'Star Wars: Os Últimos Jedi': entre ciclos, memórias e recomeços

Crítica por Eduardo Cabanas (Twitter: @edu_dc)

"Star Wars: Os Últimos Jedi", Direção: Rian Johnson (Foto: Divulgação - Lucasfilm / Disney)
É impossível falar de Star Wars sem o fator emocional. Deixo já bem claro antes de qualquer coisa, caso alguém tenha chegado aqui esperando um texto sóbrio e isento. Não vai ser o caso, afinal são 20 anos vivendo essa saga, duas décadas de amor, ódio, alegria e raiva. "Guerra nas Estrelas", como a conheci em 1997, não é apenas um filme, mas um movimento cultural que me trouxe amigos, memórias e a própria paixão por cinema. Portanto peço licença por recorrer à primeira pessoa e falar de "Star Wars: Os Últimos Jedi" de uma forma um pouco mais pessoal que o normal.

Assistir o "Despertar da Força" em 2015 foi um êxtase. Depois da trilogia nova (que hoje faz mais sentido chamar de "prequel"), o ânimo de qualquer fã da saga estava bem por baixo. Não são grandes filmes, mas pior que isso, não são bons Star Wars. O título está lá, mas a sensação de reconhecimento não existe. Os Episódios 1 a 3 trazem um sentimento estranho de ver tantas coisas queridas sem contexto ou ressignificadas da pior maneira possível. Com a entrada de J.J. Abrams, Kathleen Kennedy e seu "grupo de roteiristas", o panorama tomou um rumo inesperado e muito bem-vindo. Há quem questione a exclusão de clássicos do universo expandido do cânone oficial, mas o fato é que a Disney reviveu e organizou Star Wars como poucos poderiam esperar. "Despertar" e "Rogue One" trouxeram figuras que nós amamos e o universo fabuloso de George Lucas com o mesmo cheiro, o mesmo calor e magia presentes em "Uma Nova Esperança", de um jeito que o próprio criador parecia ter se tornado incapaz de fazer.

Portanto, é com muita alegria que assisti o Episódio VIII e pude presenciar mais um grande filme, que não só funciona como obra independente, como grita Star Wars, reverencia a trilogia clássica e ainda consegue apontar para o futuro. Porque "Os Últimos Jedi" é afinal de contas uma passagem de bastão, desta vez definitiva. A cada segundo de filme, Rian Johnson parece se esforçar em nos dizer para aproveitar cada momento com Luke, Leia e Chewie. Não pude deixar de sentir que estava prestes a ver alguns de meus velhos amigos pela última vez. E aqui entra a grande responsabilidade do diretor e seu elenco encabeçado por Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac e Adam Driver: levar Star Wars adiante e carregar nos ombros um legado de mais de 40 anos. Mesmo com esta missão quase impossível, o filme se sai muito bem, mostrando novas ideias ao mesmo tempo que desperta lembranças tão bonitas.

(Foto: Divulgação - Lucasfilme / Disney) 
Evidente que o filme não é perfeito, voltando a demonstrar alguns furos de roteiro que o anterior já tinha. Desta forma fica faltando um pouco de contexto ao Líder Snoke, ao cenário político da galáxia e até à própria história da Rey. Imagino que muitas destas respostas estarão no Episódio IX ou em alguma obra literária, afinal não podemos esquecer que Star Wars tem toda uma franquia midiática para abastecer, mas não deixa de ser uma escolha que tem seu preço. Entretanto, não são problemas que cheguem a comprometer o projeto. Johnson pode pecar um pouco no excesso de tramas paralelas do início, mas compensa com uma montagem muito disciplinada, que pula de evento em evento sem perder o ritmo, e decupagem extremamente elegante. Vejam a sequência de abertura ou a cena de batalha numa sala vermelha (sem spoilers!), e reparem como ambas são belas, espacialmente bem definidas, dramaticamente poderosas e elevam o filme a ponto de causar arrepios.

