Sessão Streaming #5: 'Brinquedos que Marcam Época' - Netflix

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

Brinquedos que Marcam Época (EUA, 2017), criado por: Brian Volk-Weiss, disponível no Netflix
(Foto: Divulgação - Netflix)
Você já imaginou de onde veio aquele bonequinho inofensivo e vagabundo da sua infância? O que pode parecer uma informação inútil para muitos, esta série documental da Netflix transforma em objeto de estudo. Dividida em oito episódios (com mais quatro por vir), "Brinquedos que Marcam Época" vai atrás da história de algumas das principais franquias de brinquedos e como as mesmas se tornaram marcas multimilionárias. 
Os episódios são curtos (aprox. 45 minutos), com montagem bem dinâmica e narrativa super acessível, palatável até mesmo pra quem não tem o hábito de assistir documentários. Mas o grande trunfo da série são mesmo seus personagens, responsáveis por histórias de bastidores engraçadas e inspiradoras, sobre como inventaram alguns dos brinquedos mais amados do mundo. 
Apesar do formato enxuto sacrificar certas explicações que mereciam ter mais detalhes, é impossível não se encantar com "Brinquedos que Marcam Época" e toda a nostalgia que evoca. No final de cada temporada, a vontade é abrir o armário e encontrar nossos velhos amigos para uma boa sessão de brincadeira. E acreditem, não tem sensação mais gostosa no mundo! Nota: 4/5 (Muito Bom)

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

'Os Incríveis 2': uma aula de super-heróis e animação

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Os Incríveis 2", Direção: Brad Bird (Foto: Divulgação - Disney/Pixar)
Tem sempre aquele momento que alguma coisa estala dentro de nós e a gente percebe que vai se apaixonar por um filme. Não sei explicar, nem se quer prever, mas sei reconhecer. É um misto de calor, reconhecimento e sensações, que nos transporta pra uma lugar seguro e especial. "O Incríveis 2" é um desses filmes que traz tudo isso. E ainda vem com um fator a mais: a lembrança calorosa de um mundo que há 14 anos deixava saudades.

Não é sempre que dá para elogiar a Pixar, hoje seus projetos não são mais sinônimos de excelência como já foram. Quando ela decide investir em continuações, a situação fica ainda mais incerta. Se por um lado ganhamos dois ótimos "Toy Storys" e um simpático "Carros 3", por outro fomos importunados pelos bobinhos "Universidade Monstros", "Carros 2" e "Procurando Dory". Felizmente, a nova aventura da família Pêra (amo essas traduções) não só acrescenta imensamente ao filme original, como se estabelece sem dificuldades como uma das grandes produções da Pixar Animation Studios.

(Foto: Divulgação - Disney/Pixar)
Brad Bird, retomando ao posto de diretor e roteirista, acerta em cheio na história, sem cair na enorme armadilha de apenas repetir o que já havia dado certo. A trama segue um rumo diferente, com troca de protagonismo, novas temáticas sociais e oportunidades inusitadas de sequências de ação. Em paralelo, os avanços técnicos indiscutíveis do cinema de animação abre possibilidades inacreditáveis para a visão de Bird: tanto em momentos bombásticos, quanto em outros intimistas, que parecem mais reais e humanos do que nunca.

Mas o fascinante de "Os Incríveis 2", assim como o primeiro, é seu talento de fazer comentários sobre a sociedade e a espécie humana, através do olhar externo de super-heróis. Quase como uma anedota, a família de pessoas excepcionais tem que se adequar à nossa realidade, sofrendo por consequência os mesmos dilemas que nos fazem tão falhos. Então não é de se estranhar que mesmo entre os Incríveis, a gente reconheça alguns dos maiores problemas do nosso dia a dia. A mudança de protagonismo de Beto (Bob, no original) para a Mulher-Elástica traz também toda uma discussão que reflete a desigualdade profissional entre homens e mulheres, assim como a estranheza (errada) de se ver um pai tendo que assumir as tarefas domésticas no lugar da esposa.

Essa riqueza de conteúdo torna "Os Incríveis 2" uma obra madura, humana e especial, que dá orgulho ao legado da Pixar, se destaca dentro do já saturado subgênero de super-heróis e não foge da responsabilidade de trazer temas relevantes. Um filme completo que sabe ser engraçado o tempo todo, emocionante quando necessário e que tem como único defeito o fato que eventualmente chega ao fim.

