de Roskilde, na Dinamarca.

Emoção
E finalmente, após mais de 2h de show, temos “Black” e a emoção tomou conta do lugar. Em seus versos, a canção fala do lamento de um homem que perdeu a mulher que amava e a platéia acompanhou em coro e em choro: "I know someday you'll have a beautiful life /I know you'll be a star / In somebody else's sky / But why can't it be mine?".

Vedder voltou a conversar com o público e foi direto com as mulheres: "A próxima canção é para todas as mulheres fortes de nossas vidas. Mães, filhas, irmãs e namoradas. Só os homens fracos não apoiam as mulheres. Esta música é para os homens que são fortes o bastante e que ajudam na luta pela igualdade". E entra com "Living here", canção da banda The Who. Ainda tivemos o hino "Rockin' in the free world", de Neil Young e "Yellow ledbetter" encerrando a apresentação de ontem.

(Foto: Marcos Ferreira/Divulgação)

Sem dúvidas, para quem foi esta noite foi memorável, inesquecível, inebriante. Para quem não pôde e ficou com ainda mais vontade, a banda se apresentará neste final de semana, dia 24, no festival Lollapalloza, em São Paulo.