Aliás, falando em arrepios, "Os Últimos Jedi" sabe muito bem o que está fazendo. O roteiro investe numa reflexão muito bonita da relação entre mestre e aprendiz, mostrando que um não vive sem o outro. Kylo Ren quer ignorar o passado, Poe tem o ímpeto da juventude e Rey demonstra a impaciência típica de uma jovem jedi, estando todos eles errados às suas maneiras. Seus mestres, ou líderes, dependem deles, mas também tem muito a ensinar. O 'novo' não necessariamente é melhor que o 'velho': Kylo precisou do pai, Poe precisa de Leia e Rey depende de Luke. Um pouco como os novos filmes olham com respeito para os antigos, evoluindo sem jamais abandoná-los. Ou como o ciclo de Luke é mostrado neste episódio.

Ver Mark Hamill barbado com cabelos grisalhos pode ser um choque, por remeter à lembrança daquele menino esperançoso de Tatooine, mas ao mesmo tempo é muito emocionante. Justamente por podermos presenciar a decadência, renovação de esperança, reencontro com velhos conhecidos (que cena meu deus, que cena!) e, por fim, seu momento de paz. Luke Skywalker ganha neste filme uma trajetória tão linda e significativa, que se torna impossível não chorar ou no mínimo lembrar de bons tempos que passamos com ele. 

"Star Wars: Os Últimos Jedi" termina com um sentimento muito particular da franquia. Não quero ser específico aqui, para evitar spoilers, mas mesmo diante de tragédias, a sensação das últimas cenas não é exatamente de tristeza ou alegria. É de esperança. Aquela mesma de soldados sendo honrados após destruir a Estrela da Morte ou de dois irmãos olhando juntos para o infinito do espaço. Mas também aquela capaz de construir rebeliões ou despertar a força dentro de uma certa menina de Jakku. Star Wars é uma faísca de esperança, antes com Luke, agora com Rey, mas sempre parte de todos nós.

Nota: 5/5 (Excelente)

Mais informações:
- Elenco, fotos e ficha técnica completa: www.imdb.com/title/tt2527336
- Distribuidora: Disney

Sobre o autor: Eduardo é produtor cultural, cinéfilo, viciado em séries, nerd nas horas vagas e autor do blog de viagens Player 1 Viajante: www.player1viajante.com

‘Vila Encantada de Natal’ leva teatro e cinema a 6 cidades do RJ


A partir desta sexta-feira (8), seis cidades do Rio de Janeiro vão receber a caravana “Vila Encantada de Natal”, que conta com exibição de filme, espetáculo teatral e oficina de enfeites natalinos. Ao ar livre e com entrada franca, o projeto será realizado até o dia 17 de Dezembro, durante os finais de semana, nas cidades de Duque de Caxias, Itaboraí, São Gonçalo, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras e São Pedro da Aldeia.

A Vila Encantada de Natal contará com atividades que promovem a mobilização dos moradores locais, como uma oficina de arte com material reciclado, ministrada por artesãos locais, e um mutirão voluntário para a realização da decoração do local do evento. Além disso, um espetáculo de teatro e um filme curta-metragem serão apresentados ao ar livre, com entrada franca, para todas as idades.

O projeto Vila Encantada de Natal é realizado no Ceará desde 2015, pelo Grupo Manga com a Kundera Produções Artísticas. No Rio, conta o patrocínio da Enel, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Serviço: 

Vila Encantada de Natal

Dias 8, 9, 10, 15, 16 e 17 de dezembro (sexta-feira, sábado e domingo) 
Entrada Franca
Classificação: Livre

Cidades:

Duque de Caxias, dia 8/12, sexta-feira, na Praça da Rua 2;
Itaboraí, dia9/12, sábado, na Praça Marechal Florida;
São Gonçalo, dia 10/12, domingo, no Estacionamento do São Gonçalo Shopping;
Casimiro de Abreu, dia 15/12, sexta-feira, na Praça Feliciano Sodré;
Rio das Ostras, dia 16/12, sábado, na Praça São Pedro;
São Pedro da Aldeia, dia 17/12, domingo, na Praça Agenor Santos.

'Les Miserables' ganha Prêmio Reverência de Melhor Espetáculo


A noite de terça-feira (6) foi de festa para o teatro musical brasileiro. Aconteceu no palco do Teatro Bradesco, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a terceira edição do Prêmio Reverência de Teatro. O grande vencedor da noite foi o espetáculo "Les Miserables", que levou o prêmio de Melhor Espetáculo, ator coadjuvante para Ivan Parente e melhor atriz coadjuvante para Andrezza Massei. Laila Garin ganhou o terceiro Prêmio Reverência por sua atuação em "Gota d'água (a seco)" e segue.