Nota: 5/5 (Excelente)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt3606756
- Distribuidora: Disney

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

Vídeo: Assista ao 1º trailer de ‘Turma da Mônica: Laços’

Gabriel Moreira (Cascão), Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha) 
e Laura Rauseo (Magali) (Foto: Reprodução) 

Prepare-se para se emocionar! “Turma da Mônica – Laços”, primeira adaptação em live action dos personagens de Mauricio de Sousa, ganhou seu primeiro teaser nesta quinta-feira (28). A estreia está prevista para 2019.
ASSISTA AO TRAILER ABAIXO


Na trama, Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali partem em uma aventura para buscar o cão Floquinho. O filme é uma adaptação da obra homônima de 2013 escrita pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi. As gravações começaram neste mês e são realizadas no sul de Minas Gerais e também no interior de São Paulo.

O elenco é composto por Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali), Gabriel Moreira (Cascão), Monica Iozzi (Dona Lourdinha), Paulo Vilhena (seu Cebola) e Ravel Cabral  (Homem do saco).

Sessão Streaming #4: 'Super Dark Times', adolescência na Netflix

Por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

Super Dark Times (EUA, 2017), direção: Kevin Phillips, disponível no Netflix
(Foto: Divulgação)
O longo acervo da Netflix e sua política de distribuição polêmica podem ser cruéis as vezes. Perdidas lá no meio, longe de qualquer incentivo ou verba de publicidade, algumas obras praticamente passam batidas das listas de 'favoritos' dos usuários. "Super Dark Times" é um exemplo perfeito, filme que hoje só consegue ver a luz do sol graças ao boca a boca de alguns poucos cinéfilos mais exploradores dos extensos menus da plataforma. 
A princípio não há nada que atraia a esta produção independente: bilheteria irrisória, pouco barulho no mercado internacional e quase inexistência de prêmios (uma solitária indicação no Independent Spirits Awards foi o feito de maior relevância que conseguiram). Mas com poucos minutos de filme, já dá pra perceber a tremenda injustiça que é o seu anonimato. "Super Dark Times" tem uma história dura e soturna, com intensidade dramática e pé na realidade. A narrativa viaja da leveza de adolescentes fazendo bobagens para uma tragédia de erros e arrependimentos, até chegar na beira do thriller psicológico. Tudo muito bem filmado pelo diretor Kevin Phillips, que sabe criar momentos marcantes através de belas tomadas, assim como conduzir seu elenco para caminhos que nem sempre atores tão jovens conseguem trilhar. Quando a trama chega ao clímax, o cineasta opta por mais uma mudança de gênero, que soa inesperada porém perfeita para a situação. Não deixem de assistir, de preferência sabendo o mínimo possível. As surpresas serão boas! Nota: 4/5 (Muito Bom)

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

'Oito Mulheres e um Segredo': diversão com soluções fáceis

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Oito Mulheres e um Segredo", Direção: Gary Ross (Foto: Barry Wetcher/Divulgação - Warner Bros)
Difícil imaginar uma fórmula tão infalível quanto a da franquia "Ocean's". Diversos atores de primeira, trama ágil, montagem dinâmica e algumas reviravoltas. A trilogia de Steven Soderbergh e George Clooney se baseava nestes elementos para entregar um entretenimento leve, porém eficiente. Portanto não é de se espantar que o novo filme, agora com elenco feminino, faça... exatamente a mesma coisa.

Sai Soderbergh, Clooney, Brad Pitt, Matt Damon e companhia, entra Gary Ross, Sandra Bullock, Cate Blanchett, Sarah Paulson e companhia, mas a rigor o formato permanece o mesmo: uma história de assalto feita para divertir, sem maiores pretensões. Não que isso seja necessariamente ruim, pelo contrário, funciona muito bem. 

(Foto: Divulgação - Warner Bros)
Apesar do roteiro simplório, o maravilhoso elenco compensa em carisma e bom humor. É inevitável perceber os talentos das atrizes, que conseguem encantar e convencer através de poucos gestos ou falas, as vezes até preenchendo lacunas causadas pelo fraquíssimo desenvolvimento das personagens. Então mesmo quando o texto falha em dar informações de background, breves cenas de interação entre Bullock e Blanchett ou Mindy Kaling e Bonham Carter já são o suficiente para dizer tudo que precisamos saber. 