Com o maior número de indicações, o espetáculo "My fair lady" foi o vencedor de cinco categorias, incluindo melhor direção para Jorge Takla e melhor ator para Paulo Szot. "Cinderella" levou os prêmios de melhor iluminação para Maneco Quinderé e de melhor cenário para Rogério Falcão. O elenco da Cia. Barca dos Corações Partidos ganhou o prêmio na Categoria Especial por "Suassuna - O auto do reino do sol" e "Auê".

Elenco de "Les Miserables"

Os atores Lúcio Mauro Filho e Tiago Abravanel foram os responsáveis por comandar a festa, que contou ainda com números musicais de espetáculos como “Les Miserables”, “Wicked”, “Cinderella” e “My Fair Lady”. Única premiação a contemplar espetáculos cariocas e paulistanos, a cerimônia recebeu números exclusivos, criados especialmente para a ocasião, além de cenas dos principais indicados. O formato foi consagrado no ano passado e a cerimônia virou um especial inédito do Canal BIS.

Mesmo em um momento de grave crise no país, 49 espetáculos musicais estrearam e se inscreveram para disputar o Prêmio. Depois da rigorosa seleção do júri, 19 musicais foram escolhidos para concorrer em 15 categorias (Direção, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Autor, Cenografia, Iluminação, Figurino, Coreografia, Direção Musical, Design de Som, Especial, Melhor Espetáculo e  Melhor Espetáculo – Júri Popular, este último em votação online a partir de 22/08).

Bastante equilibrada, a lista foi liderada por ‘My Fair Lady’, que cumpriu temporada em São Paulo e teve 11 indicações, seguida por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, que estreou no Rio e teve dez aparições na lista. O espetáculo, que festejou os 90 anos de Ariano Suassuna, é protagonizado pela Cia. Barca dos Corações Partidos, também presente na terceira posição do ranking, com sete indicações por ‘Auê’, musical autoral que rodou o Brasil.

Em seguida, apareceram ‘Les Miserables’ (sete indicações), produção da T4F que segue em cartaz em São Paulo, ‘Cinderella’ e ‘Rocky Horror Show’, dirigidas pela dupla Charles Möeller & Claudio Botelho, com seis, e ‘Gota D’Água [a seco]’, com cinco. Por conta deste último, Laila Garin pode ganhar o seu terceiro Prêmio Reverência e seguir invicta na categoria Melhor Atriz.

Ainda aparecem na lista espetáculos que chamaram a atenção do público nos últimos meses, como ‘Wicked’, fenômeno de público em São Paulo que teve as duas atrizes protagonistas – Fabi Bang e Myra Ruiz – indicadas ao prêmio de Melhor Atriz, ‘Rent’, ‘Forever Young’, que rendeu uma indicação póstuma a Marcos Tumura, e ‘Gabriela, Um Musical’, primeira versão para teatro da clássica história de Jorge Amado.

Sobre o Prêmio Reverência
Uma importante página da história do Teatro Musical Brasileiro foi escrita nos últimos quinze anos, com o que se chamou de renascimento do gênero no país. Um verdadeiro ‘boom’ de produções tomou conta dos palcos, entre franquias de musicais estrangeiros, adaptações e criações originais, responsáveis por formar plateia e toda uma geração de artistas e técnicos. Para celebrar este momento, o Prêmio Reverência foi criado pela produtora Antonia Prado em parceria com Rodrigo Rivellino, da AktuellMix.

A primeira edição do Prêmio Reverência aconteceu em agosto de 2015 no Hotel Fasano do Rio de Janeiro sob comando de Heloísa Périssé. A cerimônia premiou espetáculos como ‘Samba Futebol Clube’, ‘Os Saltimbancos Trapalhões’ e ‘Elis, a Musical’.

No segundo ano, a Cerimônia de Premiação ocupou o Teatro Alfa, em São Paulo, onde foram reproduzidas cenas dos principais indicados. Apresentada por Daniel Boaventura e Totia Meireles, a noite contou ainda com números inéditos e especialmente criados para a ocasião, como na homenagem para Marília Pêra, interpretada por Totia, Daniel, Laila Garin, Leticia Colin e Sandra Pêra. Os principais premiados foram ‘Kiss Me, Kate – O Beijo da Megera’ e ‘Urinal, O Musical’.

‘O desejo de fazer o prêmio é antigo. Percebi que temos importantes produtoras e artistas, mas ainda precisamos olhar para o mercado, com todo o potencial que ele possui. Somos o terceiro maior produtor de musicais do mundo e não reconhecemos, como deveríamos, nossos talentos. A ideia do Reverência é dar mais visibilidade ao gênero e garantir a sua perpetuação e crescimento. Precisamos unir forças e por isso é tão importante envolver as duas cidades’, analisa Antonia Prado.

Veja os indicados:

Melhor Direção

Duda Maia por ‘Auê’
João Falcão por ‘Gabriela, Um Musical’
Jorge Takla por ‘My Fair Lady’
Luis Carlos Vasconcelos por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Susana Ribeiro por ‘Rent’

Melhor Ator

Gabriel Bellas por ‘A Era do Rock’
Jarbas Homem de Mello por ‘A Paixão Segundo Nelson’
Marcelo Medici por ‘Rocky Horror Show’
Marcos Tumura por ‘Forever Young’
Nando Pradho por ‘Les Miserables’
Paulo Szot por ‘My Fair Lady’

Melhor Atriz

Fabi Bang por ‘Wicked’
Laila Garin por ‘Gota d’água [a seco]’
Myra Ruiz por ‘Wicked’
Paula Capovilla por ‘Forever Young’
Rebeca Jamir por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’

Melhor Ator Coadjuvante

Diego Montez por ‘Rent’
Fred Silveira por ‘My Fair Lady’
Ivan Parente por ‘Les Miserables’
Nicola Lama por ‘Rocky Horror Show’
Sandro Christopher por ‘My Fair Lady’

Melhor Atriz Coadjuvante

Andrezza Massei por ‘Les Miserables’
Bruna Guerin por ‘Rocky Horror Show’
Giulia Nadruz por ‘Cinderella’
Laura Lobo por ‘Les Miserables’
Paula Capovilla por ‘Meu Amigo Charlie Brown’
Priscila Borges por ‘Rent’

Melhor Autor

Bráulio Tavares por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Diego Fortes por ‘O Grande Sucesso’
Duda Maia e Cia Barca dos Corações Partidos por ‘Auê’
Fernanda Maia por ‘Lembro Todo Dia de Você’
Gustavo Gasparani por ‘Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical’

Melhor Coreografia

Alonso Barros por ‘Rocky Horror Show’
Alonso Barros por ‘Cinderella’
Fabricio Licursi por ‘Gota d’água [a seco]’
Jarbas Homem de Mello e Fernando Neves por ‘A Paixão Segundo Nelson’
Tania Nardini por ‘My Fair Lady’

Melhor Figurino

Carol Lobato por ‘Cinderella’
Charles Möeller por ‘Rocky Horror Show’
Fabio Namatame por ‘My Fair Lady’
Kika Lopes e Heloisa Stockler por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Simone Mina por ‘Gabriela, Um Musical’

Melhor Iluminação

Cesar de Ramires por ‘Gabriela, Um Musical’
Maneco Quinderé por ‘Cinderella’
Renato Machado por ‘Auê’
Renato Machado por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Robert Wilson e John Torres por ‘Garrincha’

Melhor Cenário

Duda Arruk por ‘A Paixão Segundo Nelson’
Kika Lopes por ‘Auê’
Nicolás Boni por ‘My Fair Lady’
Rogério Falcão por ‘Cinderella’
Sérgio Marimba por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’

Melhor Design de Som

Gabriel D’Angelo por ‘Gota d’água [a seco]’
Gabriel D’Angelo por ‘Auê’
Gabriel D’Angelo por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Mike Potter por ‘Les Miserables’
Tocko Michelazzo por ‘My Fair Lady’