Portanto é uma pena que a produção tenha sucumbido a Rihanna, quando poderia ter investido em alguma outra atriz mais talentosa, mesmo que desconhecida. Vejam como a novata Awkwafina se saiu bem, praticamente roubando a cena mesmo com o limitado tempo de tela. Rihanna pode ser uma grande cantora, mas tem zero carisma, não rende nada atuando e destoa do restante do grupo. Algo que o próprio diretor, Gary Ross, parece perceber, ao dedicar falas bem curtas para sua pop star. 

Felizmente a atenção do cineasta é em Sandra Bullock, protagonista e força motriz da trama. Se não fosse por ela e (a maioria) de suas companheiras, realmente não sobraria muita coisa. A montagem é dinâmica, a trilha contagiante, mas o filme não passa de um amontoado de soluções fáceis que desabariam após qualquer reflexão mais aprofundada. Não que eu queira fazer isso. Estou perfeitamente satisfeito com o show de ilusões de "Oito Mulheres e um Segredo" e prefiro não acordar.

Nota: 3/5 (Bom)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt5164214
- Distribuidora: Warner Bros

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

Premiado musical 'Dançando no Escuro' reestreia no Rio

Por Redação

Cena do espetáculo "Dançando no Escuro" (Fonte: MSenna Circuito Geral)

  Estreou na última sexta-feira (01/06) no Teatro Oi Casa Grande pela primeira vez na Zona Sul, o premiado musical “Dançando no Escuro”, indicado aos prêmios Shell e CESGRANRIO (Atriz e Música), APTR (Música) e Botequim Cultural (melhor espetáculo, direção, direção musical, melhor atriz em musical, ator coadjuvante e atriz coadjuvante), onde o espetáculo foi vencedor na categoria Melhor Atriz para Juliane Bodini através do voto popular.

  A peça, dirigida por Dani Barros, que já brilhou em sucessos como “Estamira” mantém-se fiel à carga emocional e às reviravoltas da obra original. É daqueles espetáculos que você sai com a sensação de ter visto um filme. Mas é puro teatro. E dos bons. Ótima em cena, a atriz e protagonista Juliane Bodini está brilhante como Selma, dando vida à imigrante checa que começa a perder a visão devido a uma doença degenerativa.

  O drama musical é a única adaptação teatral autorizada do filme do cineasta dinamarquês Lars Von Trier, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes no ano 2000, onde a protagonista Björk também levou o troféu de melhor atriz. Com belas canções o espetáculo conta com a direção musical e arranjos de Marcelo Alonso Neves.

  Dançando no Escuro conta a história de Selma, imigrante Tcheca, operária de uma fábrica, que começa a perder a visão devido a uma doença degenerativa e que luta para que o seu filho de 12 anos não tenha o mesmo destino. Em sintonia com o tema, o espetáculo tem dois deficientes visuais na banda. É o único em cartaz no Rio de Janeiro com sessões exclusivas com libras, áudio-descrição, programas em braile e visitas guiadas para cegos conhecerem o cenário e elenco.

Transpor para o teatro essa obra cinematográfica tão marcante veio da vontade de abrir os olhos para o mundo, abordando assuntos tão pertinentes como preconceito, exclusão social e injustiça. E assim, tentar mudar os padrões e os vícios de uma sociedade onde a intolerância prevalece e o descaso nos envenena. É preciso enxergar o outro. Assim, escolhemos fazer um trabalho, um movimento, que permita que todo o público tenha acessibilidade dentro e fora do palco. Estar no OI Casa Grande é uma realização de um sonho e certeza que estamos fazendo um belo trabalho” 
Juliane Bodini e Luis Antônio Fortes, idealizadores do projeto.

  A adaptação de Patrick Ellsworth e a tradução de Elidia Novaes não deixam que o espectador que já viu o filme estranhe ou sinta falta de nada do que foi visto no cinema. É extremamente difícil e delicado adaptar para o Teatro uma obra tão densa como “Dançando no Escuro”, especialmente porque a linguagem cinematográfica de Lars Von Trier tem uma assinatura muito marcante. O que se vê no Teatro é a história à frente, sobrepondo-se a estilos ou vaidades. É a humanidade (ou desumanidade) das personagens que aparecem em primeiro plano.