Melhor Direção Musical

Alfredo Del-Penho e Beto Lemos por ‘Auê’
Chico Cesar, Alfredo Del-Penho e Beto Lemos por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Luis Gustavo Petri por ‘My Fair Lady’
Nando Duarte por ‘Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical’
Pedro Luís por ‘Gota d'água [a seco]‘

Categoria Especial

Claudio Botelho pelas versões de ‘Les Miserables’
Elenco da Cia. Barca dos Corações Partidos por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ e ‘Auê’
Feliciano San Roman pelo design de perucas de ‘My Fair Lady’
Mariana Elisabetsky e Victor Muhlethaler pelas versões de ‘Wicked’
Rafa Miranda e Fernanda Maia pelas composições de ‘Lembro Todo Dia de Você’
Tony Luchesi pelos arranjos de ‘60 Doc Musical’

Melhor Espetáculo

‘Auê’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
‘Cinderella’ – Fábula Entretenimento
‘Forever Young’ – Benjamin Produções e Chaim XYZ Produções
‘Gabriela, Um Musical’ – Tempo Entertainment, Caradiboi Arte e Esporte, em associação com Opus Promoções e MáquinaMáquina Produções Artísticas 
‘Gota D’água [a seco]’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
‘Les Miserables’ – T4F Entretenimento
‘My Fair Lady’ – Takla Produções Artísticas, EGG Entretenimento e IMM
'Rocky Horror Show' – M&B 
‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
‘Wicked ‘– T4F Entretenimento

É hoje! Veja os indicados ao Prêmio Reverência de Teatro

Em 2016, Laila Garin ganhou prêmio de melhor triz por O Beijo no Asfalto (Foto: Divulgação/Instagram)

A terceira edição do Prêmio Reverência de Teatro Musical acontece nesta terça-feira (6), no Teatro Bradesco Rio, no Rio de Janeiro. Única premiação a contemplar espetáculos cariocas e paulistanos, a cerimônia receberá números exclusivos, criados especialmente para a ocasião, além de cenas dos principais indicados. O formato foi consagrado no ano passado e a cerimônia virou um especial inédito do Canal BIS.

Mesmo em um momento de grave crise no país, 49 espetáculos musicais estrearam e se inscreveram para disputar o Prêmio. Depois da rigorosa seleção do júri, 19 musicais foram escolhidos para concorrer em 15 categorias (Direção, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Autor, Cenografia, Iluminação, Figurino, Coreografia, Direção Musical, Design de Som, Especial, Melhor Espetáculo e  Melhor Espetáculo – Júri Popular, este último em votação online a partir de 22/08).

Bastante equilibrada, a lista é liderada por ‘My Fair Lady’, que cumpriu temporada em São Paulo e teve 11 indicações, seguida por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, que estreou no Rio e teve dez aparições na lista. O espetáculo, que festejou os 90 anos de Ariano Suassuna, é protagonizado pela Cia. Barca dos Corações Partidos, também presente na terceira posição do ranking, com sete indicações por ‘Auê’, musical autoral que rodou o Brasil.

Em seguida, aparecem ‘Les Miserables’ (sete indicações), produção da T4F que segue em cartaz em São Paulo, ‘Cinderella’ e ‘Rocky Horror Show’, dirigidas pela dupla Charles Möeller & Claudio Botelho, com seis, e ‘Gota D’Água [a seco]’, com cinco. Por conta deste último, Laila Garin pode ganhar o seu terceiro Prêmio Reverência e seguir invicta na categoria Melhor Atriz.

Ainda aparecem na lista espetáculos que chamaram a atenção do público nos últimos meses, como ‘Wicked’, fenômeno de público em São Paulo que teve as duas atrizes protagonistas – Fabi Bang e Myra Ruiz – indicadas ao prêmio de Melhor Atriz, ‘Rent’, ‘Forever Young’, que rendeu uma indicação póstuma a Marcos Tumura, e ‘Gabriela, Um Musical’, primeira versão para teatro da clássica história de Jorge Amado.

Os jurados
O Prêmio Reverência tem dois júris trabalhando simultaneamente em um sistema de votação secreto. São duas etapas de votação: uma parte do júri escolhe os indicados e a outra elege os vencedores. Vindos das duas cidades contempladas na premiação, os jurados podem votar em espetáculos dos dois lugares.

Os jurados desta temporada são os jornalistas e críticos Daniel Schenker, Lucia Camargo, Macksen Luiz, Maria Luísa Barsanelli, Miguel Arcanjo Prado, Rafael Teixeira, Tania Brandão, Ubiratan Brasil e também Abel Rocha, Ana Botafogo, Claudia Hamra, Janice Botelho, Kika Sampaio, Mirna Rubim e Wellington Nogueira, artistas e profissionais das artes cênicas. O crítico Paulo Afonso de Lima, que faleceu este ano, também fazia parte do júri desde a primeira edição.

Sobre o Prêmio Reverência
Uma importante página da história do Teatro Musical Brasileiro foi escrita nos últimos quinze anos, com o que se chamou de renascimento do gênero no país. Um verdadeiro ‘boom’ de produções tomou conta dos palcos, entre franquias de musicais estrangeiros, adaptações e criações originais, responsáveis por formar plateia e toda uma geração de artistas e técnicos. Para celebrar este momento, o Prêmio Reverência foi criado pela produtora Antonia Prado em parceria com Rodrigo Rivellino, da AktuellMix.

A primeira edição do Prêmio Reverência aconteceu em agosto de 2015 no Hotel Fasano do Rio de Janeiro sob comando de Heloísa Périssé. A cerimônia premiou espetáculos como ‘Samba Futebol Clube’, ‘Os Saltimbancos Trapalhões’ e ‘Elis, a Musical’.

No segundo ano, a Cerimônia de Premiação ocupou o Teatro Alfa, em São Paulo, onde foram reproduzidas cenas dos principais indicados. Apresentada por Daniel Boaventura e Totia Meireles, a noite contou ainda com números inéditos e especialmente criados para a ocasião, como na homenagem para Marília Pêra, interpretada por Totia, Daniel, Laila Garin, Leticia Colin e Sandra Pêra. Os principais premiados foram ‘Kiss Me, Kate – O Beijo da Megera’ e ‘Urinal, O Musical’.

‘O desejo de fazer o prêmio é antigo. Percebi que temos importantes produtoras e artistas, mas ainda precisamos olhar para o mercado, com todo o potencial que ele possui. Somos o terceiro maior produtor de musicais do mundo e não reconhecemos, como deveríamos, nossos talentos. A ideia do Reverência é dar mais visibilidade ao gênero e garantir a sua perpetuação e crescimento. Precisamos unir forças e por isso é tão importante envolver as duas cidades’, analisa Antonia Prado.

Veja os indicados:

Melhor Direção

Duda Maia por ‘Auê’
João Falcão por ‘Gabriela, Um Musical’
Jorge Takla por ‘My Fair Lady’
Luis Carlos Vasconcelos por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Susana Ribeiro por ‘Rent’

Melhor Ator

Gabriel Bellas por ‘A Era do Rock’
Jarbas Homem de Mello por ‘A Paixão Segundo Nelson’
Marcelo Medici por ‘Rocky Horror Show’
Marcos Tumura por ‘Forever Young’
Nando Pradho por ‘Les Miserables’
Paulo Szot por ‘My Fair Lady’

Melhor Atriz

Fabi Bang por ‘Wicked’
Laila Garin por ‘Gota d’água [a seco]’
Myra Ruiz por ‘Wicked’
Paula Capovilla por ‘Forever Young’
Rebeca Jamir por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’

Melhor Ator Coadjuvante

Diego Montez por ‘Rent’
Fred Silveira por ‘My Fair Lady’
Ivan Parente por ‘Les Miserables’
Nicola Lama por ‘Rocky Horror Show’
Sandro Christopher por ‘My Fair Lady’

Melhor Atriz Coadjuvante

Andrezza Massei por ‘Les Miserables’
Bruna Guerin por ‘Rocky Horror Show’
Giulia Nadruz por ‘Cinderella’
Laura Lobo por ‘Les Miserables’
Paula Capovilla por ‘Meu Amigo Charlie Brown’
Priscila Borges por ‘Rent’

Melhor Autor

Bráulio Tavares por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Diego Fortes por ‘O Grande Sucesso’
Duda Maia e Cia Barca dos Corações Partidos por ‘Auê’
Fernanda Maia por ‘Lembro Todo Dia de Você’
Gustavo Gasparani por ‘Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical’