  O excelente elenco e dramaturgia tiram o fôlego da plateia e os concentram de tal forma que ninguém se distrai ou vê passar os 120 minutos de espetáculo. Não há como não ter empatia com Selma e sua luta em conseguir dinheiro para realizar a cirurgia que vai livrar o filho da cegueira. “A montagem brasileira de “Dançando no Escuro”, única no mundo, é uma história que precisa ser contada. As pessoas precisam ouvi-la e vê-la. – diz o ator e produtor Luis Antonio Fortes (de “Os Inadequados”), idealizador da montagem junto com a protagonista Juliane Bodini (de “O Beijo no Asfalto – O Musical”) – É um musical grande, com nove atores, criança no elenco, músicos, muitos técnicos, com tudo que um grande musical tem. Você entra no teatro não só para se divertir ou se emocionar. É um musical que vai além disso”.

  Além do espetáculo teatral, o trabalho dos artistas envolvidos estará focado em movimentar, semear, articular e desenvolver um trabalho sério de acessibilidade dentro e fora do palco com equipe capacitada para atender o público com diversos tipos de deficiência, buscando não só o entretenimento cultural e sim um movimento de inclusão social.

Sinopse

Selma Jezková é uma imigrante Tcheca que se muda para os EUA em 1964 com Gene, seu filho, um garoto de doze anos. Ela tem uma doença hereditária degenerativa que a faz perder a visão, algo que também vai acontecer com seu filho. Ao saber que nos EUA existem médicos que podem operar Gene, foi o suficiente para fazê-la imigrar para o país. Selma aluga um trailer na propriedade de Bill e sua esposa Linda, seus vizinhos, onde vive humildemente. Trabalha exaustivamente em uma fábrica com sua melhor amiga Carmen e guarda tudo o que ganha para a cirurgia que evite que seu filho sofra do mesmo destino. Trágicos acontecimentos cruzam seus caminhos enquanto Selma sonha com o mundo dos musicais.

Musical baseado no longa-metragem de Lars von Trier.

Serviço

Local: Teatro Oi Casa Grande - Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon
Valores: De R$25 (meia entrada balcão) a R$100 (inteira plateia VIP)
Quintas e sextas às 20h
Sábados às 21h
Domingos às 19h
Telefone: 2511-0800

CURTA TEMPORADA!

SESSÕES COM ACESSIBILIDADE:

Audiodescrição: 22 e 29 de Junho,
Libras: 23 e 30 de Junho.
Duração: 120 minutos
Classificação: 14 anos
Drama Musical

Link venda online: www.tudus.com.br

FICHA TÉCNICA

Adaptação Teatral: Patrick Ellsworth
Tradução: Elidia Novaes
Direção: Dani Barros
Músicas livremente inspiradas no universo de Björk
Direção Musical e Arranjos: Marcelo Alonso Neves
Idealização: Juliane Bodini e Luis Antonio Fortes
Direção de Produção: Jéssica Santiago
Elenco: Juliane Bodini, Luis Antonio Fortes, Andrêas Gatto, Carolina Pismel, Daniel Brasil, Julia Gorman, Lucas Gouvêa, Marino Rocha e Suzana Nascimento
Músicos: Johnny Capler, Julio Florindo, Nelson Freitas e Roberto Bahal
Desenho de som: Áudio Cênico - Andrea Zeni e Joyce Santiago
Cenário: Mina Quental
Figurino: Carol Lobato
Iluminação: Felicio Mafra
Diretor Musical Assistente: Mauricio Chiari
Direção de Movimento e Coreografias: Denise Stutz
Aulas e Coreografia do Sapateado: Clara Equi
Preparação Corporal e Coreografias: Camila Caputti
Preparação Vocal: Mirna Rubim
Supervisão Fonoaudiológica: Luciana Oliveira
Visagista: Marcio Mello
Assistentes de Direção: Rubia Rodrigues e Camila Caputti
Assistente de Visagismo: Roberto Santiago
Coordenação de produção: Gabriel Salabert
Programação Visual: Daniel de Jesus
Fotos do Material Gráfico: Nana Moraes
Fotos de making off e registros: Los Padrinos Fotografia - Roberto Carneiro
Assessoria Jurídica: Heloisa Mourão
Assessoria Contábil: FORTES Assessoria Contábil
Confecção de Boneco: Bruno Dante
Assistente de confecção de boneco: Cleyton Diirr
Instrutor de manipulação de bonecos: Marcio Nascimento
Diretor de palco: Felipe Ávila
Operadora de luz: Juju Moreira
Operador de som: Leonardo Rocha