Melhor Coreografia

Alonso Barros por ‘Rocky Horror Show’
Alonso Barros por ‘Cinderella’
Fabricio Licursi por ‘Gota d’água [a seco]’
Jarbas Homem de Mello e Fernando Neves por ‘A Paixão Segundo Nelson’
Tania Nardini por ‘My Fair Lady’

Melhor Figurino

Carol Lobato por ‘Cinderella’
Charles Möeller por ‘Rocky Horror Show’
Fabio Namatame por ‘My Fair Lady’
Kika Lopes e Heloisa Stockler por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Simone Mina por ‘Gabriela, Um Musical’

Melhor Iluminação

Cesar de Ramires por ‘Gabriela, Um Musical’
Maneco Quinderé por ‘Cinderella’
Renato Machado por ‘Auê’
Renato Machado por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Robert Wilson e John Torres por ‘Garrincha’

Melhor Cenário

Duda Arruk por ‘A Paixão Segundo Nelson’
Kika Lopes por ‘Auê’
Nicolás Boni por ‘My Fair Lady’
Rogério Falcão por ‘Cinderella’
Sérgio Marimba por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’

Melhor Design de Som

Gabriel D’Angelo por ‘Gota d’água [a seco]’
Gabriel D’Angelo por ‘Auê’
Gabriel D’Angelo por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Mike Potter por ‘Les Miserables’
Tocko Michelazzo por ‘My Fair Lady’

Melhor Direção Musical

Alfredo Del-Penho e Beto Lemos por ‘Auê’
Chico Cesar, Alfredo Del-Penho e Beto Lemos por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’
Luis Gustavo Petri por ‘My Fair Lady’
Nando Duarte por ‘Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical’
Pedro Luís por ‘Gota d'água [a seco]‘

Categoria Especial

Claudio Botelho pelas versões de ‘Les Miserables’
Elenco da Cia. Barca dos Corações Partidos por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ e ‘Auê’
Feliciano San Roman pelo design de perucas de ‘My Fair Lady’
Mariana Elisabetsky e Victor Muhlethaler pelas versões de ‘Wicked’
Rafa Miranda e Fernanda Maia pelas composições de ‘Lembro Todo Dia de Você’
Tony Luchesi pelos arranjos de ‘60 Doc Musical’

Melhor Espetáculo

‘Auê’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
‘Cinderella’ – Fábula Entretenimento
‘Forever Young’ – Benjamin Produções e Chaim XYZ Produções
‘Gabriela, Um Musical’ – Tempo Entertainment, Caradiboi Arte e Esporte, em associação com Opus Promoções e MáquinaMáquina Produções Artísticas 
‘Gota D’água [a seco]’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
‘Les Miserables’ – T4F Entretenimento
‘My Fair Lady’ – Takla Produções Artísticas, EGG Entretenimento e IMM
'Rocky Horror Show' – M&B 
‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
‘Wicked ‘– T4F Entretenimento

Bruno Mars abusa do swing e efeitos especiais em show no Rio

(Foto: Florent Dechard/Divulgação)

Que o cantor Bruno Mars é um grande hitmaker, isso todos já sabiam. Agora, além de cantar, o havaiano mostrou que é um grande dançarino e abusou do swing em sua apresentação na noite de sábado (18), na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Com um repertório recheado de sucesso, Bruno Mars “incendiou” o sambódromo e apresentou um show repleto de efeitos especiais e pirotecnia. Essa é a segunda vez que o cantor se apresenta no país.

Nem mesmo a chuva fraca, que ameaçava cair em alguns momentos, desanimou o público que lotou a Praça da Apoteose. Havia fãs de todas as idades, desde crianças a idosos. Um deles chamou a nossa atenção. O aposentado Mário Cavalcanti, de 72 anos, dançava freneticamente no meio da plateia com uma faixa na cabeça. Ao seu lado, estava a neta Juliana Faria, de 12. Esse foi o primeiro show internacional da menina: “É muita emoção estar aqui. Acompanho o Bruno desde sempre, e como meus pais não puderam vir, o meu avô me trouxe”, disse ela.

(Foto: Florent Dechard/Divulgação)

O palco possui uma grande estrutura, que contava com 15 caixas de refletores LED no teto, outros ao fundo, e três telões de alta definição. Dizer que o show foi um sucesso pode parecer clichê, mas ainda estamos tentando encontrar um defeito no show. Não teve. Bruno Mars subiu ao palco por volta das 21h40 esbanjando swing e energia. Antes, o público acompanhou a apresentação da banda DNCE, do ex-Jonas Brthers Joe Jonas. Outro momento para ficar marcado.

A cada explosão, o público ia ao delírio. O show contou com fogos de artifício e show de pirotecnia no palco. Em um dos momentos o cantor "incendiou" o palco, literalmente. Logo no começo do show, Bruno Mars mostrou a que veio e fez o público cantar em unisono o sucesso "24k Magic", que dá nome à turnê. Foi de arrepiar. Outro grande momento foi em "When I Was Your Man", quando o cantor mostrou sua potencia vocal, acompanhado apenas pelo piano e pelas vozes da multidão.

Fenômeno
Apontado como um dos maiores fenômenos do mundo da música, com mais de setenta nomeações e dezesseis prêmios conquistados, o cantor se apresentou, ainda, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. A turnê sul-americana de “24K Magic World Tour” seguirá para Santiago, Buenos Aires, Lima e Quito.

(Foto: Florent Dechard/Divulgação)

A 24K Magic World Tour comemora o aclamado novo álbum de Mars, 24K Magic, com sucessos como “24K Magic“, “Perm” e o novo single “That’s What I Like“. Aclamando Mars como “um dos maiores showmen da música pop atual”, o Evening Standard elogia o show “desde a impecável produção de palco inspirada nos anos 90, equipada com pirotecnia, até sua inspirada coreografia, executada em perfeita harmonia com seu grupo de dança, The Hooligans.”

A 24K Magic World Tour marca a primeira turnê de longa duração de Mars desde o sucesso de 2013 da Moonshine Jungle World Tour, um blockbuster internacional que vendeu 2 milhões de ingressos em todo o mundo em 155 datas esgotadas.

Recentemente indicado ao prêmio de Melhor Artista, Melhor Álbum e Melhor Música de R&B no Billboard Music Awards deste ano, Mars tem aparecido em perfomances inspiradas na televisão como aconteceu na entrega do Grammy Awards 2017.

(Foto: Florent Dechard/Divulgação)

Esta é a segunda vez que Bruno Mars vem ao Brasil. Em 2012, o cantor, então estourado com o sucesso “Just The Way You Are”, se apresentou no Summer Soul Festival com shows lotados em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.

'Chá da Pabllo Vittar' terá cenários, ballet e efeitos especiais

 (Foto: Fernanda Tine/Divulgação)

Pabllo Vittar terá produção digna de superstar em sua edição do "Chá da Alice", no dia 24 de novembro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. O "Chá da Pabllo Vittar" terá cenários, ballet, efeitos especiais e toda produção com o selo de qualidade Chá. Será um grande show para uma grande artista!  

Atualmente, o seu clipe mais popular, K.O, conta com mais de 80 milhões de visualizações no Youtube, além de já ter dado o pontapé inicial para sua carreira internacional, após ter sido convidada junto com a também cantora Anitta para uma música colaborativa com o Major Laser, chamada Sua Cara, que menos de 24 horas após o lançamento do clipe já contava com mais de 20 milhões de visualizações.



Muito além de cantora ou cantor, já que em várias entrevistas Pablo contou que não se importa em ser tratado como ele ou ela, Vittar se tornou uma das figuras de um grupo de artistas LGBTT que vêm ganhando destaque no meio musical e utilizam esse espaço para discutir a diversidade sexual e combater a homofobia e os demais tipos de preconceito.

Serviço:

Chá da Pabllo Vittar 

Atrações: Pabllo Vittar
Data: 24 de novembro, sexta-feira
Local: Fundição Progresso (Rua dos Arcos, 24 – Lapa - Rio de Janeiro)
Informações e venda de ingressos: www.fundicaoprogresso.com.br
Abertura da casa: 22hrs
Início do show: 00h
Capacidade: 5.000 pessoas
Tel para informações: (21)3212-0800
Classificação etária: 18 anos